terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Filmes #50 | Aimer, Boire Et Chanter


Aimer, Boire Et Chanter (2014) estreia ou estreou em Portugal por estes dias, creio que integrado no Festival de Cinema Francês - em Lisboa, porque por cá não há nada disso, até ver. É uma obra curiosíssima do já nonagenário Alain Resnais que, a partir de uma peça do dramaturgo britânico Alan Ayckbourn, passa para o grande ecrã uma forma de encenação muito brechtiana, no sentido em que nunca deixa que o espectador se esqueça de que está a ver uma peça de teatro (neste caso, no cinema). Obviamente, o objectivo de Bertold Brecht ao fazer a ruptura com o tipo de teatro clássico, aristotélico (que ainda hoje domina no espectro da oferta cultural), que considerava levar ao envolvimento, à emoção da identificação com a(s) personagem(ns), à confusão entre arte e vida real (Brecht estará às voltas no túmulo, com a invasão telenoveleira), era despertar no espectador a uma atitude crítica, alertando-o para a condição humana e obrigando-o a posicionar-se social e politicamente. Para isso, no ligar do envolvimento e da identificação, procurava distanciação e quase estranheza, que alcançava com um tipo de encenação que não permitia que o espectador esquecesse sequer por um minuto estar perante uma obra de arte, sob a forma de encenação teatral, e não a assistir a um qualquer segmento de vida real.
Ora neste filme de Resnais acontece justamente isso: acompanhamos a vida campestre de três casais algures em Inglaterra, sendo que os cenários são feitos como os de uma peça de teatro, para que não nos esqueçamos de que são cenários; as transições entre as várias casas são feitas por uma filmagem de minutos à paisagem, seguida de um desenho da casa de cada um dos casais, para que saibamos para que "cena" vamos. E a estória é espoletada quando, num desses cenários, uma das personagens, que é médico, comunica à mulher, muito a medo, por estar a violar o sigilo profissional, que um amigo/conhecido está a morrer e restam-lhe meses de vida; claro que a mulher, que ainda por cima gosta do seu wiskheyzito, só conta a meia dúzia e, quando dão por isso, já outro casal sabe. Enquanto o marido do outro casal parece ser o mais afectado pela notícia, as mulheres decidem convidar o "moribundo" para participar de uma peça que todos estão a ensaiar para apresentar numa festa lá do burgo, o que vai desencadear uma série de volte-faces, porque parece que, afinal, o que estava com os pés-p'rá-cova ainda tem um jeitaço para pôr à prova relações maduras e cansadas.
Mas enfim, o conteúdo, a mim, foi o que menos me interessou, encantou-me a forma, de que dei já conta e um outro pormenor curioso: nunca chegamos a perceber a que se deve a trindade escolhida para dar título à obra, já que amor temos pouco, cantigas nenhumas e só os copos parecem fazer jus àquilo que esperamos, à entrada da sala (ou antes de carregarmos no play, em casa).
Decididamente, um filme sobretudo para quem gosta de pensar essa coisa do que é a arte e aprecia o híbrido cinema teatral.

Real Techniques | O kit Nic's Picks e os outros

A propósito da aquisição recente do conjunto de pincéis Nic's Picks, que estou a usar há já duas semanas, e sobre que iria, naturalmente, escrever qualquer coisa, achei por bem fazer coisa mais completa e aproveitar para falar de toda a família da marca que mora cá em casa, à semelhança do que fiz com os Zoeva: afinal, tirando uma ou outra coisa desgarrada, nunca lhes dediquei uma entrada como deve ser - e estamos perante a marca de pincéis de que adoptei mais membros, verifico-o agora (mais do que os Zoeva, embora em circunstâncias bem diferentes, porque os Real Techniques vendem-se sobretudo em kits, sendo que não pude escapar a alguns elementos que quase não uso, o que não sucede com os Zoeva).
Não creio que esteja a dar uma novidade a quem quer que seja, mas os créditos são para atribuir a quem de direito, pelo que relembro que os pincéis da Real Techniques (bem como a ainda pouca maquilhagem que a marca agora comercializa) foram inicialmente desenvolvidos pela maquilhadora profissional Samantha Chapman, umas das manas responsáveis pelo famosíssimo blogue (e correspondente canal de You Tube) Pixiwoo e, quando foram lançados, há cerca de dois anos, dois anos e picos, rapidamente se disseminaram, quais vírus, pelas casas de quem gosta destas coisas da maquilhagem, sobretudo por terem uma relação qualidade/preço ímpar.
Mais recentemente, a mana mais nova, Nicola, juntou-se à festa e os últimos pincéis individuais lançados foram já da responsabilidade de ambas, como o é o conjunto que dá o mote a este post, o Nic's Picks. Os pincéis são de cerdas sintéticas, todos eles, o que quanto a mim, nos tempos que correm (e porque a tecnologia está tão desenvolvida que se consegue atingir, com estes pincéis, a performance dos de pêlo natural - que também os há cruelty free, atenção, ninguém anda a arrancar pêlos a bicho algum), só tem vantagens, nomeadamente em termos de facilidade de lavagem e mesmo durabilidade (para não falar no preço, muito mais amigo). São ultra-macios, também.
Mas vamos a eles, portanto, seguindo a ordem por que foram comprados, se a memória não me falha.

Um dos primeiros conjuntos que comprei foi o Core Collection, com pincéis de rosto: todos estes pincéis têm o cabo amarelo e pega preta, distinguindo-se, inicialmente, dos de olhos, que são roxos, ou de outros, vendidos individualmente, que são cor de rosa. Espreitemo-los, um a um:
Detailer Brush | Enquanto parte componente de um kit de pincéis de rosto, foi pensado certamente para usar com corrector de imperfeições, em pequenas borbulhas ou outras hiper-pigmentações, mas eu uso-o sobretudo com pincel de detalhe de olhos; também funciona lindamente nos lábios.
Pointed Foundation Brush | Versão em ponto grande do anterior, duvido que este pincel serja usado por alguém como instrumento para aplicação de base. Esqueço-me muito dele mas já quando me forço uso-o com corrector, para aplicar, com pequenas batidinhas, na zona da olheira; quando tive problemas de vermelhidões em áreas circunscritas, também me socorria dele, para o mesmo efeito.
Countour Brush | O meu pincel favorito deste conjunto e, certamente, no top 5 (se não 3) dos meus favoritos da marca, este pincel é super versátil: é bestial para contorno (não bronzer, contorno!), seja em pó ou creme, mas também para blush (gosto de controlar a zona em que o aplico) e mesmo corrector (é um dos meus preferidos para a zona das olheiras) e, pasme-se, até base, pela forma como conjuga uma densidade média com cerdas macias e fofas, o que permite uma cobertura muitíssimo natural.
Buffing Brush | Francamente, e já o afirmei antes, não percebo a loucura colectiva com este pincel, que leva carradas de gente a falar dele como o melhor pincel de base do mercado. Não é, nem de perto nem de longe mas, já que o tenho, uso-o, não para aplicar base mas para a polir, por exemplo (com o pincel limpo, dá-se aquele acabamento, para que a pele fique com um ar super natural). Também funciona muito bem com blush em pó (aplico com batidinhas para concentrar a cor e depois esbato) ou mesmo bronzer, e também resulta para finalizar blush em creme ou contorno aplicado com os dedos.

