sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Foz Velha | Porto Restaurant Week

A Restaurant Week outonal (porque, felizmente, o evento já não é anual, como outrora)  na Invicta começou ontem, dia 30, e prolongar-se-á até ao próximo dia 9, sendo que nós inaugurámos a coisa logo no dia de estreia, com uma ida ao Foz Velha, ali mesmo no início da Rua Senhora da Luz - e continuaremos, encerrando, amanhã, com uma ida ao DOP, que desta vez fez-se isto a dobrar. Marcámos com três dias de antecedência, tantos quantos nos foram possíveis (uma vez que a lista com os restaurantes e ementas oferecidas só saiu na madrugada de 27) e, mesmo assim, só conseguíamos mesa para quatro às 20h00 ou 22h15, sendo que perferíamos o intermédio horário das 21h00, mesmo por razões profissionais. Mas enfim, lá demos o jeito e a cena marcou-se para as 20h00 - e ainda bem, porque com a morosidade do serviço entretanto observada, temo que ainda agora lá estivéssemos, na eventualidade de termos escolhido o horário mais tardio - e já se perceberá porquê.
Para o caso de alguém ter vivido os últimos anos debaixo de uma pedra e não conhecer o conceito, a Restaurante Week (RW) é uma semana alargada, de cerca de 10 dias, onde alguns restaurantes de renome e ementas carotas oferecem à populaça que normalmente não tem carteira para os frequentar, pelo menos amiúde, uma ementa própria, com um ou mais pratos, de onde poderemos escolher (caso haja opção) uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, pela módica quantia de 20€, bebidas e extras não incluídos. À pala disto, temos conhecido estaminés bem interessantes, onde agora sabemos que vale a pena voltar e pagar o que é pedido fora desta semana - e, evidentemente (mas em número infeior), outros, a que provavelmente não voltaremos mesmo com esta benesse.

Inaugurado em 2003, o Foz Velha é um restaurante já com alguma tradição no Porto, cuja cozinha é dirigida pelo chefe Marco Gomes, um profissional mediático, que já trabalhou em televisão e que terá como característica fundamental o facto de se manter fiel aos sabores e produtos da cozinha portuguesa, dando-lhes um toque de contemporaneidade. Transmontano de nascimento, a sua origem não passa despercebida nas escolhas que faz, tanto em termos de matéria prima como também no que às receitas diz respeito. Em termos de espaço, temos um edifício antigo, sendo que o acesso à sala de refeições se faz unicamente por meio de umas escadas de madeira algo heterogéneas e absolutamente impraticáveis para quem tenha dificuldades de mobilidade acentuadas (cadeiras de rodas nunca ali devem ter entrado). Chegados ao primeiro andar, a recepção é feita num bar bastante escuro mas agradável, após o que somos conduzidos a uma sala com capacidade para 60 pessoas e uma espécie de divisória parcial, que cria dois espaços. A decoração é requintada e tem pormenores interessantes, a luz é média e, por vezes, a música sente-se um tudo nada alta demais (foram momentos, mas o facto de a coluna estar mesmo por cima da nossa mesa não ajudava - e, de todo o modo, rapidamente nos esquecemos disso, o que é sinal de que não é assim tão incomodativo).

Enquanto escolhíamos e esperávamos pelo nosso quarto elemento, aceitámos um couvert (que sabíamos vir a pagar à parte), que se revelou delicioso: para além de um saboroso azeite virgem e de uma tábua com manteiga, pasta de azeitona e pasta de chouriço (tudo perfeito), brilhou, acima de todas as coisas, o cesto de pão, de produção própria, onde todas as variedades eram absolutamente divinas: ele havia pão caseiro daquele bem maciço, pão de cereais, tostinhas, uns palitos com pedra de sal e até uns mini-folares transmontanos acabadinhos de fazer que voaram num ápice.
Entretanto, fomos adiantando a escolha do vinho, que acabou por recair num Diálogo, um daqueles que não apenas é bom de beber (sobretudo se o deixarmos abrir uns minutos, de modo a que o álcool, que se sente em demasia se nos atirarmos à ganância, evapore), mas também de ver.

Passemos à carta, aqui decepada por motivos estéticos: como entrada, poderíamos escolher entre salmão curado com molho de cebola roxa e torradinhas de azeite (e talos de cebolinho, que casavam maravilhosamente com o resto), mini hambúrguer "Big Marc" (olhem o trocadilho com o nome do chefe, hã?) de alheira com saladinha e chips,  creme aveludado de abóbora  com queijo da Serra e amêndoa torrada e, finalmente, cogumelos salteados com queijo mozzarela e ovinhos de codorniz. Para prato principal, novamente quatro hipóteses: esparguete de tamboril e camarão aromatizado com caril (que acabou por não ser opção: segundo nos explicaram, o chefe não gostou do tamboril que lhe forneceram, pelo que optou por retirar o prato da lista, naquele dia), bacalhau braseado com as suas melhores ligações (batata a murro, grelos, broa, azeitonas e pimento), lombinhos de porco em vinha d'alhos com cogumelos e milhos transmontanos e, por último, folhado de pato  com cogumelos e legumes de Inverno. Para sobremesa (e pela primeira vez numa RW, fizeram-nos escolher a sobremesa por antecipação, aquando do pedido de entrada e prato), outro quarteto: tiramisú com Vinho do Porto, queque morno de chocolate com gelado de frutos silvestres, rabanada tradicional com gelado de canela e selecção de fruta da época laminada.
O Foz Velha, de entre a oferta de estaminés para esta edição da RW no Porto, é, de resto, um dos que apresenta panóplia maior de sugestões, o que nos cativou imediatamente, mesmo porque éramos quatro, alguns de nós com preferências mais demarcadas - e este leque ajuda, quando assim é.

Para entrada, optámos por três salmões, que estavam absolutamente divinos, e cogumelos para uma, que gostou do que saboreou.

Já quanto aos pratos principais, não fomos tão felizes, e acabámos por ficar todos a babar para o bacalhau que nenhum de nós escolheu e que veio passear-se até à nossa mesa, por engano. Optámos por duas doses de lombinhos com papas de milho (que, segundo quem as comeu, estavam pouco espessas; já a carne, era boa e recomendava-se) e por outras duas do folhado de pato - foi a minha opção e não fiquei, de todo, maravilhada: a massa folhada era caseira (disse-me a J., que percebe destas coisas) e estava tão amanteigada que até eu, que sou conhecida por comer manteiga como se fosse queijo, achei de mais; o molho era de carne e não me cativou; o recheio de pato desfiado estava bom mas também não me levava daqui além. Basicamente, achei a coisa demasiado enjoativa, pelo que aconselho vivamente o bacalhau, a quem, no âmbito da RW, se dirija ao Foz Velha,

Em termos de sobremesa, novamente duas opções: tiramisú para três e o fondant para uma. E, novamente, arreendi-me de ter escolhido o  primeiro, que não era mau, mas não passava de um tiramisú vulgaríssimo, ainda que bem feito, onde não se sentia o sabor do vinho do Porto; já  fondant mereceu elogios - e o gelado era, mais uma vez, caseiro.

Uma nota para o serviço, que nos surpreendeu significativamente: espera-se, de uma casa destas, alguma heterogeneidade no comportamento de quem dá a cara, e foi com alguma perplexidade que verificámos que, de entre as três pessoas que nos serviram, só uma denotava clara formação e rigor na atitude e nos gestos; as outras, não sendo de modo algum desagradáveis, pareciam deslocados (ela com uma gargalhada alta e modos desadequados, ele mascando pastilha elástica enquanto servia vinhos e afins). De notar ainda que decorreu quase uma hora entre o pedido e a chegada das entradas à mesa, o que se justificará, provavelmente, por uma sala cheia pela RW, mas de modo algum é aceitável num estaminé que se diz de excelência e que escolheu participar do evento.

Contas feitas, pagámos 30€ por estômago, o que fica abaixo dos 40€ que o Foz Velha apresenta como sendo o seu preço médio, mas nos pareceu caro, tendo em conta a satisfação não absoluta e, sobretudo a discrepância na relação qualidade/preço de alguns produtos: então a maravilha de couvert (duas vezes o pão que vêem na fotografia lá em cima, mais as manteigas e o azeite) não chega a 1€ por pessoa e cobra-se 2,50€ por um descafeínado Nespresso, cujo valor de custo não chega aos 0,50€ (electricidade, desgaste da máquina e serviço incluídos)? 3,50€ por um litro de água e 3€ por uma lata de Coca-Cola?? Ná, Foz Velha. Não se trata do que se paga, que na totalidade não foge muito ao que temos gastado (e não gasto, sim senhores): trata-se daquilo que é racionalmente passível de ser cobrado, mediante o que se oferece. E se há locais onde 3€ por 33cl de Cola Zero me parece uma pechincha, este não foi, definitivamente, o caso. E, ainda assim, valeu como a experiência, como vale sempre, sempre.

Ajuntamento #38 | Pincéis IV - Os de viagem

Aproveito que tenho iminente uma escapadinha em que, se eu fosse dada a isso, seria propício dar uso aos meus pincéis de viagem, para encerrar as publicações sobre pincéis que fui publicando mais ou menos recentemente (para quem não espreitou e está interessado na coisa, temos os pincéis de olhos e lábios,  os de rosto - corrector, blush, bronzer, iluminador - e os de base e pó), apresentando-vos aqueles que eu uso quando vou de viagem, seja cá dentro, seja para onde for. Ou melhor, usaria, se eu fosse de levar muita maquilhagem comigo - e nunca sou, sobretudo porque o tipo de viagem que eu privilegio tem outro tipo de prioridades, a que bastam uma cara com bom ar, mas sem grandes artifícios (não que use maquilhagem carregada no dia a dia, mas uso tudo aquilo a que tenho direito).
Vai daí, mesmo não tendo grandes pincéis de viagem, como se aperceberão, a verdade é que, destes poucos, carrego comigo menos de metade, normalmente, quando vou passar uns dias ou umas semanas (que saudades de me ir umas semanas...)