Depois, o Starter Set (conjunto de olhos) foi o rapaz que veio cá para casa, juntamente com o conjunto acima apresentado:
Deluxe Crease Bruh | Juro que não é mania minha, esta coisa de não usar os pincéis para os afazeres que lhes foram destinados pelos seus criadores, mas caramba, alguém usa este pincel para o côncavo?? Com esta densidade toda, o ideal é usá-lo com produtos em creme, seja para corrector (eu não o faço, acho-o demasiado pequeno, mas resulta bem) ou, sobretudo, com sombras em creme e primers de sombras - tenho alguns neste formato e são os meus preferidos para o efeito.
Base Shadow Brush | Foi um pouco negligenciado por mim nos primeiros tempos, mas agora tenho este menino como um dos melhores pincéis tudo-em-um que cá moram em casa: porque é denso mas fofo, este menino aplica sombra e esfuma-a como ninguém e, se for preciso (porque é de cerdas sintéticas), também trabalha bem sombras em creme.
Brow Brush | Este é, quanto a mim, um dos pincéis menos bem conseguidos da marca: para as sobrancelhas é demasiado grosso, para eyeliner nem por sombras: uso-o para esbater lápis junto à linha das pestanas, ou para aplicar sombra na mesma zona, mas recorro-lhe pouco.
Accent Brush | Uso para detalhes: canto interno do olho, esbater produto na linhas das pestanas, etc. Também já apliquei eyeliner com ele e não se portou mesmo nada mal.
Pixel Point Eyeliner Brush | Este, juntamente com o brow brush, é o pincel que menos gosto da marca. Não o uso de todo para eyeliner, para detalhe tenho coisas melhores e a única situação em que gosto de o usar, para acertar os contornos de um batom mais tcharam, é muito rara por aqui, pelo que este é um dos proscritos, pobrezinho.

Depois, e porque continuava numa fase de descoberta (e, quando é assim, fujam da frente, que a pessoa quer tudo), achei por bem comprar alguns dos pincéis vendidos individualmente (e foi a melhor coisinha que fiz, a maioria dos meus preferidos estão mesmo aqui).
Powder Brush | Eu não uso muito pó e, quando uso, até gosto mais de uma aplicação mais localizada, porque geralmente até o aplico apenas para assentar o corrector na zona das olheiras. Mas, caramba, a experiência de passar este menino pela cara é assim uma coisa para lá de boa, de tão macia. Uso-o muito para dar "uma geral" por todo o rosto - ou seja, uma massagenzinha, porque sim e sabe bem (mas é muito bom para pó: agarra o produto com tenacidade mas sem exageros e aplica-o na dose certa).
Blush Brush | Sem sombra de dúvidas, um dos meus queridinhos de sempre: é bom para blush, sim senhora, quando queremos uma coisa mais difusa, mas é igualmente bom para uma aplicação suave de bronzer ou de pó finalizador: como é afunilado, as cerdas mais compridas aplicam o produto e as mais curtas esbatem-no sem esforço algum. Definitivamente, no meu top 3, sem ser preciso regatear.
Stippling Brush | Este era apresentado como sendo uma coisa do outro mundo para aplicação de blush em creme mas, francamente, os meus small stippling brushes da ELF (porque tenho três, tamanho é o amor - e tão baixo é o preço, claro) tiram-lhe o lugar nas calmas. De todo o modo, uso-o às vezes com esse fim mas também para bronzer  ou contorno em creme. Também se safa muito bem a aplicar bases mais densas, porque permite uma aplicação mais leve.
Expert Face Brush | Se há um pincel bom para aplicar base da Real Techniques, esse pincel é este rapaz: bem denso e de cerdas arredondadas, funciona como um F82 da Sigma (e todos os seus derivados), com a vantagem de as cerdas serem um nadinha menos densas (o que permite uma aplicação menos "pastosa") e mais maneirinhas, porque o diâmetro é menor e são ligeiramente achatadas. Qualquer base fica divina, aplicada com ele - e o blush em creme, o contorno e até o corrector (pelas suas dimensões, aplica-o facilmente) também.
Setting Brush | Outro xodozinho aqui da menina: só o uso para aplicar pó translúcido para selar o corrector e, às vezes, ele basta-me para aplicar um nadinha de pó na zona T. É fofo e maneirinho, mesmo como eu gosto.
Retractable Lip Brush | Este foi uma compra relativamente recente (algures da Primavera): queria um  lápis de lábios para ter na carteira, porque às vezes uso batons demasiado poderosos, que não vão lá só aplicação normal, ou porque ficam demasiado grossos (e acabam por esfarelar) ou porque requerem algum cuidado no contorno. Como a minha profissão consiste em falar, pelo menos metade do tempo (e em beber água para poder continuar a falar), tenho de reaplicar o batom a cada 3h (na melhor das hipóteses e é para essas ocasiões que este pincel serve. Em termos de formato, é muito parecido com o Detailer Brush de que falei lá em cima e tem a vantagem de ser retráctil, pelo que nunca fica em contacto com o que de mais anda pela minha bolsa.

Ahhh, a Duo-Fiber Collection... que mal que nos demos no início... Rectifico: não os odiava, até os usava, mas não os compreendi de imediato. Hoje em dia, sou tão fã do trio que, quando saiu o mais recente kit da Real Techniques, que inclui o maior dos três, até bati palminhas. A eles:
Duo-Fiber Face Brush | Este é o pincel ideal para quem gosta de aplicar pós com parcimónia, como eu. Adoro-o para pó finalizador, porque faço as cerdas mais compridas (que são poucas) tocar no produto e depois é mesmo só um nadinha que fica na cara, espalhado (também) pelas cerdas mais curtas e densas. Também é excelente para bronzer all over.
Duo-Fiber Contour Brush | Outro tesourinho, ideal para bronzers, blushes e pós de contorno hiper-pigmentados, daqueles que mal se pode tocar no produto. Ideal para usar com o SculpTing Powder do Kevyn Aucoin, por exemplo: podemos construir o produto e nunca aplicamos demais. TRambém funciona lindamente com iluminadores, seja em pó ou em creme.
Duo-Fiber Eye Brush | Este foi, dos três, aquele a que demorei mais a reconhecer o valor. Não sei, tenho outros pincéis de côncavo mais fofinhos, achava este áspero - e depois constatei que é tão pouco macio como um 217 da Mac, por exemplo, e habituei-me a ele.Como é afunilado, é bestial para aplicar e esbater sombra no côncavo: é rápido e bem eficaz.

Finalmente, o conjunto recém-saído, o Nic's Picks (não tenho o Sam's Picks, que saiu em 2013), uma edição limitada a que achei piada não só pelo novo ar prateado, como também porque tinha três pincéis novos, para além de dois que eu já possuo, mas que não me importo nada de ter em duplicado, porque são dos que gosto muito e que uso imenso (dentro do género, porque eu tendo a não repetir muito o que quer que seja, gosto que todo o ajuntamento rode e seja usado). A eles.
Duo-Fiber Face Brush | Ver/ler fotografia acima: é tudo de bom, para quem gosta de pós com moderação.
Cheek Brush | Este é um dos novos exemplares da marca e foi, de todos, o que me despertou imediata atenção: tenho carradas de pincel de rosto e, no entanto, ando sempre em busco "do tal"- coisa que não existe, tão díspares são as minhas necessidades (e continuamos a falar de pincéis, boa?). Mas estamos perante um boníssimo pincel de rosto: em termos de cerdas, temos a fofice de um Powder Brush, de um Contour Brush ou de um Blush Brush; as cerdas são arredondadas mas achatadas de um dos lados (como se a ferragem tivesse sido apertada para as espalmar), o que o torna bestial para blush, certamente, mas também para contorno, porque se pusermos a parte achatada por baixo das maçãs do rosto na aplicação e o rodarmos 90º para o esbater, ficamos com o servicinho pronto num instante. Muito, muito bom, sobretudo para produtos em pó (embora não desdenhe a sua competência para o creme ou líquido, aviso já).
Base Shadow Brush | Um queridinho que não me importo nada de repetir (ver Starter set, lá acima).
Angled Shadow Brush | Não sou a maior fá de pincéis angulares, sejam de sombra ou de rosto, mas tenho lidado bem com este menino, que uso seja para escurecer o canto externo, seja para esbater tudo, quando dou a maquilhagem de olhos por acabada: tem as mesmas cerdas do Base Shadow e, só por isso, vale em absoluto a pena (porque são fofas e macias e trabalham lindamente as sombras).
Eyeline Brush | Ok, não é o meu pincel favorito para eyeliner em gel ou pasta (aí, rockam o 266 da Mac ou o 317 da Zoeva, bem como um Essence de cerdas azuis que se porta espantosamente bem - ou, dentro de outro género, o Eo5 da Sigma), mas porta-se lindamente quando uso sombra como eyeliner ou quando quero selar (ou esbater) a linha feita com lápis com um bocadinho de pó, pelo que conseguiu o meu respeito imediato.

E é muito isto: a Real Techniques, a que não teço tantos elogios como à Zoeva, por exemplo, é também uma marca muito amada cá por casa, embora de modo mais heterogéneo, porque há alguns elementos da família que não prezo tanto. Mas é outra marca com uma relação qualidade/preço para lá da média, que aconselho vivamente a quem se esteja a iniciar nestas lides (mas também aos que já cá andam de pedra e cal e gostam de BB&B's) - mesmo porque, ao contrário de quando comprei os primeiros elementos deste ajuntamento, agora encontra-se a marca em qualquer lado: quer nas lojas espanholas (Rada, Maquillalia) quer nas britânicas (Lookfantastic, HQ Hair, e por aí), que são das boas e não cobram portes

segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Tenho uma amiga empresária, carais!

Quem por aqui passa amiúde, já reparou que faço publicidade muito frequentemente a coisas de que gosto muito, só porque gosto muito e acho mesmo que aquilo que tem qualidade, que é bom, que é feito com esmero e que funciona magnificamente deve ser partilhado - porque esta publicidade, a não remunerada, a que não traz contrapartidas a quem a faz, é a única em que confio verdadeiramente, o que não significa que não haja quem, sendo pago, faça publicidade fidedigna, evidentemente. Só é mais difícil, porque a parcialidade é absolutamente natural e é óbvio que temos todo o interesse em salientar o que é bom e escamotear o menos brilhante quando estamos a ser pagos para isso,de uma ou de outra forma.
De todo o modo, hoje trago-vos uma visão ainda mais parcial do que o costume (mas ainda e sempre não remunerada): se há áreas da vida em que sou tendenciosa é quando falo de pessoas de quem gosto. Não porque figa mentiras acerca delas, mas porque as pessoas de quem eu gosto são mesmo as maiores e as mais competentes e fazem as melhores coisas do mundo, não há hipótese. (E fazem mesmo, já agora.)
Por isso, hoje partilho convosco um novo espaço que abriu no Porto, por que é responsável uma amiga minha daquelas muito grandes e muito próximas, que é uma profissional de mão cheia e que finalmente deu o salto e abriu a sua própria chafarica: a Marta Jorge (e posso dizer o nome dela, porque conhecê-la-ão se alguma vez tiverem o bom gosto e a sensatez de requisitar os seus serviços) abriu a Unidade de Fisioterapia da Boavista na Rua Domingos Machado, aquela onde fica a entrada principal (que não as urgências) da Casa de Saúde de Boavista - mesmo em frente ao portão desta.
O espaço é novinho a estrear e está super acolhedor e bem decorado (que azul maravilhoso, por todo o lado) - seja a parte do ginásio, seja o gabinete de massagens e outras coisas boas que podem apreciar aqui, desde o tratamento de condições patológicas mais graves às maravilhosas massagens que sabem que nem ginjas. A Marta reuniu os amigos para a inauguração e, entre comes, bebes e muita conversa aproveitámos para desfrutar de um espaço que tem tudo para ser um sucesso.

Entretanto, eu e a S. aproveitámos para fazer um tratamento de parafina nas mãos que achámos delicioso: mergulhamos a mão na parafina líquida e morna meia dúzia de vezes, até formar uma película branca e quase opaca, após o que a Marta nos envolveu os apêndices num saco plástico e, depois, numa luva turca (uma toalha também serve), Quinze minutos depois, ao retirar o aparato, a parafina sai agarrada ao saco e somos deixadas com as mãos mais macias que possamos imaginar - e nem quero pensar em como ficarão os pés (mas tratarei de o saber, em breve).

O meu conselho? Se precisarem (ou conhecerem quem precise:a Marta vai ter disponíveis uns cheques-oferta que me resolverão o problema de muitos presentes de Natal!)  de fisioterapia músculo-esquelética, respiratória, neurológica, urino-ginecológica ou reumatológica, preparação pré- parto e/ou ginástica pós-parto, tratamento de condições vasculares e linfáticas (olhá bela da drenagem!), reabilitação vestibular ou, tão só, a bela da massagem, vão visitar a Marta e deixem que ela vos trate, literalmente, da saúde, sim? Digam que vão da minha parte e, prometo, estarão entregues em excelentes mãos - e não, nem sequer é em sentido metafórico, neste caso particular.