Ainda assim, e porque nunca se sabe quando vamos ser convidadas para viajar, de borla, num glamouroso cruzeiro, ou ser convidadas para o Baile da Rosa no Mónaco, há que estar preparada, pelo que confio em dois conjuntos de pincéis-mini e mais uns individuais, também eles muito portáteis e práticos, para levar, se ocupar muito espaço, para onde quer que seja, designadamente: um kit da marca própria da Space.NK, comprado nos últimos saldos; um outro, muito mimoso, da EcoTools, que me foi oferecido e que, nos dois últimos anos tem sido incansável (dentro do género, já se sabe); e uns quantos kabukis de origem diversa, que complementam os anteriores. Espreitemo-los, portanto.

Começo justamente pelos pincéis individuais, neste caso todos eles direccionados para a aplicação de base e pó. Pela ordem que vêem acima:
- O primeiro a contar da esquerda foi comprado no eBay, custou uma ninharia (só não lembro quanto nem a quem o comprei, já lá vão uns bons três anos) e é uma espécie de F80 da Sigma: cerdas tensas, topo recto e uma performance rápida e eficaz (sobretudo porque tendo a levar BB ou CC Creams quando viajo e a aplicação é sempre facilitada).
- Depois, do Classic Retractable Travel Powder Brush #51, da Sephora, de que já me disseram muito mal, porque largará muito pêlo, mas a verdade é que lhe dou tão pouco uso que não chegou ainda (se é que algum dia vai chegar) a esse ponto; houve uma altura que ainda o trazia na carteira, com a Studio Fix da Mac, para matificar a pele, quando a tinha oleosa, mas depois ela passou a seca, eu passei a temer a Studio Fix e pós matificantes em geral e releguei este rapaz à posição dos em-espera, como todos os outros de viagem. Por acaso, raramente sai, mas é bom para quem usa bases minerais e outras em pó e tem a vantagem de ser retráctil, pelo que é bem mais higiénico.
- O #182 foi o meu primeiro pincel Mac, que usava justamente para aplicar a Studio Fix - sim, que essa era a minha base preferida, em tempos. Agora acho-o uma fofura mas raramente o uso, porque tem cerdas demasiado densas para aplicar pó de forma muito difusa, como eu gosto.
- Finalmente, este mini-kabuki da Dior saiu numa paleta de blush e bronzer numa colecção de Primavera ou Verão passada e é outro que é um mimo, mas dificilmente sai da gaveta, só porque, se é para ir para a guerra então levo coisa mais barata e menos fofinha.

Depois, para blush, contorno ou bronzer, iluminador e rosto em geral, tenho um outro quarteto sempre pronto:
- O pincel de blush do kit da Eco Tools é daqueles francamente bons, que apetece ter a uso todos os dias: é macio, fofo e muito competente;
- Gosto de usar o biselado que se segue ao anterior (também comprado algures pelo eBay, ao preço da uva mijona) com blushes ou bronzers em creme - não necessariamente num tipo de viagem como esta que vou fazer mas quando vou passar uns dias a casa de familares ou amigos e sei que não tenho limite de bagagem e que vai haver uns programas de cidade que podem incluir idas a lugares giros, onde apetece ir produzida. É outro excelente pincel, em termos absolutos.
- O Kabuki do kit da EcoTools é maravilhoso pelo seu tamanhinho ridículo, por ser fofo e permitir uma aplicação controlada e por ser à prova de bala, porque de cerdas sintéticas; é um dos que vai comigo para Madrid, porque é pequeno o suficiente para assentar o corrector com pó, ou aplicá-lo em qualquer outra zona, sem ocupar muito espaço (ou nenhum - é mais isso);
- Finalmente, o pincel de pó da conjunto da Space.NK não é tão magnífico a agarrar pó como os amigos anteriores mas, ainda assim, faz um óptimo serviço e não teria qualquer problema em usá-lo com blush, bronzer ou mesmo pó, numa altura qualquer.

E faltam apenas os olhos, tãããooo negligenciados em viagem, porque raramente uso sombras ou o que quer que seja, para além de lápis de olhos  (e bem esbatido, para não ser demais) e máscara de pestanas (esta última não dispenso, a não ser que o destino seja de praia). 
Temos, da esquerda para a direita:
- Um pincel de corrector do kit da Space.NK que eu uso para primário de sombras e/ou sombras em creme; 
- Depois, um pincel também chato mas mais fofo e farfalhudo (por isso, bestial para sombras em pó) mas firme o suficiente para esbater lápis rente à linha das pestanas (e por isso é o segundo e último pincel que levo para Madrid);
- A seguir, e de regresso aos Space.NK um pincel fofo que aplica lindamente qualquer sombra em pó e já esbate qualquer coisa; 
- De todo o modo, para esfumar não há como este menino  da EcoTools (o antepenúltimo): adorava tê-lo em tamanho normal; 
- Finalmente, um angular, de eyeliner, da Space.NK e, da mesma marca, um de lábios que raramente uso - tenho sempre na carteira um retráctil da Real Techniques que prefiro mil vezes.

E pronto: eis que terminámos os posts de pincéis (dando encerrado o capítulo por um bom tempo, porque não tenciono aumentar a família) com um ajuntamento pequenino mas, garanto-vos, o bastante para as minhas necessidades de viajante.

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Skincare Sazonal | Noite | Outono 2014

Ora quem escreve uma entrada sobre cuidados de rosto matinais, passa a ter outra coisa na vida tão certa como a morte e o envelhecimento (se a coisa correr bem, que envelhecer é sinónimo de vida - e por muito que se operem as peles, ninguém nos substitui os órgãos que de facto nos mantêm em forma): há-de escrever uma outra, sobre os cuidados de noite, pois com certeza - o que me parece bem e consequente, desde logo porque se firmou uma espécie de contrato entre mim e eu mesma (e eu sou muito ciosa das coisas que decido e a que me auto-comprometo: detesto tanto falhar com os outros como comigo), no Verão passado - o que afirma que mais ou menos trimestralmente aqui virei dar conta do estado da minha pele, do que estou a usar para a ter em forma e das impressões sobre cada um desses produtos (ou remissão para alguma publicação que já tenha escrito sobre eles).
O Outono, como disse já no post de cuidados diurnos, será a estação do ano onde a pele mais sofre, pelo menos aqui no hemisfério Norte: acabada a praia, é tempo de voltar aos ácidos às esfoliações químicas e aos retinóis, de reagir a mudanças bruscas de temperatura, à humidade obscena e outras maleitas - o que não só me obriga a ter cuidados especiais com a minha pele seca e reactiva (mais seca e mais reactiva à medida em que o sol vai embora e o frio aperta), que requer atenções diferentes, a cada dia, dependendo do estado em que se encontra (e daí a quantidade de artilharia pesada, abaixo: se lerem o que me dou ao trabalho de escrever, verão que não uso tudo ao mesmo tempo e que vou escolhendo os produtos de acordo com as necessidades, de entre a parafernália que apresento). De todo o modo, não temam, não demoro mais do que dez minutos a desmaquilhar-me e a cuidar da pele - TODA a gente consegue dez minutos para o fazer, não me lixem, é só uma questão de decidir entre cuidar de si ou irem a correr fazer outra coisa qualquer (que pode ser importantíssima, não me interpretem mal, mas poucas coisas são melhores do que olhar para o espelho e saber que se tem uma pele que parece mais nova do que é, só porque é bem tratada).
Mas adiante, embora lá tratar das coisas e encerrar a apresentação dos meus cuidados outonais.

Comecemos pela desmaquilhagem (que não limpeza de pele, são duas coisas bem diferentes, que correspondem a dois passos distintos, ao menos se, como eu, quiserem assegurar-se de que ficam com a pele imaculada, sem poros carregados de porcaria), que faço de uma de duas formas: se a coisa é leve e sem produtos com um poder de fixação grande, a água Solution Micellaire Sensibio H2O, da Bioderma resolve: com um disco de algodão, removo o que tiver na cara e, por vezes, se a máscara de pestanas for das fracotas, até mesmo dos olhos. Se estiver com um ataque intempestivo de reactividade, uso apenas a Bioderma (indicações do meu dermatolgista), seguida, naturalmente, de uma passagem com água termal ou esta Eau Apaisante Hydrabio Brume, também da Bioderma, pensada para peles muito sensíveis e desidratadas, só para me assegurar de que não resta nadinha do detergente que compõe quase todas as águas micelares (é um removedor de maquilhagem, gente, não poderia ser só uma aguinha inócua, certo?) no meu rosto - porque se tenho a pele sensível, esse seria um agente nada simpático, como imaginam.. Se a pele estiver em bom estado (como tem estado nos últimos meses, pese embora um ataque recente), passo da água micelar para o Express 2-in-1 Eye Make-Up Remover, da Garnier, que comprei baratíssimo, na Boots - tão barato que mandei vir duas embalagens e até me arrepio só de pensar que, para além de acabar esta, tenho de usar a outra. Francamente, não creio que um produto como um desmaquilhante bifásico possa ter dois comportamentos diferentes em peles diferentes; pode, quando muito, portar-se de um modo com máscaras diferetes - daí não perceber as gentes que tecem loas a este rapaz. Ok, ele acaba por fazer aquilo a que se propõe, mas gastando o dobro do produto e duas vezes mais tempos do que os outros (os caros, pois) a que me habituei. Acho que vou intervalar, quando me terminar esta primeira embalagem, com um Collistar que ali tenho, porque não aguento aturar isto muito mais tempo (quando a máscara é à prova de água, é mesmo um tormento de lento), tenham lá paciência. Em dias em que a pele está janota e a maquilhagem usada é daquelas mais à prova de guerra (no dia em que escrevo estas linhas, por exemplo, estava como máscara à prova de água, blush em creme dos que agarram e batom vermelho de longa duração), atiro.me directamente ao Perfect Cleansing Oil Face & Eyes, da Nude, de que falei há já meio ano e continua a dar cartas - é coisa carota mas que rende como nenhum outro: quatro ou cinco bombadas na mão, aplicadas na cara seca, e é ver a maquilhagem a derreter como se fosse neve ao sol; depois, junta-se-lhe água, emulsiona-se mais um pouco e retira-se, com um paninho, toalha ou mesmo com as mãos (e eu só prefiro esta última versão porque vejo a poça de água suja que se acumula, no lavatório, o que me garante a eficácia do produto.