Eu e o Dr. Brandt fizemos as pazes

O meu creme de dia mais usado (como disse quando falei nisso, tenho mais do que um em uso) da estação que agora se fina tem sido o Lineless Cream With Age-InHibitor Complex da Dr. Brandt. Ora eu, que não tenho tido uma relação nada pacífica com a marca, depois de um hidratante que não hidratava e de um serum de olhos que não me aquecei nem arrefeceu, mais um creme de limpeza que se limitava a desempenhar a sua função, sem deslumbres, devo confessar que já não tinha grandes esperanças relativamente aos dois produtos que ainda ali tinha em stock, todos arrematados nos saldos de Verão do ano passado ou no início deste ano (um creme de tratamento e um peeling).
Foi quase a medo que o saquei da caixa dos cremes-a-usar e, quando olhei para os ingredientes, estremeci: lá estavam o estupor dos silicones (que o desconto de 70% não me permitiu ver, obviamente, aquando da compra). E, caramba, como diabo haviam os bons dos anti-oxidantes, que a marca coloca como protagonistas, fazer o que quer que fosse, quando, à sua frente entram, para além dos referidos silicones, uma séria de conservantes? - provavelmente para colmatar a falha que é vender um creme de rosto num pote em vez de numa bisnaga ou num frasco selado, com doseador. Esta foi a questão que imediatamente me assaltou - e depois pensei: olha-m'esta armada em gente que percebe destas coisas. Faxabor de se colocar no seu lugar e de fazer o que qualquer consumidora comum faria: abre o estupor do creme e usa-o, antes de tirares conclusões a partir de informações que não te dizem assim tanto, para além do pouco que vais aprendendo.

Ainda assim, usei-o, pois com certeza - embora preparada para me desfazer dele se a coisa corresse mal; pensei que, se fosse há uns anos, jamais olharia para a lista de ingredientes (ou melhor, olharia e não perceberia puto, o que redundaria no mesmo) e aferiria a qualidade de um creme pelo bem ou mal que me fizesse, apenas. Resolvi que assim seria, desta feita, e devo dizer que embora não me tenha mudado a vida (o que não é necessariamente mau, bem pelo contrário), a verdade é que me dei bastante bem com ele - sendo que está agora praticamente no fim (e outros, com ele, a ver ser se encerro a rotina de Verão e começo a construir a equipa de cuidados de pele outonais): gostei da textura, nada siliconada (ao contrário do que a hierarquia de ingredientes me fazia prever), do cheiro herbal e do conforto que deu à minha pele, todo o Verão, apesar dos parabenos e dos óleos de alfazema  (potencialmente irritantes, mas inócuos, para mim) - ou seja, tínhamos nada para dar certo e a coisa não correu, de todo, mal.

O creme tem uma textura engraçada, como se fosse um creme de chantilly grosso, de cor bege rosada (que não, não mudou de cor com o passar do tempo, como a embalagem indica que pode acontecer), que desaparece na pele e a deixa macia e com o grão refinado (obviamente, os silicones, cá está); obvimanete que ingredientes como o chá branco, o chá verde e o extracto de graínhas (de uva) hão-de desencadear algum efeito, nomeadamente no que toca à protecção contra o foto-envelhecimento e chatices que tais; o colagéneo ajudará da elasticidade da pele e a verdade é que eu senti a minha confortável e bem nutrida (mas ela tem andado muito bem, para dizer a verdade, ou seja, a acção não é deste produto, ou pelo menos não se deve exclusivamente a ele)
Agora, deixemo-nos de brincadeiras: este é um produto vendido na Sephora por mais de 100€ (por 50ml) - eu estou a dizer o que penso de um creme que me custou 35 e ok, não é mau, mas também não o recompraria, sequer por esse preço. Agora... dar mais de 100€ por ele? Só muito embriagada, já que há no mercado produtos francamente melhores, em termos de composição, a um quarto do preço.
Por isso, Xotôr Brandt, desta não te arraso a obra mas também não tens direito a ovações, lamento.

domingo, 21 de Setembro de 2014

Camisolas de Outono/Inverno | A minha selecção

O Outono chega oficialmente às 2h39 do próximo dia 23 de Setembro (na madrugada de terça-feira, portanto) e, no entanto, estou absolutamente proibida de comprar qualquer camisola para a nova estação sem fazer a triagem daquilo que, dos anos passados, permanecerá no guarda-roupa e do que tem de ir - isto obriga-me a relembrar-me exactamente do que tenho e a perceber o que pode "fazer-me falta" (as aspas devem-se ao facto de eu não ter propriamente falta do que quer que seja). Evidentemente que, antes de trocar a roupa de Inverno pela de Verão (parece que foi ontem), já dei uns quantos sacos mas, ainda assim, preciso de desarmazenar tudo (o que adio até ao limite, porque me custa despedir do Verão) para ter a certeza de que me lembro de tudo quanto restou. Entretanto, e para adiantar serviço, fui catrapiscando na Zara e na Mango (as lojas onde costumo comprar mais camisolas na estação fria) as peças que, se não tivesse nadinha para vestir, era menina para trazer cá para casa.

Zara: 39,95€ | 29,95€ | 39,95€

Zara: 29,95€  | 29,95€ | 49,95€

Zara: 39,95€ | 39,95€ | 39,95€

Zara: 29,95€ | 29,95€ | 39,95€

Mango: 19,99€ | 29,99€ | 29,99€

Mango: 29,99€ | 29,99€ | 29,99€

Mango: 29,99€ | 25,99€ | 29,99€

Mango: 25,99€ | 39,99€ | 29,99€

Mango: 29,99€ | 25,99€ | 19,99€

Mango: 29,99€ | 17,99€ | 29,99€

Mango: 29,99€ | 29,99€ | 15,99€

E era isto. Apenas um número ínfimo destas meninas virá morar cá para casa (sem dúvida, virão um ou dois exemplares destas últimas de 15,99€, da Mango, já estive com elas na mão e têm uma excelente relação qualidade/preço), mas a verdade é que teria amor para dar a todas elas.

Filmes #49 | Belle & Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Não foi assim há tanto tempo: três séculos apenas nos separam da acção deste filme e, no entanto eu gostaria de pensar (e sei que não posso) que vivemos num mundo radicalmente diferente (no sentido literal, de diferente de raiz). Belle (2014) relata o caso verdadeiro de uma menina, filha de um almirante britânico de família riquíssima e com fortuna própria, que se apaixona por uma escrava de quem tem uma filha, ilegítima para os padrões da época e, ainda por cima (oh céus!) mulata - e se a mediocridade ou o mau carácter se podem camuflar, a cor da pele nem por isso, o que é uma maçada na sociedade em que ainda hoje vivemos. A menina acaba por ser criada na propriedade do tio do pai, Lord Mansfield (o sempre fantástico Tom Wilkinson) que é também o  Presidente do Supreme Court (a "Corte Suprema", que equivalerá ao nosso Supremo Tribunal de Justiça), o que será de especial importância no desenrolar da estória que subjaz a esta história. Na verdade, a pretexto do retrato do que era uma sociedade onde esta menina era tratada como uma princesinha dentro de quatro paredes, mas jamais poderia sentar-se à mesa de família se houvesse convidados ("porque não é apropriado", como diria a tia, a sempre bem Emily Watson), de uma sociedade onde uma mulher mulata herdeira de uma vasta fortuna (o pai acaba por morrer) é nada sem marido, há um outro caso verídico como pano de fundo: o de um navio mercante que transportava escravos que adoeceram, por negligência dos mercadores, na viagem das colónias para Inglaterra e que, não valendo nada como mão-de-obra, foram mortos (atirados para o fundo do mar, acorrentados), para que os comerciantes recebessem compensação das seguradoras. O magistrado encarregado de julgar este caso é nada mais nada menos do que Lord Mansfield, cujo ponto de vista vai sendo, de alguma forma, moldado por Belle e pelo filho do vigário, que ele toma por aprendiz.
Para além de uma belíssima lição de história (a acção reproduzida neste filme terá repercussões importantíssimas na história do esclavagismo) e antropologia, Belle é um filme bem interpretado, com figurinos lindíssimos e cenários cuidados. E sotaque britânico, o que não é de somenos.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) é um filme brasileiro (e se é bom, o pouco cinema brasileiro que me vai chegando...) que me passou pelas mãos sem que o contasse e em que parei imediatamente, só pela sinopse (e, não nego, por saber que fora pré-seleccionado para a disputa aos Oscars do ano passado). Trata-se da história de um adolescente, Leonardo, cego de nascença, residente em São Paulo, que vai passando pelas chatices e alegrias normais da idade (uma melhor amiga de quem é inseparável e colegas parvinhos que não seria mau ver pelas costas, bons professores e a falta do primeiro beijo - por aí) e um equilíbrio mental surpreendente para quem vive uma situação algo constrangedora, no sentido em que depende dos pais, da avó e até da amiga para um sem número de coisas. A estória desenvolve-se a partir do momento em que Gabriel vem transferido para a escola e acaba por se aproximar de Leonardo e Gi (a melhor amiga); por razões de ordem vária, como sendo a de Gabriel morar para o lado de Leo e acabar por substituir Gi (que mora noutra zona) na rotina de o levar a casa, ou a circunstância de a professora de história os pôr a trabalhar, rapazes, a dois, na apresentação de um trabalho, acaba por fazer com o trio se dissolva num duo, porque Gi se sente afastada e não gosta - e os rapazes acabam por ficar ainda mais próximos. Acontece que Leonardo e Gabriel apaixonam-se mas o mais interessante deste brilhante filme é que esta não é uma trama sobre um rapaz cego e homossexual; é sim a história de um miúdo que, também porque se apaixona, começa a querer ver mais mundo e pensa até em integrar-se num programa de intercâmbio com os Estados Unidos (tipo Erasmus, diríamos nós), aprende a dançar e a ouvir um outro tipo de música, quer ter novas experiências e viver. Os factos de ser cego e de gostar de pessoas do mesmo género são circunstâncias que não o definem - como não o define ter um nariz assim ou um cabelo assado. E esse é o ensinamento maior que daqui tirei (porque tiro muitos, sempre, de tudo quanto vejo). Uma curiosidade: Ghilherme (não me enganei, é mesmo assim o nome) Lobo, o actor principal, não é mesmo cego - he could have fooled me.

[E sim, antes que perguntem, tenho visto muitos filmes. E espero poder continuar a fazê-lo, sempre.]

sábado, 20 de Setembro de 2014

Três cremes para pés perfeitos

Querem um post ultra-rápido, tão célere que pensarão duas vezes se estão no blogue onde pensavam que tinham entrado ou, em alternativa, indagarão pela nave extra-terrestre que raptou esta vossa criada e pôs uma criatura com poder de síntese no seu lugar? 
Muito bem, assim seja, mas só porque leio o enfado à distância estão a pedir muito.
Então hoje apresento-vos três cremes de pés, que usei ou estou a usar muito recentemente e de que gosto igualmente, mas por razões diferentes e em situações diversas, o que se deve ao efeito que produzem , uma vez aplicados nos presuntinhos do pessoal. Vamos a eles.
- Rêve de Miel Crème Pieds Ultra-Réconfortante, da Nuxe | Este é aquele creminho que aplicamos nos pés, calçamos umas sandalocha de salto e vamos à nossa vida, sem derrapar: é hidratante mas não tanto que nos impeça de fazer a vidinha normal sem figuras demasiado tristes (quero dizer, as que houver não serão certamente da responsabilidade do creme, é mais isso). Custou-me 9,90€ (por 75ml) na Cocooncenter;
- Baume Réparateur Pieds Très Secs et Abîmés Anti-Gerçures, da Peggy Sage | Esta maravilha, comprada na Expocosmética, é assim a modos que banha para os pés: trata-se de um bálsamo bem rico e gorduroso, daqueles que basta aplicar uma vez, ao fim do dia, preferencialmente quando já não tivermos de andar muito, sequer de chinelos ou descalços - porque vão sentir-se como numa pista de gelo, sem patins. É o melhor produto para pés que testei até hoje, mas sei que tenho de experimentar um da Dr. School antes de poder fazer esta afirmação sem reservas. Custou-me 8,30€ (por 100ml) na feira de Maio e só gostava de saber onde o posso recomprar, sem esperar pela Expocosmética do ano que vem;
- Soin Réparateur Pieds, da État Pur | Comprei dois destes cremes nutritivos para pés e acabei a primeira embalagem agora mesmo (o que me relembrou de escrever esta entrada, que já estava programada há que tempos). Para descrever este produto, diria que ele é uma espécie de híbrido dos dois anteriores: é mais para o bálsamo do que para o creme, mas não é tão gorduroso como o Peggy Sage. Cusou-me 6€ (por 50ml) no Showroomprivé,

Hããã...? Digam lá se isto não foi espectacular?! É que nem um parágrafo sobre o meu vício em cremes de pés e mãos, nem uma estorieta para ilustrar o complicado que é andar de havaianas com o Peggy Sage nos pés: nada de considerações, só informação e síntese, como uma blogger a sério! 
*Palmadinhas nas costas para mim*

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Compras #73 | Kiko, Rada Beauty e outros

Esta semana foi pródiga em compras daquelas pequeninas, que mostro hoje (porque às vezes basta uma coisinha de nada para proporcionar aquele gostinho da coisa nova, pronta a estrear), e de outras maiores, que chegarão lá para o final da semana que vem - e que partilharei então.