Depois, e em termos de limpeza, quer tenha removido a maquilhagem com Bioderma ou com óleo, uso sempre (menos, como referi já, quando tenho a pele da cara louca) o Rose Centifolia Cleansing Gel da REN, que é uma compra recente (tem cerca de um mês e entrou imediatamente ao serviço) a que já me rendi em absoluto: adoro a suavidade e, concomitantemente, a limpeza com que remove qualquer resquício de sujidade da cara e, porque uso a escovinha da Shiseido que está farta de aparecer nesta rubrica trimestral (e que me esqueci de fotografar), um pump chega para toda a cara, o que faz com que só tenha gastado (e não gasto, sim!) a ínfima parte que vêm vazia, no fundo do frasco. Estava desertinha para comprar este gel de limpeza, porque usei uma amostra deluxe da água micelar da mesma linha (ela sim, sem detergente) e adorei o modo como se deu com a minha pele desvairada - entretanto já comprei a água micelar também, mas só entra em jogo quando acabar o balde de Bioderma em uso (no último ano, estas publicações de produtos acabados ajudaram-me imenso a regrar a utilização sistemática de produtos: o objectivo é terminar o mais possível, o que significa que devo não ter muitos abertos). No que toca a tónicos, novamente gosto de duplicar a coisa: quando a pele está em desvario, uso o Serozync da LA Roche Posay e não mexo mais: o zinco presente nesta solução que parece uma aguinha, mas em bom, ajuda a acalmar a pele e funciona tão bem em peles secas como oleosas ou mistas - o seu único defeito é não se vender por cá, mas é fácil de mandar vir das parafarmácias francesas (Cocooncenter ou EasyParapharmacie) a um preço irreal de bom (5 ou 6€), pelo que tenho sempre stock. Quando já em recuperação, uso o Serozync seguido do Snail+GEF Repairing Toner, da Secret Key, um produto coreano de que falei recentemente e ao qual teci os inevitáveis elogios: adoro a consistência levemente gelificada e as propriedades magníficas, que ajudam na cicatrização, acalmam a pele e equilibram-lhe o estado - é com certeza produto que recomprarei:não se encontram a ocidente tónicos com formulação tal, a custarem o que este custa, benzódeus. Quando não uso o Secret Key, vejo se termino, por fim, a Lotion Tonique Camomille Sans Alcool Peux Normales et Sèches, da Clarins - não que não o adore, atenção, mas porque foi comprado para ir de viagem, foi em duas ou três, está com dez meses depois de aberto e tudo tem um tempo de vida. Os tónicos da Clarins são, quanto a mim, os de melhor relação qualidade/preço do mercado europeu e recomprá-los-ei sempre, sempre - este, em particular, é particularmente calmante e deixa a pele (mesmo a ensandecida) apaziguada.

No que toca a séruns, temos uma misturada janota - mas, perceberão já, cada um com a sua função, adequado às necessidades de cada fim de dia. Encetemos o inventário pelo já causador de bocejos conhecido Liftactiv Sérum 10 Yeaux et Cills da Vichy, o sérum de olhos que uso quase desde o início deste blogue e que não substituo por nada; falei dele no post dedicado aos cuidados matinais, pelo que me exceptuo a mais considerações, mas não o dispenso por baixo do meu creme de olhos (neste caso) de noite, porque sinto que lhe fomenta as propriedades hidratantes. Depois, para o rosto, uso um ou dois de três seruns (sendo que um nem sequer pode ser categorizado como tal, mas eu decidi assim e pronto), sendo que o primeiro, à esquerda, na fila de baixo da fotografia, é o Good Genes Treatment da Sunday Riley (já vou na segunda embalagem de 10ml e ainda ali tenho mais uma - tudo amostras deluxe recebidas da Space.NK ou Cult Beauty) é, muito basicamente, um sérum esfoliante, que contém na sua formulação alfa-hidroxiácidos (nomeadamente ácido láctico) e que funciona como, por exemplo, o meu amado Liquid Gold da Alpha H, ou mesmo como um creme que se segue - com a diferença de que o Liquid Gold jamais me irrita a pele (mesmo quando ela já está irritada) e tem uma acção mais notória e poderosa, enquanto que o Good Genes tem dias (ele há-os em que passada meia hora e já sinto e pele agredida) e é produto em que jamais gastaria £85/108€ por 30ml, justamente porque não confio nos seus efeitos. Sei, no entanto, de gente que o ama de paixão - mesmo porque se trata de um desses, dos que se amam ou odeiam (eu cá amo e odeio, dependendo das vezes). Depois, temos o Retinol Reface, da Indeed Labs, um produto mais ou menos recente da marca (terá um ano) de que falei aqui; quanto a este produto, mantenho uma utilização não indicada: a marca indica-o como um creme de tratamento anti-envelhecimento cutâneo (o retinol, derivado da vitamina A, é dos mais aclamados e consensuais ingredientes na "luta" contra o envelhecimento aparente da pele) mas eu uso-o como serum, porque aprecio imenso a sua acção, que me suaviza o grão da pele e a torna suave, mas preciso de mais nutrição e hidratação, pelo que o aplico a seguir ao tónico, faço-o seguir de um óleo e depois de um creme de noite - e, por baixo disto tudo e como primeira camada, o meu retinol lá vai fazendo a sua magia. Finalmente, e em termos de seruns, porque há dias em que preciso de ácido hialurónico porque sim, para que o que lhe aplico por cima tenha um efeito hidratante mais poderoso e duradoiro, uso o Serum Repair Hyaluronic Acid Skin Moisturising Revitalising Serum, da Dr. Sebagh - e, ao contrário do creme de olhos que virou de pescoço, da mesma marca (vide publicação concernente aos cuidados diurnos), gosto deste produto. Evidentemente que jamais daria o disparate que se pede por ele (£69 por 20ml?? Apre!... Mesmo porque o Hydraluron tem o mesmo efeito e custa infinitas vezes menos), mas comprei-o em saldos, muito mais barato e, para além do ácido hialurónico, tem uma consistência muito elástica que propicia a bela da massagem - e é nos dias em que tenho pachorra para me oferecer uma (mais ou menos dia sim, dia não) que faço questão de o usar, antes do óleo.

E por falar em óleos, obviamente que me referirei a ele com mais pormenor e rigor, mas posso desde já adiantar que, para mal dos meus pecados, estou a usar o mais magnífico óleo facial que testei até agora (e já lá vai uma dezena, composta por coisas das muito boas): o Juno Hydroactive Cellular Face Oil é um dos óleos faciais que a Sunday Riley lançou, talvez há um ano, de que se diziam maravilhas e por que me babei desde o início, apesar das ultrajantes £98/125€ que custam os seus 30ml. Madei-o vir há já uns meses valentes (em Abril, na Cult Beauty) mas achei que devia reservá-lo para uma estação onde a sua pujança fosse de facto necessária - obviamente, o Outono ou Inverno. E que bem que fiz. Sem adiantar demasiado, posso dizer que este rapaz, que parece azeite, à vista, e tem um cheirinho herbal, com uma notazinha que eu diria de oregãos - mas não sucumbam, por favor, à tentação de o usar como tempero gourmet, que ele vale (ainda)mais do que isso. Imediatamente após a aplicação, que faço pressionando as mãos, entre as quais "aqueci" o óleo, contra o rosto, sinto que fico com a pele radiante, como que preenchida e iluminada. Escolhi este, preterindo (para já, porque ainda hei-de lá ir) o Isis e o Artemis, porque o Juno é o único que não contém óleos essenciais, potencialmente irritantes - não que alguma vez lhes tenha feito alergia, mas quando estamos dispostos a pagar este preço por um produto, tentamos não deixar o que quer que seja ao acaso. Ainda por cima, é coisa rica em anti-oxidantes, o que já me levou a usá-lo durante o dia - sim, a minha pele é tão seca que aguenta óleos durante o dia, debaixo do hidratante comum, sem dramas, mas de todo o modo, e apesar da sua pujança, este rapaz é rapidamente absorvido pela pele. Guardarei o resto das considerações para a entrada que lhe dedicarei, mas fique-se sabendo que é coisa genial.