Do Continente, três produtos de cabelo: o primeiro, o Million Gloss cristal Oil da gama Gliss, da Schawzkopf, porque andava há que tempos para comprar este produto, desde logo porque nunca recuso um óleo capilar, depois porque este promete brilho e, finalmente, porque o aspecto da coisa é demasiado bonito para não (me) despertar curiosidade. Custou 9,49€.
Depois, dois condicionadores que já não é a primeira vez que compro, sempre pelo mesmo motivo: estão com desconto de 50%. Como me dei bem com eles e as embalagens são bestiais para levar para o ginásio, lá veio mais um Advanced Keratine Repair Conditioner, da Expert Collection, da Pantène, e o Age Defy Conditioner, da mesma gama. Custaram cerca de 3,50€ cada um, depois do desconto.

Depois, uma encomenda na Rada Beauty, loja a que teço sempre os mais rasgados elogios, e que desta feita me desiludiu, para logo depois colmatar a falha, com um serviço de apoio ao cliente que mostra como se fazem as coisas. Mas espreitemos primeiro o que comprei:
Queria muito um eyeliner em gel beringela, porque a minha paleta Tango da MUFE, cujas cores usava como eyeliner, morreu mesmo - e vi este Mega Eyes Crème Eyeliner da Wet'n'Wild, na cor #887 Eggplant, que era justamente o que me apetecia, ainda por cima a um preço excelente (4,99€) e com apreciações muitíssimo positivas por essa internet fora. O chato? Chegou seco. Seco como uma avelã - soube-o mal lhe peguei e antes de abrir a embalagem, porque chocalhava lá dentro. Não dá para tirar uma réstia de cor do rapaz, como se aprecia pela tentativa acima (trata-se da sombra estranha abaixo das outras cores).
Depois, um artigo que já namorava há muito tempo, de uma marca que já não existe: o Blushwear Crème Cheek Colour da Jemma Kid Make Up School, na cor 01 Pomegranate, que comprei com 50% de desconto, a 9,50€, e que é um rosinha neutro e muito natural, perfeito para peles claras (vê-se mal, acima, mas é uma espécie de rosa queimado clarinho, que tratei de usar imediatamente e de que gostei muito).
Vieram ainda dois eyeliners da Catrice, porque a Sara, do Make Down, tem gabado muitíssimo um deles (que já percebi que é o primeiro que aqui trarei, mas não sabia, pelo que mandei vir os dois - e usar-se-ão, ambos), pelo modo como se aguenta o dia todo estoicamente. Veio então o Liquid Liner Waterproof, da Catrice, na cor 001 Don't Leave Me, que é super preto e pigmentado, tem um aplicador em formato de pincel que é muitíssimo preciso e custou 4,29€ (este é o amigo da Sara!); atrelado a ele, veio o Eyeliner Pen Waterproof, também na cor preta mas sem designação, que custou 3,79€ e não é tão bom como o anterior, desde logo porque o aplicador é uma ponta de feltro, que nunca permite uma aplicação tão precisa. Mas usa-se, mais uma vez.
Finalmente, e porque precisava de mais qualquer coisa para chegar aos 30€ e não pagar portes, mandei vir o lápis Eau La La Liner da Sleek, na cor Raisin, um vinho que me parecia bem mais escuro nas amostras de cor que vi por aí, mas que não deixaria de ser lindíssimo, se o meu lápis não se tivesse apresentado seco, sem o sistema retráctil a funcionar e, pior ainda, com a lâmina solta. Estava tão seco que partiu mal o passei na mão. Custou 5,99€, que me vão ser reembolsados, juntamente com os 4,99€ do eyeliner da Wet'n'Wild - foi esta a solução arranjada pela equipa da Rada Beauty, que respondeu à reclamação que fiz (a que juntei as fotografias que mostro acima) duas horas depois, dizendo que não tinha como repor os produtos, que se encontram esgotados, e a sugerir o reembolso que, via paypal, é facílimo e imediato. Fico frustrada por não ter o que comprei, mas gosto de coisas que se resolvem de imediato, como foi o caso.
Ah, de amostra veio um esfoliante em pó da Missha (daqueles a que tem de se juntar água, como o da Indeed Labs que também cá mora e sobre que tenho de falar em breve), que estou mortinha por testar - pelo-me por tudo quanto venha da Coreia, pronto.

Numa passagem pelo Jumbo, enfeirei três tipos de discos de algodão dos grandes que eles tinham à disposição, e que estão impossíveis de encontrar no Pingo Doce e Continente - não gosto de discos pequenos e tenho evitado regressar à Primark, de que gosto muito dos discos ovais. Para além dos ovais maiorzitos (da marca branca do Jumbo, a Auchan, a 0,89€ por 40 unidades, e da Dermacotton, a 0,99€ pelo mesmo número de discos), trouxe um pacote de uns rectangulares, enormes, muito parecidos com uns que comprara na Expocosmética, em Maio último, e de que ainda ontem falava com a Marlene, no pos€t que ela publicou no Pretty Exquisite. Estes Maxi Carrés Duo Douceur Aloé Vera, também da Auchan, são uma maravilha em termos de tamanho, espero que correspondam na qualidade (custaram 2,19€ e trazem 60 unidades - o que parece pouco mas não é, se considerarmos que gastamos apenas um por utilização).

Finalmente, uma ida à Kiko, que tem uma estória por detrás: no último vídeo que a  Lisa Eldridge filmou , o grande protagonista foi um lápis-sombra da Kiko, que eu apreciei mas não desejei; de resto, em conversa com as minhas amigas-do-gangue-blogosférico, confessava-lhes que a Lisinha havia perdido o poder de me "vender" coisas, porque estava a achá-la extremamente repetitiva (e porque não me fazia rir e porque achava a chata da Chung o máximo). E de facto não vende: quem me vendeu o lápis que também me fez ir à Kiko foram mesmo as minhas amigas - porque elas sim, vendem-me qualquer coisa - quando me falaram nas propriedades do menino. Adicionalmente, soube ontem que umas sombras da marca estavam em promoção e foram tão gabadas lá na página do Facebook que não resisti a ir buscar um par um trio delas.
Sendo assim, vieram: as Water Eyeshadows na cor 200-Champagne (um dourado frio de acabamento metalizado, liiiindo de morrer, sugestão da querida Inês, do Madame Turbante), 203-Burgundy (um vinho de acabamento acetinado) e 227-Light Taupe, um greige (cinzento cruzado de bege, um toupeirinha claro) de acabamento acetinado, todas lindas de viver e sim, estupidamente pigmentadas, mesmo secas. Reparei que havia inúmeras cores esgotadas mas fiquei muito satisfeita com as cores que trouxe, pelo que tudo bem: custaram 5.90€ cada uma (em vez dos 8,90€ do costume).
Finalmente, veio a Colour-Up Long Lasting Eyeshadow, uma edição limitada pertencente à colecção Daring Game, na cor 33-Likable Blackberry. Trata-se de um beringela magnífico, de consistência super cremosa e, de facto, aparentemente muito duradoura - vi-me grega para o tirar da mão com desmaquilhante normal, lá na Kiko, depois de o deixar assentar.