Passemos, por fim, aos cremes, iniciando o percurso pelo de olhos, que é sempre o primeiro a ser utilizado: estou a usar há apenas duas semanas o White Lotus Moisturise Rich Eye Blend, da Wei, uma marca de luxo oriental, provinda da China que, mais uma vez, arrebatei nos saldos da Space (custava £60/76€, comprei-o por £15/19€ e só a forma como vem embalado valeria a pena - mas mostrá-la-ei quando escrever sobre ele). A sua formulação está carregada de bons ingredientes, de entre os quais a própria marca salienta a flor de lótus branca que lhe dá o nome, capaz de absorver e reter a hidratação na pele, bem como um peptídeo com que se pretende minimizar linhas e rugas. Considero os cremes de olhos dos mais difíceis produtos sobre que aferir resultados, mas estou a gostar de usar este rapazola e emitirei juízo fundamentado sobre ele mais adiante, certamente mais perto do (seu) fim. No rosto, vou intervalando entre três produtos: desde logo o Sleep & Peel Crème Résurfançante Nuit da Filorga, de que falei recentemente e que mal posso esperar para ver pelas costas - mas usá-lo-ei até ao fim, isso é certo. Na mesma linha do Good Genes, trata-se não de um sérum mas de um creme de noite que contém uma mescla de seis alfa-hidroxiácidos que, juntamente com um complexo de ingredientes activos, supostamente agirão sobre rugas, hiper-pigmentações e outros sinais de envelhecimento precoce, ao mesmo tempo que se potencia a hidratação da pele, pela presença do (sim, de novo) ácido hialurónico. Ora o que sucede é que isto só produz efeito se for usado diariamente ou, ao menos, dia sim, dia não - e a minha pele não aguenta tanto. Por outro lado, creio que este é um creme direccionado a peles mistas a oleosas (talvez as normais se dêem bem com ele) na medida em que nem de perto nem de longe supre as minhas necessidades de nutrição. Não será, por certo, coisa a recomprar, isso é certinho, mas não nego que outro tipo de pele possa achar-lhe graça. Depois, temos o Flaws No More r3p Triple Peptide Formula da Dr. Brandt, que o apresenta como "um poderoso creme anti-envelhecimento" (e eu odeio o a expressão "anti-envelhecimento", porque ser contra envelhecer é tão parvo como ser contra respirar - é luta perfeitamente inútil e, na verdade, o que combatemos é os sinais do envelhecimento, não o envelhecimento em si. Eu sei que sou miudinha, mas o mundo já é demasiado complicado para nos darmos ao luxo de imprecisões conceptuais, quando podemos evitá-las), que contém na sua formulação três polipeptídeos (e daí a designação) e ingredientes anti-oxidantes (pormenorizarei todos, quando escrever sobre este produto - estão a ver por que tenho uma lista de quase setenta posts em rascunho, só com os títulos e as fotografias? Pois.) e que se diz ser um agente de retexturização da camada superior da pele, deixando.a radiante. Este não me irrita minimamente e tem um agradável cheirinho a baunilha, mas nem sempre me basta, em termos de nutrição e hidratação, mas uso-o com segurança porque aplico invariavelmente o melhor dos óleos um óleo sob ele e, debaixo deste, ácido hialurónico. Funciona lindamente como creme de dia, também. Finalmente, e no contexto do meu objectivo vamos-acabar-com-algumas-das-trinta máscaras-que-tenho-abertas, resolvi juntar a Sensai Cellular Perfomance Mask, da Kanebo, pensada para dar vida a peles cansadas e aberta há já mais de um ano, aos meus tratamentos nocturnos. Ela não é, de todo, uma máscara em que eu confie nos dias em que preciso de uma injecção de vida na pele, falta-lhe o poder de outras que por cá moram - se a aplicar durante 15minutos ou mesmo meia hora, noto quase nada; já se a deixar durante toda a note, noto a pele a acordar mais viçosa e elástica, pelo que tem sido assim que a tenho usado, de dois em dois ou de três em três dias, com bons resultados (tanto na pele como na luta para reduzir o stock), sobretudo porque me proporciona a nutrição de que nenhum dos cremes a uso é capaz.

E é muito isto, minha gente. Voltarei no Inverno, com outra rotina de cuidados de rosto, que certamente será protagonizada pelos produtos da Aurelia, que já ali tenho há algum tempo, prontinhos para serem apreciados - e sê-lo-ão, a seu tempo, como deve ser. 

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Compras #82 | Moleskine e Primor

A verdade é que entrei na loja espanhola Primor apenas porque era a única, das três onde comummente faço compras, que tinhas os lápis da Essence, que a revista Allure considerou os melhores do ano (e quem me chamou a atenção para isto foi a Sara, mesmo antes de ter comprado os dela). Juro que era só isso. Mas depois há sempre a questão dos portes: já que são grátis a partir de uma quantia relativamente baixa (30€ ou 20€? Não me lembro exactamente do valor), pelo que havia que completar a coisa. Aproveitou-se uma promoção daquelas a que não se pode virar costas, comprou-se mais uma cor de um dos batons preferidos, juntou-se-lhes mais uns bits and bobs e a coisa chegou hoje, um bocadinho tarde para os tempos de entrega a que as lojas hermanas me vêm habituando (fiz a encomenda a 24, ela saiu a 25 - sábado - mas só chegou quatro dias depois, ainda que um deles tenha sido um domingo, estas coisas costumam ser entregues no máximo em 24 horas). Mas vá, tudo fino: o pacote chegou hoje e eis o seu conteúdo:
- Beauty Blender Pro | custa normalmente 21,50€, comprei-a por 12,99€ | Ando a namorar a BB de cor preta desde que foi lançada, mas tinha duas rosa e não se justificava; agora que a minha primeira está na pré-reforma, achei que era tempo de adquiri outra e lá veio a pretinha, que acho linda. De resto, a Dior lançou uma esponja, com a colecção de Outono, que é muitíssimo "inspirada" nesta - não faço ideia se é boa, nem me parece que vá testar: de todas as esponjas experimentadas, a BB é a única que me convence, porque lida estoicamente com qualquer base e é perfeita quando tenho zonas secas na cara que, obviamente, pretendo disfarçar.
- Gel Eye Pencil Waterproof , Essence | comprei as cores #02 Around Midnight e #06 Cocoa Bean, por 2,89€ cada um | E não, claro que não precisava de mais lápis de olhos, e sim, é evidente que tenho cores parecidas. Mas estes prometem, só assim, à primeira amostra de cor, no braço. A ver.
- Big Bright Eyes Jumbo Pencil, Essence | comprei a cor #01 Nude (há mais duas), que me custou 2,49€ | Quando falei, aqui na chafarica, do quanto gostava do Perfect Eyes Duo da Kiko, houve mais do que uma pessoa a aconselhar-me este lápis da Essence (pensado para iluminar o osso da sobrancelha, ou a linha de água inferior, ou mesmo o canto interno), à época muito recentemente lançado. E eu, que sou pessoa bem-mandada e adoro poder fazer comparações entre produtos pensados mais ou menos para o mesmo fim (neste caso, o lápis da Kiko é duplo, tendo uma ponta mate e a outra perolada, enquanto que o Essence é só mate - e eu prefiro porque raramente uso a outra), tratei de fazer a compra.
- Matte Lipstick, NYX, na cor Merlot | 5,99€ | Como não aproveitar a boleia para comprar mais uma cor daqueles que eu considero ser um dos melhores batons baratos que existem (ao nível dos MAC de acabamento mate, embora um tudo-nada mais para o acetinado: já o disse e repito-o, sem medos)?. Porque agora tenho 12, completam orgulhosamente um organizador de acrílico e parecem gente grande, os meus bebés. Este Merlot é um vermelho fechado, já a declinar para o fambroesa - lindo!
- Grandiôse Mascara, Lancôme | Se ao dia de hoje esta menina está com 20% de desconto, no dia em que a comprei estava com 40% (custou-me 19,20€, em vez de 32€), pelo que era impossível ignorá-la, tanto mais que queria testar esta máscara de pestanas de configuração esquisita desde que foi anunciado o seu lançamento. Evidentemente, testei-a de imediato e, pese embora não tenha estado maquilhada muitas horas, deu para perceber, aquando da aplicação, a loucura e seu redor - mas continuarei a usá-la com dedicação e, quando a tiver sujeitado a condições diversas, direi coisas.
- I Love Extreme Crazy Volume Mascara, Essence | 3,59€ | porque está é só a melhor relação qualidade preço que conheço numa máscara de pestanas, porque a recomprarei volta e meia até que a descontinuem (que a Essence é disparatada para isso - veja-se o caso dos eyeliners) e porque se me dissessem que era a única que poderia usar durante toda a minha vida (falei dela aqui e da outra mana, também muito janota, acolá).
Eis as amostras de cor daquilo que tem cor que se mostre, na fotografia da esquerda (os dois Eye Gel da Essence, o lápis Jumbo da Essence e o batom NYX, da esquerda para a direita) e, na da direita, as amostras enviadas: um verniz magnético (até me deu vontade de rir, depois disto), cuja cor não adoro mas que provavelmente experimentarei, só para ver que tal nos damos (evidentemente, sem o efeito magnético) e uma amostra de um BB Cream da Garnier que é tudo de errado para mim: a cor é escura e o tipo de pele a que se destina é mista a oleosa - foi directamente para o lixo porque sachets, santa paciência, não são coisa que se dê a ninguém.

Finalmente, e porque nos outros anos também trouxe aqui as minhas agenda anuais, sempre Moleskine (uma alusiva ao mundo Peanuts e a outra à Lego - porque eu antes comprava as normais, vermelhas mais, pretas menos, mas agora dei nisto), não poderia de mostrar o meu xodozinho para 2015, Contrariamente ao que costuma acontecer, não comprei a deste ano na Fnac: andei a coscuvilhar e percebi que, como de costume, só cá chegam um ou dois modelos destas edições especiais, sendo que um é constantemente alusivo a'O Principezinho, de Éxupéry, que já me causa náuseas (não porque eu não adore o livro, mas pelo modo como ele é citado por quem nunca o leu, ou por quem leu pouco e ali descobriu a pólvora - e o que é demais enjoa). Vai daí, fui fazer compras à loja online oficial da Moleskine, sita em Itália e, de entre as ofertas que os senhores têm de agendas com uma folha para cada dia, em formato A5, escolhi a alusiva à Minnie - em vermelho, obviamente.
Custou-me 19,90€ (mais ou menos o que se paga por cá, por estas edições especiais e é assim uma coisa para lá de linda).

Compras # 81 | 37 vernizes+1 pigmento=£45 | Fragrance Direct

Não vou mentir, isto foi assim uma espécie de festim: aqui há duas semanas recebi a habitual newsletter da Fragrance Direct (onde, no passado, já procedi a grandes e profícuos enfeiranços) e chamou-me a atenção o facto de estarem a fazer uma qualquer promoção em marcas como a Rimmel London, a Maybelline e a Bourjois, em que ofereciam o quinto produto da marca. Não havendo grande coisa a entusiasmar-me, em termos de oferta, em cada uma delas, houve, contudo, um tipo de produtos que me chamou a atenção, pelos preços praticados: os vernizes. Já se sabe que qualquer loja britânica os comercializa por valores muito mais baixos do que cá, mas a FD abusa, pelo que aproveitei para juntar aos meninos que já cá moram mais uns quantos, que passo a mostrar, indicando obviamente os preços e salientando que a escolha das cores foi uma mescla de uma busca de amostras de cor por essa internet fora com tiros-no-escuro, mais gosto-deste-nome-deve-ser-giro.

Comecemos pelos Rimmel Salon Pro (12ml), que são ditos como constituindo a melhor linha de vernizes da marca e que, por cá, são bem carotes. Comprei por £1,25 (1,60€) o que por cá diria que custa cerca de 6€ e optei pelas seguintes cores (da esquerda para a direita): #286 Oyster Pink, a cor de que menos gosto, mas que usarei por baixo de um glitter (ou que darei a quem gostar, por que não?); #321 Summer Orange, muitíssimo parecido com o meu Aloha, da Dior (em breve precisar de reforma); #393 Desire, um vermelho muito escuro com um toque de roxo, metalizado, lindo de viver; #431 Stormy Skies, um azul médio de fundo cinza (sem surpresas, o meu preferido do quinteto) e o #378 Posh Trash, um cobre rosado metalizado, de que gosto tanto que comprei em duas fórmulas (sem querer, obviamente) - mais: gosto tanto, tanto, que já o tinha cá em casa, o que significa que um vai fazer outras unhas felizes.

Passemos a outra fórmula da Rimmel, a Lycra Pro (12ml, £0.99/1,30€; preço normal; £5/6,30€), esta já minha conhecida: comecei a comprá-los porque foram dos primeiros vernizes baratos a ter o pincel largo e achatado, como o da Dior, e creio que ainda moram ali no gavetão pelo menos três cores. Escolhi (da esquerda para a direita e de cima para baixo): #398 Black Pearl, um cinza grafite de acabamento perolado; #297 Show Off, um rosa pastilha-elástica (das cor de rosa, claro, não pode ser das de menta, 'tsá?) que tendo a ter pouquíssimo no meu ajuntamento (mas começo a habituar-me) ; #365 Beije Style, um nude que não o é assim tanto e que se nota nas unhas; #323 Riviera Red, só porque cada vez comprava menos vermelhos e no ano passado voltei a eles com força;  #406 Purple Addict, um roxinho de acabamento entre o perolado e o metalizado; #500 Peppermint, um ver de para mim é água e que modernamente parece que é menta (e a marca concorda); #420 Aqua Cool, porque não me canso de azuis: e, finalmente, o #378 Posh Trash, o tal cobre rosado metalizado de que gosto tanto que comprei na fórmula de cima e nesta (sendo que tenho um igualzinho a este, ali no gavetão, o que faz de mim louca, mas coerente).

Fimalmente, e também por £0,99 (preço normal: £2.99/3,80€), vieram sete cores, mais estivais, de outra fórmula da Rimmel que também já cá mora: a I Love Lasting Finish (8ml). Escolhi, de entre o que havia: #200 Orange Your Life, um tipo de laranja que adoro (e dos poucos que consigo usar), #703 Pear Drop, um tília claro de acabamento perolado; #053 Apricot Punch, uma espécie de laranja forte-pastel (se é que isto faz algum sentido... é como se lhe tivéssemos adicionado uma dose de natas!), #170 Lively Lilac, porque os roxinhos claros de fundo frio nunca serão demais nesta casa; #406 Cute As a Kitten Heel, que corresponde à minha enésima tentativa com os amarelos (sendo que só um, muito pastel, sobreviveu à dura prova que consiste em tentar emparelhar com o meu cinzentismo); #045 Misty Jade, porque, caramba, é um verde médio vivo e esse é o único argumento de que preciso; e, por último #705 Tangy Tangerine, que eu vou fazer de conta que é mesmo um cor-de-tangerina e não um pêssego, de que raramente gosto nas minhas unhas (mas tento sempre).

Mudemos de marca? Está bem. Os únicos Orly que possuo são umas miniaturas de 5ml em cores muito néon para o meu gosto (foram oferecidas por uma qualquer loja inglesa, não me lembro qual), pelo que desta vez decidi optar por cores mais clássicas destes meninos que normalmente se atiram para as £10.95 (13,80€) mas que também têm produto que nunca mais acaba (18ml, que eu jamais gastarei, obviamente). Custaram-me £2.99 (3,80€) por unidade, o que me parece bem janota.Vieram: o Pink Chocolate, um cor-de-tijolo para lá de magnífico (e de nome condicente); o Moonlight Madness, porque um vermelho metalizado não faz lembrar o Natal, é só sinónimo de bom gosto; e o Terra Mauve, um rosa queimado mais para o vivo do que para o malva, absolutamente deslumbrante.

Interessei-me pelos Forever Strong da Maybelline (10ml) que por cá são vendidos a preço assaz disparatado para produto de supermercado (uns 8€, se bem me recordo), porque a Amelia Liana, uma das poucas bloggers/youtubers britânicas em cujas apreciações confio, gaba-os como nenhuns outros, sendo que ela é menina para, se lhe apetecer, usar só Tom Ford nas unhas, sem espinhas. Se a tipa gosta destes e tem toda e qualquer cor que seja lançada, é porque são coisa boa. Aproveitei a promoção que os vendia a £1.25/1,60€ em vez das £4.49/5,70€ habituais no Reino Unido  e lá veio meia dúzia. Comprei: #165 Busy Blush, assim a modos que um fúcsia adulto e quase discreto; #240 Lilac Charm, mais um roxinho, pois concetêza;  #490 Rose Salsa, um coral rosado vivaço, lindíssimo; #610 Ceramic Blue - é preciso dizer que esta é daquelas cores que não me importo de ter a decuplicar?; #778 Rose Sand, um malva acastanhado, daqueles que toda a gente agora desatou a identificar com os anos noventa e a querer nos lábios; finalmente, um Forever Strong Super Stay Gel Nail Colour 7 Days, na cor #202 Really Rosy, uma cor entre o carmim e o rosa queimado, lindíssimo para quem não quer fugir dos clássicos mas está farto de vermelhos (e para quem, como eu, abraça todas as cores com o mesmo carinho).

Quando cheguei à Essie, que estava a £2.49 (3,10€) em vez de £7.99 (10€) pelos costumeiros 13,5ml, já não estava propriamente necessitada de vernizes (se é que alguém que tem um ajuntamento de 200 precisa de mais uma cor que seja), mas não resisti a mandar vir três cores, sendo que tive de virar costas a outras, o que me apertou o coração. Optei pelo Parka Perfect, um  cruzamento perfeito entre o axul e o cinza, com uns micro-brilhos multi-colores e quase imperceptíveis, que lhe dão uma graça acrescida e o fazem condizer com a estação fria, sem perder o encanto; veio também o Power Clutch, mais uma mescla perfeita entre o cinza e o verde escuros, super requintada; finalmente, encomendei o Warm & Toasty Turtleneck, este sim, um malva perfeito, com as doses certas de rosa, roxo e cinzento. Tudo cores, como se vê, perfeitas para a estação fria que está por aí a rebentar.

Finalmente, no que toca a vernizes, vieram cinco cores de uma fórmula também já minha conhecida, a 10 Days Anti-Choc No Chips da Bourjois, de que gosto bastante  (mas não, não dura dez dias, mesmo com base e top coat e sem fazer qualquer tipo de trabalho manual, como é o meu caso - nem lavar a loiça, que foi para isso que se inventaram as máquinas - de resto, se atentarem nos escritos no verso da embalagem, a marca diz que os dez dias "incluem retoques", o que me dá vontade de rir, sobretudo de quem vai nestas converas que prometem mundos e fundos) e que me parece coisa em vias de descontinuação, mas posso estar enganada. Escolhi: #25, um coral alaranjado vivo com um toque de pastel, muito parecido com o Orange Psychédélique da Dior (mesmo, mesmo a ter de retirar-se, depois de muitas primaveras juntos); #23, um verde tropa, porque o que tenho, da Préstige, já tem uns bons 4 ou 5 anos e um destes dias fina-se; #12, um branco pérola de acabamento metalizado que não sei bem por que mandei vir mas era capaz de apostar que me deixei enganar por alguma fotografia, que isto não é nada o meu género (mas será experimentado, ainda assim); #19, outra cor para que raramente me inclino, um rosa forte com um claro subtom arroxeado; e, por fim, o #16, um coral avermelehado com qualquer coisa de perolado

Porque em tempos fiz umas compras absolutamente magníficas, na Fragrance Direct, nomeadamente da marca Becca, que estavam a descontinuar (vide aqui, aqui e aqui), não pode deixar de ir espreitar o que restava dessa liquidação absoluta e fui incapaz de resistir (é que nem sequer tentei) a um pigmento: o Jewel Dust Sparkling Powder For Eyes, na cor Nissa. E, reparem, eu nem gostava de pigmentos, que são atreitos a grandes javardices, porque se espalham por todo o lado e tal. Mas depois a Sara convenceu-me, bastando mostrar-me um por que me apaixonei de imediato, na Inglot (mostrei-o aqui) e fiquei mais aberta à ideia. Quando, em busca de amostras de cor das referências ainda disponíveis, me deparei com este cobre tão lindo que parece molhado de reflexos esverdeados, morri. Mas ressuscitei de imediato, que prioridades são prioridades, e incluí-o como o emplastro neste enfeiranço de vernizes. Veio por £2.49 (3,10€9, custava £17 (21,50€), tem 1,3g de pó e acabou por ser o melhor dos negócios todos.