E foi isto, minha boa gente: pouco mas bem janota.

Ajuntamento #33 | Paletas de sombras VII - The Balm

Teria muita dificuldade em escolher entre todas minhas sombras de olhos porque, como já expliquei nos cinco posts passados, não tenho nenhuma paleta de que não goste - mas há marcas por que tenho um especial carinho e a verdade é que, só com as minhas quatro paletas da The Balm (duas delas de olhos e rosto) faria todas as maquilhagens que preciso de fazer, sem espinhas: porque são várias, porque têm tons maioritariamente neutros, mas também há ali uns atrevimentos de cor - mas sobretudo, porque se trata de um produto com uma qualidade consistente, heterogénea, não há cores filhas e outras enteadas nem acabamentos inferiores a outros. E isto não tem preço.
Espreitemos as paletas, umas a uma e, no caso de não terem visto os posts anteriores, eis os links para cada um:
I - Dior, Estée Lauder, YSL e Lancôme
II - Guerlain, Chantecaille, Tom Ford, Charlotte Tilbury, Bobbi Brown
III - Nars, Sephora, Bare Minerals e Soap& Glory
IV - Sleek, Gosh, Wet'n'Wild, Beauty UK, ELF e Coastal Scents
V - Urban Decay
VI - It Cosmetics, Stila, Lorac e Kiko

Quando esta paleta saiu, acho que até poderia ter só sombras douradas que eu tê-ia comprado na mesma - mas não, que diabo, afinal a Balm Jovi uma paleta que homenageia o Rock'n'Roll (e a música em geral, já perceberão porquê), tinha de haver ali uns tons que fossem a minha cara. E há, oh se há.  Esta foi a minha primeira paleta da The Balm que traz, para além de sombras de olhos, produtos para o rosto e lábios: tem um blush e um iluminador em pó (que eu já tenho, em embalagens individuais, embora sob outra nomenclatura) e dois tons de stains de lábios ou bochechas, que eu uso como blushes em creme (e adoro). A paleta tem a embalagem de cartão habitual na marca, fecha magneticamente e duas tampas separam os pós dos cremes (o que é sempre de ter em conta); há um espelho, que vemos na forma de um coração (quem é a estrela que não adora a própria imagem?) e doze cores de sombras, de 0,9g cada uma, todas elas com a qualidade a que a The Balm me habituou - é que não falha aqui nada: há pigmentação, nada de poeiras e uma imensa facilidade a esbater cores. Para quem estiver interessado na paleta como um todo, abordei-a com minúcia aqui; por ora, vamos mas é às cores, que eu no braço coloquei na horizontal por me ser mais fácil, mesmo porque a organização dos tons é temática. 
Comecemos pela fila de cima do meu braço, que corresponde às cores que a marca designou com Heavy Metal e que são, naturalmente, todas de acabamento metalizado, para além de terem nomes , evidentemente, a condizer. Deixemos a cultura ocidental por momentos e leiamos a coisa da direita para a esquerda (juro que não dói nada):
- Metal-ica | branco marfim super pigmentado e muito, muito metalizado;
- Iron Maid-In | dourado médio com reflexos bem metalizados;
- Lead Zeppellin | verde tropa com fundo castanho e brilhos dourados;
- Alice Copper | um cor de vinho de fundo castanho e brilho acobreado.
Depois, chegam-nos as quatro cores categorizadas como Classical, todas elas de acabamento mate:
- Adagio | bege de fundo amarelado, cor de pele no Inverno, óptimo como tom de base;
- Allegro | castanho médio de fundo quente, excelente como cor de transição;
- Moderato | beringela muito arroxeado;
- Presto | castanho escuro com qualquer coisa de vermelho no subtom.
Finalmente, à direita (e, no meu braço, na fila de baixo), as cores Alternative:
- Blink 1982 | rosa malva bem arrozeado, com uma iridescência rosada;
- The Stroke | azul muito escuro de fundo cinza e acabamento acetinado, com uns brilhos turquesa)
- rem - lilás médio, de fundo azulado
- Third Eye Blinded - rosa claro de fundo frio e acabamento acetinado (difícil de usar, este).

A Balm Voyage foi a última das minhas paletas The Balm a ser comprada: lembro-me que pus a Carla, da Face Colours, de sobreaviso, dizendo-lhe que, mal a tivesse, uma seria minha - e assim foi, comprei-a com os 20% de que beneficio por lá (eu e todos os meus leitores, já se sabe) e desde então que temos uma relação das muito felizes. Trata-se de mais uma paleta temática (aqui, as viagens dão o mote, as hospedeiras pin-up são a imagem de marca e o próprio espelho põe a nossa imagem na fotografia de um passaporte) que, para além das sombras (de 1,8g cada, à semelhança da que se segue, e em quantidade que é o dobro do que apresentam as outras duas paletas), tem três cores dos stains de rosto e/ou lábios. Em termos de qualidade, vou repetir o mesmo para todas as paletas de hoje: como as Urban Decay ou as Tarte (no seu segmento) nunca desiludem - as cores são lindas, a pigmentação é fabulosa, a textura das mate parece manteiga, as que têm glitter não espalham purpurinas pela cara toda... enfim, temos perfeição nos produtos desta marca norte-americana que eu adoro.
Fazendo jus à temática que inspirou os designers deta paleta, a nomenclatura escolhida para designar as sombras é conjugação de letras e algarismos, tal e qual como se designam os lugares de um avião; em termos de cores, eu diria que temos as duas primeiras filas mais bem comportadas e neutras e as duas últimas mais divertidas e ousadas - e, ainda assim, perfeitamente usáveis. Mas vamos a elas, sem mais delongas (sendo que os interessados em mais pormenores poderão consultar o post que dediquei a esta menina para mais pormenores):
A4 | cinza escuro de acabamento acetinado e uns reflexos arroxeados;
B4 | castanho escura acetinado quase mate;
C4 | castanho acobreado acetinado com brilhos prateados;
D4 | verde tropa escuro com acabamento acetinado e micro-brilhos dourados (esta amostra ficou péssima, mas quando for assim consultem o post original que lá as cores estão bem mais fiéis - esta aqui não chega a ser uma sombra da maravilha que é);
A3 | cinza-prata clarinho super metalizado;
B3 | toupeira de fundo lilás e acabamento mate (awww!);
C3 | castanho claro a médio mate, bestial para afundar o côncavo e esbater as outras cores 8como transição);
D3 | douradinho escuro, frio, de acabamento metalizado.
A2 | lilás frio com reflexos azulados, de acabamento acetinado;
B2 | verde-água de fundo frio e acabamento perolado;
C2 | tília de acabamento quase mate, com uns brilhos minúsculos entre o prateado e o turquesa;
D2 | um pêssego a atirar para o café com leite, de acabamento acetinado;
A1 | malva de fundo acinzentado mas não muito frio, de acabamento bem iridescente;
B1 | bege rosado de fundo quente, bestial como base ou para esbater sombras mais escuras;
C1 | dourado clarinho, perolado e frio, bestial como iluminador (cuidado com a pigmentação!);
D1 | dourado demasiado amarelo para o meu gosto, acetinado.