Ora portanto, contas feitas, temos que tudo isto veio morar cá para casa por £45,68/57,70€ (tive um desconto de pouco mais de seis euros, à conta daquele leve-cinco-pague-quatro, na Rimmel, Bourjois e Maybelline), o que equivale a , ao que acresceu o preço dos portes, que são fixos, nesta loja: £5.99 /7.60€ (que só compensam quando a encomenda é tão grande e tão janota que eles diluem-se com facilidade), o que perfez um total de £51.67/65€ - o que considero nada mau, para um enfeiranço desta calibre, correcto? (E fica prometido um post sobre todos os meus vernizes, logo que acabe a saga das sombras - e já só falta uma entrada, iei!!! Ou dois, se calhar dois, para a pessoa não enlouquecer tudo de uma vez.

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Peggy Sage | A linha de corpo Plaisir Des Sens | Face Colours

Quem é mais assíduo por cá e, como eu, atenta naquelas coisas que não são tão evidentes e que, como eu, coloca questões mesmo quanto ao que não lhe diz directamente respeito, há-de ter reparado que há algum tempo que não falo de produtos que me tenham sido enviados para apreciação pela minha única parceria, a Face Colours - que é coisa janota também para quem me lê porque oferece, a todos os que por aqui passem e invoquem o código ACC2013, 20% de desconto em todos os produtos que tem para venda (e os que não tem manda vir, como dei a saber há dias, no que à Peggy Sage concerne). Pois bem, os assíduos e atentos têm razão: meteram-se as férias e, depois de um interregno em Agosto e Setembro, eis que voltei a receber umas coisas janotas para usar e dizer dez.e minha justiça - e com efeitos retroactivos, pelo que hoje trago três produtos de uma só vez (e ainda fica a faltar um, mas tenho de esperar mais umas semanas para o usar, porque se trata de um corrector, na minha cor de Inverno, que ainda não está no seu auge, felizmente).
E, desta feita, a Carla inovou (o que já vem sendo costume), enviando-me três produtos da linha de corpo Plaisir de Sens da Peggy Sage, onde preponderam notas de citrinos e chá verde, que a marca apresenta como sendo revitalizante e estimulante (existem outras linhas, com outras cores e funções). Recebi o gel de duche Douche Tonifiante , o esfoliante corporal Gommage Tonifiante Pour Le Corps e o creme de corpo Beurre Tonifiante Pour Le Corps e tratei de os pôr em uso imediato, dando descanso ao meu creme de duche Dove e ao esfoliante e hidratante da Darphin (de que falarei em breve, também).
Depois de duas semanas de uso intensivo e exclusivo, tenho já a experiência suficiente para dizer de minha justiça sobre estes meninos.

Comecemos pelo primeiro produto, se o critério for o da ordem segundo a qual os uso: o Gomage Tonifiant Pour Le Corps é um belíssimo esfoliante, mesmo para quem, como eu, raramente os usa - já aqui disse bastas vezes que sou adepta do puff de duche, que me remove as células mortas de forma bastante eficaz, não sentindo eu necessidade, porque tenho a pele absolutamente normal, de usar um produto específico para o efeito. Mas este menino, para além de ter uma cor absolutamente deliciosa (eu seu que isso interessa pouco, mas sabe bem), tem um grão tão fininho (mais do que o esfoliante facial que me encontro a utilizar de momento) que é um prazer de usar, sendo que o reservo para as pernas e braços, onde sinto necessidade de uma acção esfoliante mais presente (normalmente, faço mais pressão com o puff e pronto) - e fico com uma pele suuuuuper macia. Também gosto da ideia de esta ser uma linha pensada para despertar os sentidos, que é tudo quanto quero pela manhã (demoro algum tempo a acordar para a vida), sendo que o suave aroma a chá verde é muito agradável e fresco - não me desperta como o café que tomo um tempo depois, e muito menos como a acção do tempo (uma a duas horas, para ficar em pleno), mas é um bom começo de dia.
Não sendo uma adepta incondicional de esfoliantes, fiquei com vontade de testar mais um ou dois, que me durarão eternidades, uma vez que pratico a coisa muito esporadicamente - e estes são daqueles que até ficam bem na banheira, o que, se agregada à qualidade (e não me canso de gabar a delicadeza do grão, o que se calhar é perfeitamente desprezível para quem gosta daquelas partículas capazes de arrancar a camada superior da pele - mas eu gosto assim 'tá?), não é característica de somenos (deixemo-nos de tretas). São 250ml e custam 17,90€ (ou melhor, 14,32€, para os leitores aqui do estaminé).

Depois do esfoliante nos dias em que o uso (uma a duas vezes por semana, diria) ou como produto único nos dias em que nem por isso, temos o Douche Tonifiante - que é, avanço já, dos três produtos aquele de que gosto menos. Na verdade, estou habituada à cremosidade do creme de duche Dove (ou similares, porque são sempre similares) e este gel verdinho, que vem numa embalagem bem engraçada, com doseador, é só um gel de cor janota, que lava sem hidratar minimamente. Claro que, seja qual for o produto que use no banho (que é sempre duche), há sempre sessão de hidratação de seguida, mas algo no meu inconsciente sente-se mais confortável se o produto de lavagem tiver já uma acção qualquer sobre a hidratação da pele (e não, não sou nada adepta daqueles pseudo-condicionadores de corpo, que considero um passo perfeitamente dispensável, porque a verdade é que não substituem a bela da hidratação como deve ser, depois). Por isso, dos três produto, este seria aquele que mais dificilmente recompraria, apesar de ser um deleite para o olfacto. Aplico-o, obviamente, com o belo do puff, porque desta forma uma dose chega e sobra para todo o corpo. Custa 10,50€ (ou 8,40€, como código costumeiro) - e este é o que vai durar mais, dos três: meio litro deste gel reeeeeende que se farta, é o que vos digo, sobretudo com o pump.

Não foi de propósito que deixei o melhor para o fim, embora tenda a fazê-lo relativamente a quase tudo: esta Beurre Pour Le Corps, desta linha revitalizante com citrinos e chá verde é assim para lá de espectacular e, adivinho-o, capaz de agradar a gregos e troianos: sendo estupidamente hidratante, não deixa a pele gordurosa (sensação de que eu gosto, e nem me importo de vestir logo depois - mas eu sei que sou estranha); tendo um cheiro delicioso, que apetece sentir a todo o tempo, não colide em nada com o perfume que lhe pusermos em cima, sendo que eu, às vezes (nos dias que antecipo compridos, vá), até deixo secar a manteiga corporal, aplico o óleo seco da linha do meu perfume nos braços e colo e, finalmente, umas borrifadelas do perfume - e fica tudo maravilhosamente com tudo, sem haver anulação de notas ou acumulações estranhas. Fiquei interessadíssima nas outras manteigas corporais da marca, sobretudo a de jasmim e frutos amarelos e a de lavanda e figo, mas também (por que não?) a de frutos vermelhos - só a de chocolate e a de macaron não me interessam minimamente, porque cheirar a chocolate ou a macarons, para mim, é como cheirar a frango assado: não gosto de cheirar ao que me dá praxer comer, çanquiúvérimâche. De todo o modo, fiquei encantada com a textura destas manteigas corporais, muitíssimo fáceis de espalhar (nada como aquela coisa das manteigas da Body Shop, de que não gosto nadinha) - não trocaria em definitivo o meu creme corporal de eleição por elas, mas terei todo o gosto em fazê-las alternar com ele, de quando em vez. Custa 15,80 (11,06€, só porque bosselências têm bom gosto) por 250ml.

E eis que temos a Peggy Sage, mais uma vez, a mostrar quem manda: ainda no outro dia afirmei sem medos a minha total rendição à marca francesa (de que certamente não gosto de tudo, mas aprecio muito mais do que julguei inicialmente ser possível, e ainda a procissão vai no adro), quando fiz umas comprinhas na Face Colours, utilizando o desconto de 20% que a loja simpaticamente me oferece e estende aos meus leitores (nesta marca e em todas as outras que comercializa, com o código ACC2013), e já estou a dizer bem de mais coisas, cuja existência nem sequer conhecia, imagine-se.
Fiquei absolutamente rendida à manteiga corporal e de namoro com o esfoliante, pelo que verão outras versões a passearem-se por aqui, futuramente - isso é certinho.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Skincare Sazonal | Dia | Outono 2014

E chegou a hora de nos atirarmos a mais um dos posts mais ou menos trimestrais que surgem aqui na chafarica há mais de um ano, em que dou conta dos mais cuidados com a pele do rosto (e adjacente, por vezes), aproveitando para dar um lamiré sobre os produtos que estou a usar - porque nem todos darão lugar a uma entrada só para si. O Outono há-de ser (mais do que a Primavera, para a minha pele) uma das estações do ano mais complicadas no que ao estado da pele do rosto concerne: estamos a esbranquiçar (eu não fui das pessoas que voltaram à praia, nesta vaga de calor de finais de Outubro), o que é sempre dramático, e, para além disso, a pele ressente-se da oscilação térmica, bem como da acção do vento e com a humidade (a minha fica absolutamente alterada, com a humidade). É natural que mesmo as peles mais oleosas fiquem mais secas ou, para ser mais rigorosa, com inestéticas zonas secas e/ou desidratadas e, se o São Pedro insistir na esquizofrenia, é natural que o tempo de adaptação à estação fria, tarde em dar-se por encerrado - o que leva a que, como verificarão, eu use produtos diferentes, que vou fazendo entrar em cena, dependendo do estado da minha pele que, por sinal, tem andado ainda mais temperamental do que a dona, o que não é tarefa fácil.
Passemos à rotina de cuidados diurna, que é modesta, ao menos por comparação com a nocturna, que verão em breve:


O 82% Organic Softening Cleanser, da Botanics, veio da Boots, foi baratinho (menos de 5€), rende que se farta (tem 250ml e usa-se apenas um pouquinho de cada vez) e faz lindamente o que se propõe a fazer (ou não tivesse o rapaz sido recomendado pela Lisa Eldridge): limpar a cara de impurezas e sujidades que se lhe pespegam. Este mora na banheira, porque o uso aquando do duche matinal, com a cara ainda seca. aplico na cara com movimentos circulares, depois junto um bocadinho de água, volto à massagem e retiro, por fim, com água morna (sou incapaz de tomar duches quentes, mesmo no pico do Inverno), normalmente sem qualquer auxiliar (como paninho de musselina ou toalha turca) porque sinto que de manhã não preciso de uma limpeza tão profunda. O cheirinho é entre o floral e o herbal, mas muitíssimo suave e apropriado mesmo para as peles mais sensíveis (como a minha). Falarei em breve, em post próprio, dos produtos correntemente em uso para limpar a pele, pelo que não me alongarei mais, mas sublinho a suavidade deste leite cremoso, que me deixa o rosto confortável, e sem a mínima sensação de repuxamento. Às vezes (muito raramente, talvez uma vez de quinze em quinze dias ou uma vez por semana, vá), sabe-me bem usar um esfoliante físico, sendo que o que tenho a uso, na banheira, é este Rose Hydrate Brighten & Refine Facial Scrub, da Super Facialist by Úna Brennan, que a marca indica para peles cansadas ou sensíveis - o que eu vou ter de contrariar (desculpa lá o mau jeito, ó Úna): o grão deste produto é demasiado grosso para ser dito adequado para peles daquelas que se amofinam por tudo e por nada e não consigo usá-lo sempre (no saco do ginásio, tenho um da Strivectin incomparavelmente melhor), pesem embora os bons ingredientes que o constituem - e de que falarei com pormenor quando lhe dedicar um post. Ou seja, quem gostar de um grão mais poderoso, terá aqui produto para sim, mesmo porque a marca é conhecida por ser coisa BB&B.

Depois, se a minha pele estiver em dias de sensibilidade extrema, quando saio do duche borrifo-a generosamente com água termal, normalmente a Eau Thermale da Avène (mas também pode ser a Hydrabio da Bioderma), mas nem sempre necessito desse passo - e, sobretudo, raramente preciso dele de manhã, porque é à noite, depois de horas de ares condicionados, aquecimentos, poluição, pó, humidade (todos juntos ou nem por isso) que ela se manifesta mais loucamente em termos de reactividade, mas como às vezes uso mesmo sem necessitar, eis a menina.

O tónico matinal varia de acordo com o meu humor e, igualmente, com o estado da minha pele. Normalmente aplico sempre dois tónicos (eu e as camadas, nada a fazer): começo normalmente com o Parsley Seed Anti-Oxidant Facial Toner, da Aesop, que é coisa cara (£43/55€) mas maravilhosa de usar - trata-se de um tónico que se diz rico em anti-oxidantes embora não contenha muitos na sua formulação (mas falarei disso quando lhe dedicar uma publicação), para todos os tipos de pele (incluindo as secas e sensíveis) e que sinto sobretudo que me acalma a pele e a deixa muito confortável, o que se deverá à presença de camomila azul, que tem propriedades anti-inflamatórias. O cheiro é igualmente herbal e muito agradável. Depois do Aesop, se tiver a pele em condições perfeitas e quiser aquela luminosidade extra, borrifo-o com a Eau de Beauté da Caudalie - um tónico bestialmente controverso (sobretudo porque contém álcool e um aroma que não é para toda a gente) que é amado ou odiado, sendo que eu pertenço à equipa do amorrrr, tal qual dei conta quando escrevi sobre ele, há já quase um ano. É de resto, um produto que tenho sempre em casa, sendo que tendo a usá-lo mais no Verão (adoro o poder refrescante); não lhe reconheço qualquer efeito enquanto fixador de maquilhagem, como se alega por aí, mas admito que possa dar um ar menos empoeirado a quem gosta de maquilhagem em pó (o que não é o meu caso). Evito-o, por causa do álcool, quando a minha pele está mais seca e/ou sensível - de outro modo, uso-o muito e aconselho-o vivamente (sobretudo a peles normais e mistas). Finalmente, em termos de tónicos matinais, quando não ataco com o Caudalie, opto pela Véritable Eau Florale Rose Ancienne Bio Destilée Fraîche, da Sanoflore, também ela coisa revitalizante e iluminadora, adequada para peles sensíveis (esta é prerrogativa essencial, para mim), mesmo porque está pejadinho de água de rosa damascena, fantástica para acalmar e ajudar na cicatrização. Tem álcool, é certo, mas como último ingrediente - e a coisa é tão pouca que nem se lhe sente o cheiro. E por falar em cheiro, é o que menos gosto neste produto BB&B (compra-se na Cocooncenter): cheira a infusões herbais, tipo tília ou camomila, que ainda hoje raramente bebo, porque me fazem lembrar as alturas em que era miúda e (odiando chás, imagine-se) estava doente ou mal disposta e me faziam beber aquilo que me parecia água suja e doce. Enfim, basta não inspirar quando o aplico e pronto.

E passemos aos séruns, que de manhã são quase sempre os mesmos, há já quase dois anos, salvo quando ando em experimentações - e sei que gosto muito das coisas quando as compro vezes sem conta, o que (sabe-o bem quem me segue há algum tempo) acontece com pouquíssimos produtos. Daí ser quase redundante voltar a falar no meu sérum de olhos Liftactiv Sérum 10 Yeux et Cils da Vichy, que uso há dois anos (desde que o produto foi lançado no mercado nacional) e apenas interrompi para usar um outro sérum de olhos (mais caros e muito inferior) - e foi nessa altura, quando deixei de o usar, que percebi que dificilmente arrancaria este produto da minha rotina dermocosmética: porque tem ácido hialurónico, potencializa a acção hidratante do creme de olhos em uso (qualquer que ele seja) e adoro que se possa aplicar na pálpebra e nas sobrancelhas, porque é fresco e nutritivo, mas sem exageros. Não noto qualquer efeito fortificante nas pestanas mas é produto que amo de paixão e que tenho sempre em stock.
Depois, pela manhã, há um duo que nunca me falha (salvo quando a pele requer outras medidas, mas já lá vou), há tanto tempo como o Vichy: os seruns Pepta Bright e Hydraluron da Indeed Labs. O engraçado é que, se o primeiro sempre fez as minhas delícias e foi o único produto capaz de erradicar por completo uma mancha manhosa que tinha no buço (ou duas, vá: uma de cada lado, tipo bigode chinês), tendo a minha gratidão eterna, o segundo não me agarrou desde logo e só lhe percebi a pujança depois de o usar, em desespero de causa (porque tinha mais um tubo aqui por casa), entre o Pepta e o hidratante (ou entre o tónico e o Pepta, também tentei essa abordagem), naquela de o gastar. E a minha pele começou a ter dias inteiros sem sensação de repuxamento, absolutamente confortável, pelo que sou parte integrante da claque desta conjugação. Não me alongarei sobre as suas propriedades e benefícios, visto que muito recentemente escrevi uma entrada sobre todos os produtos da Indeed que já usei, onde estes rapazolas têm, evidentemente, lugar de destaque. Finalmente, e para encerrar os séruns, tenho de referir o A41-Bisabol, da État Pur, um sérum para peles sensíveis e reactivas, que uso quando a minha pele tem ataques de loucura, como teve recentemente, mesmo no fim daquelas semanas em que não víamos um raio de sol por entre a chuva - claro que depois veio o sol (e dos fortes) mas o mal estava já feito, o que requereu muita paciência e método (e Bisabol, claro), de modo a ter a pele de volta ao normal. Infelizmente, este está já no fim e mal posso esperar por nova venda da marca (inacessível em Portugal) no Showroom Privé. Para quem quiser dar uma espreitadela na Filosofia da État Pur, é só espreitar um post escrito há algum tempo sobre três outros meninos que já usei - e que adorei.

Passemos, por fim, aos cremes de tratamento, começando, obviamente, pelo de olhos (o primeiro a aplicar): estou a usar há umas semanas (diria que umas três) o Age Delay Dual Repair Eye Cream da First Aid Beauty que, por obra e graça das trapalhadas da Feelunique, tenho a dobrar - o que é perfeito porque vai-se a ver e acho que gosto dele (a acção de um creme de olhos é das coisas mais demoradas de ser verificada, quanto a mim e em mim), o que é perfeito, porque normalmente só tenho a certeza do que sinto por um creme de olhos quando ele acaba - e terei outra embalagem de que desfrutar. Este creme, que vem numa embalagem cerrada, com doseador (e, por isso, bestialmente higiénica, como poucas), tem uma consistência engraçada, entre um creme e uma geleia bem consistente, e é extremamente nutritivo, deixando a pele ligeiramente peganhenta mal é aplicado e sequinha logo depois (daí tê-lo eleito para creme de dia). Dedicar-lhe-ei por certo uma entrada exclusiva, pelo que não me alongarei, mas é coisa para estar carregadinha de coisas boas para quem, como eu, já vai nos -enta mas agradece que a pele se mantenha mais nova.
Para o rosto, tenho estado a usar o Hydraluron Moisture Gelly, também da Indeed Labs, mas esta espécie de gel servido numa embalagem muito original não me satisfaz as necessidades de uma pele que não tende apenas a ser desidratada, é também seca, pelo que nem sempre consigo usá-lo sozinho, muitas vezes tenho de usar (mais uma vez) a minha técnica das camadas: aplico-lhe outro creme por cima, mais nutritivo, o que acaba por cerrar na pele também a hidratação deste gel - mas expliquei a coisa com pormenor na tal publicação que referi acima, pelo que é só deitar-lhe o olho.
Depois, alternativamente e dependendo das necessidades da minha pele, aplico um de dois produtos. Se ela estiver em dia de calmaria, ataco com o Crème Merveilleuse da Sanoflore, um cuidado anti-rugas com óleos essenciais e anti-oxidantes que a minha pele adora: descobri este produto (e a marca em geral ) quando navegava pela primeira ou segunda vez na Cocooncenter (mas também se vende na EasyParapharmacy) e achei que poderíamos ter futuro juntos - e fique-se sabendo que sou muito jeitosa a acertar, quando se trata de cremes. Este creme dito (imodestamente) maravilhoso, pela marca, é pensado para peles maduras, mesmo as mais sensíveis (sou eu!), e aconselha-se o seu uso em parelha com a água de rosa damascena da marca, de que falei acima (daí ter comprado ambos). Mais uma vez, sairá um post, a seu tempo, dedicado a este menino, mas creio que qualquer pele seca o adorará (e a prevenção nunca é demais). Quando a minha pele está desvairada (ou em vias de desvairar), prefiro optar por outro elemento seguríssimo (mais um que tenho sempre em stock), o Ictyane HD da Ducray, um creme simples, cujos ingredientes-chave são a velha e boa glicerina e a manteiga de karité, que não faz promessas megalómanas, mas que é nutritivo (pouco amigo de peles oleosas, por isso, imagino) o suficiente para me acalmar os desvarios reactivos quando eles não são extremos (porque quando são isto só lá vai com um corticóide, nada a fazer), ou para colmatar as contra-indicações da acção da pomada com cortisona e, nomeadamente, a pele seca e fina que ela provoca (felizmente, os ataques agora cingem-se à zona dos maxilares e um nadinha na testa, o que é menos preocupante do que as zonas das bochechas e olhos, como há um ano e meio atrás - a pele destas áreas é muito fininha e a acção da cortisona poderia ser nefasta). Falei do Ictyane há menos de um mês, pelo que aqui fica essa publicação, para quem gosta de coisas simples e eficazes.

Acresce o protector solar que estiver a usar no momento e que para mim é o UV Défense da Filorga com SPF50 (que aconselho vivamente, para peles entre mistas e secas - mas não para as oleosas e para quem goste de ficar com a pele sequinha), um produto especificamente direccionado para a luta anti-manchas, segundo a marca - eu diria que todos os protectores solares têm essa preocupação, porque as previnem, se o SPF for poderoso (nunca menos do que trinta, pela vossa rica saudinha - literalmente). Finalmente, o produto para o contorno dos olhos que, porque não fez nada por mim nessa função, foi direccionado mais para baixo: uso o Eye Expert Contour Cream da Dr. Sebagh (a marca a que o dermatologista parisiense de Cindy Crawford e outras celebridades dá o nome) como creme de pescoço e colo - que é o destino que dou a tudo quanto não funciona no rosto mas que foi demasiado caro para ser desprezado em absoluto. Na verdade, eu "só" paguei £35 por ele, mas o preço comum é de £140 ou 170€, sendo que o desaconselho com paixão, ao menos para quem tem pele normal na zona periocular mas gosta de cuidados claramente hidratantes e com acção visível no que toca àquele preenchimento ligeiro que é apanágio dos bons cremes de contorno de olhos. Ok, é refrescante e sabe bem, mas passada uma hora estou a sentir falta de algo mais nutritivo, como se tivesse a zona repuxada (e não, não é por qualquer efeito lifting), o que talvez justifique a enorme reformulação, em termos de preços, a que a marca foi submetida nos últimos meses: agora já tem preços mais decentes e, ainda assim, desadequados para o produto em apreço (que, como se vê, não me conquistou, de todo, embora continue a fazer obra no pescoço, que para alguma coisa há-de servir o ácido hialurónico e os oligopeptídeos e o omega 6 que tem na composição).  

Finalmente, nos dias de ginásio, há uma segunda rotina de dia, seja lá a que horas for, mas essa mantém-se mais ou menos invariável e como falei dela aqui, creio que não vale a pena estar a falar nisso, mesmo porque os cremes que uso para usar pro lá sou sempre amostras ou coisas simples (neste momento até é o Sensibio Anti Rougeurs da Bioderma, de que falei recentemente - o sem cor, claro).
Volto em breve com a rotina de noite, que é um nadinha mais chata extensa, que eu gosto da pele saturada de coisas boas quando me deito. 
Tijai, portanto, que eu não tardo.

domingo, 26 de Outubro de 2014

Aesop | O Ressurection Aromatique Hand Balm

Ok, não é novidade para quem por aqui passa com alguma regularidade (e muito menos para quem tem a pachorra de acompanhar e ler as minhas entradas mensais de produtos acabados) que eu consumo cremes de mãos como quem bebe água: não suporto qualquer secura nos meus apêndices (pés e mãos) e, embora não lide com detergentes e afins (foi para isso que se inventaram as máquinas de lavar loiça), mexo muito em papel, o que me faz ter aquela sensação de mãos repuxadas, que parecem ir rasgar a qualquer instante. Se os cremes de pés são de consumo predominantemente  estival, por aqui (no Inverno, volta e meia lá me lembro de besuntar os chispes andes de os envolver numas meias quentinhas, quando visto o pijama, mas não é coisa que aconteça todos os dias), os de mãos são uma constante, sendo que não saio de casa sem um atrás de mim.
Eis, portanto, as razões pelas quais o investimento em produtos mais caros não me parece, de todo, disparatado, se a qualidade o justificar, pelo que, depois de muito ouvir gabar este Ressurection Aromatique Hand Balm da Aesop, lá o mandei vir, da Net-à-Porter, numa daquelas alturas fabulosas em que a loja não cobra os 15€ costumeiros de portes (se não fosse de lá, haveria de ser da Space.NK ou da Cult Beauty, qualquer que fosse a loja onde enfeirasse primeiro, uma vez que ambas vendem a marca, que também se encontra com facilidade no Reino Unido e Paris, ao menos nos grandes armazéns). Usei-o com alguma parcimónia durante o último mês, como creme de mãos de mesa de cabeceira (porque na carteira opto por tamanhos mais pequenos) e, agora que se está a finar, achei por bem vir cá contar se o rapaz vale tudo quanto se diz dele.
Em primeiro lugar, atentemos na embalagem, tão típica da Aesop, uma marca independente australiana (que eu julgava francesa ou britânica, imagine-se as coisas que inventamos quando não nos damos ao trabalho de ir verificar) cujo compromisso maior é o de aliar ingredientes botânicos aos produzidos em laboratório (e como eu adoro atitudes holísticas e não maniqueístas...) para uma maior eficácia, sendo que tendem a privilegiar tudo quanto seja anti-oxidante. Como não amar a priori uma marca que diz, sem papas na língua, que "advogamos o uso das nossas formulações como parte de uma vida equilibrada, que inclua uma dieta saudável, exercício físico, um consumo moderado de vinho tinto e uma dose regular de literatura estimulante"?! Justamente, não há como.
Estranhamente, o meu primeiro contacto com a marca não aconteceu por meio da mais-famosa-do-que-o-papa Parsley Seed Cleansing Mask, mas sim através de um tónico anti-oxidante que é tudo de bom e que tratei brevemente aqui às luzes da ribalta, ao que se seguiu este creme para mãos, que a marca diz ser um bálsamo rico mas rapidamente absorvido pela pele, destinado a mãos e cutículas a precisar de carinho (mas que pode ser usado em todo o corpo). Na verdade, trata-se de um creme rico mas não gorduroso (bestial para quando se está e pretende continuar a trabalhar), que tem uma acção imediata na acalmia de uma pele que arde de sede (conhecem a sensação?) e cujo aroma pode incomodar alguns e agradar outros (como é o meu caso): há nele qualquer coisa de simultaneamente medicinal e cítrico (há tangerina na sua composição, bem como rosmaninho) que adoro. A embalagem faz lembrar as das antigas pastas de dentes, em alumínio, que têm o inconveniente de por vezes abrirem em determinados pontos, se forçarmos as dobras (evitá-lo-emos com facilidade, porém). Entre os ingredientes, desencantamos com facilidade, para além da quase omnipresente glicerina (em produtos hidratantes) o óleo de amêndoas doces, óleo de coco, óleo de macadâmia, extracto de algas, de frutos, cenouras e raízes, que contribuem para a excelência da formulação.
Trata-se, portanto, de um belíssimo produto, para ter numa gaveta do gabinete ou na mesa de cabeceira, que pondero voltar a comprar.

Ingredientes | Water (Aqua), Glycerin, Prunus Amygdalus Dulcis (Sweet Almond ) Oil, Stearic Acid, Cetearyl Alcohol, Ceteareth-20, Cocos Nucifera (Coconut) Oil, Macadamia Ternifolia Seed Oil, Citrus Nobilis (Mandarin Orange) Peel Oil, Glyceryl Stearate, Cedrus Atlantica (Cedarwood ) Bark Oil, Lavandula Angustifolia (Lavender) Oil, Tocopherol, Aloe Barbadensis Leaf Juice, Butyrospermum Parkii (Shea Butter), Theobroma Cacao (Cocoa) Seed Butter, Citrus Aurantium Dulcis (Orange) Oil, Phenoxyethanol, Rosmarinus Officinalis (Rosemary) Leaf Oil, Citrus Grandis (Grapefruit ) Seed Extract, Triticum Vulgare (Wheat) Germ Oil, Glycine Soja (Soybean) Oil, Disodium EDTA, Daucus Carota Sativa (Carrot) Root Extract, Beta-Carotene, d-Limonene, Linalool. - See more at: http://www.aesop.com/fr/body-care/hands/resurrection-aromatique-hand-balm-3.html#sthash.LFv3cAZ2.dpuf

O Ressurection Aromatique Hand Balm da Aesop custa 23€ na Net-à-Porter, £19/24€ na Space.NK e na Cult Beauty. Há, para além desta embalagem de 75ml, uma outra, em frasco com doseador, de 500ml, que custa 80€ na Net-à-Porter e £69/87€ nas outras lojas - relembro só que a Net-à-Porter, apesar de ter preços normalmente um nadinha mais baratos, tem aqueles horrendos portes de 15€, que "esquece" duas vezes por ano, apenas. Nas outras alturas, aconselho a compra numa das outras duas lojas: a Cult Beauty oferece os portes a partir dos £50 e a Space.NK a partir das £100.