Chamem-me o que quiserem mas se alguma vez, sob tortura, fosse obrigada a escolher entre as minhas paletas The Balm, e se não conseguisse escapar às sevícias (que teriam de ser atrozes, para conseguirem que eu tomasse uma decisão tão difícil), devo dizer que muito provavelmente seria a Meet Matt(e) Nude a minha eleita. Ok, a paleta tem piada, temos um jovem garboso (eu prefiro loiros, mas vá) de nome Matt na capa (mais uma vez, a embalagem é de cartão forte e fecha magneticamente), que se desdobra em nove outros Matts no interior, e temos a alusão à importância do tamanho - neste caso das sombras, porque a primeira Meet Matt(e) que surgiu tinha sombras do tamanho das da Balm Jovi e da Nude Tude (que vem a seguir) e não estes monstrinhos de 2,8g cada (o tamanho das Inglot). A melhor de todas as coisas? Todas estas meninas são mate (e daí o trocadilho com o nome do jovem mancebo) e fazem um jeitaço numa casa (tanto jeitaço que eu ando sempre atrás de bons mates e é preciso fazer estes pontos da situação para perceber que, provavelmente, não preciso de mais - a não ser, obviamente, a Naked Basics 2, isso é inegociável), sobretudo quando são assim: macias, pigmentadas e nadinha poeirentas, benzásdeus. Ora portanto, a pessoa pega nesta paleta com diversas finalidades em vista: não só para conjugar os seus tons entre si, mas também para acalmar sombras unitárias (ou de outras paletas) mais fogosas e tcharans no que toca a purpurinas e afins- porque eu gosto dos meus brilhos, mas com moderação - e o que temos aqui, mais do que tons nude, são neutros para todos os gostos, numa selecção de cores, quanto a mim, muito elegante e crescida, de que dei conta com mais pormenor (ou talvez não, que eu cada vez escrevo mais) no post que escrevi sobre ela. Às cores, agora:
Matt Johnson | cinza chumbo com fundo azulado
Matt Garcia | castanho médio avermelhado
Matt Malloy | branco-marfim (cor iluminadora perfeita)
Matt Rosen | castanho médio quente, alaranjado
Matt Wood | castanho bem escuro, de fundo frio
Matt Singh | rosa com fundo castanho
Matt Abdul | toupeira acinzentado de fundo lilás
Matt Lombardi | cor de pele quente, bestial para ajudar a esbater sombras escuras e/ou para usar como base
Matte Hung | castanho arroxeado, quase beringela.

A minha primeira paleta da The Balm é certamente a mais famosa do quarteto e, no entanto, é aquela que me encanta um bocadinho menos - não é que não adore, não me compreendam mal; é só que se, mais uma vez perante uma ameaça de vida ou de morte, fosse obrigada a deixar cair uma e só uma destas meninas, acho que seria esta, e só porque implico com duas sombras, imagine-se (na verdade, quando estamos perante a excelência, acabamos por pegar em minudências irrelevantes - tal qual como um arguente que, nada tendo a contra-argumentar quanto a uma tese, resolve implicar com uma vírgula a mais na nota de rodapé x do anexo y). Por outro lado, custa-me que a Nude Tude tenha sido, durante tabto tempo, sido apresentada por gente ignorante como sendo um dupe da Naked original da Urban Decay, com o argumento de que se tratava igualmente de uma paleta de neutros - o que faz tanto sentido como comparar-me à Madre Teresa de Calcutá porque somos do mesmo género. Mas enfim, essa questão dos dupes apresentados por gente que sabe pouco da poda daria tema para toda uma outra conversa e não é para isso que estamos aqui hoje, para além de que a conversa já se alonga.
Voltemos, por isso, à Tude Nude, que é uma paleta com a mesma embalagem de cartão e fecho magnético das outras (absolutamente seguras para transportes e assim, todas elas) e doze sombras de 0,9g cada (como a Balm Jovi e, evidentemente, com menos 0,4g por sombra do que as Naked, o que torna o argumento de a-the-balm-é-mais-barata bastante parvo). A minha versão é a Sexy (há uma outra, sem as bonequinhas dengosas junto a cada par de sombras, mas esta é bem mais divertidas) e apresenta-se com as cores que figuram no retrato acima, como se segue:
Sassy | branco perolado com pigmentação fora de série e acabamento metalizado;
Stubborn - rosa apessegado com um acabamento também metalizado (uma das cores que nada me dizem);
Selfish - toupeira que tem tanto de castanho como de cinzento e lilás, com um acabamento metalizado lindo e muito fácil de trabalhar: é das sombras mais amanteigadas da paleta e uma das minhas preferidas;
Sophisticated - castanho escuro frio de acabamento acetinado com toques de bronze.
Sexy - vinho de acabemento mate amanteigado (linda de viver);
Serious - preto mate (não preto-mais-preto-não-há, mas definitivamente preto e mate), demasiado seco para o meu gosto, mas bom para usar com o pincel molhado, como eyeliner;
Snobby - amarelo dourado, de consistência algo poeirenta e uma das minhas menos preferidas (nem parece The Balm), também pela sua menos boa pigmentação (para os padrões The Balm, que são elevadíssimos);
Stand-offish -  rosa a cair para o bronze, metalizado, que nos faz regressar à boa pigmentação;
Sultry - castanho médio e quente, quase mate, ideal para côncavo e transições;
Seductive - castanho médio dourado de acabamento mais para o acetinado;
Silly - um castanho escuro avermelhado com brilhos dourados: linda, mas não tão amanteigada quanto deveria.
Sleek - um castanho quase preto mate, ideal para escurecer olhos esfumados ou mesmo delinear as pestanas.


E é muito isto quanto à The Balm, que acabou de lançar mais uma paleta, a que resistirei, por achar que não viria acrescentar nada de especial aqui ao ajuntamento: falo da Balmsai, uma paleta de sombras de olhos e de sobrancelhas, que qualquer dia chega às lojas espanholas do costume e à Face Colours, por certo. Por cá continuamos entregues à saga das paletas (e agora falta mesmo pouco). As senhoras que se seguem são: