quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Outono'14 | Coisas giras que eu não vou ter (a não ser que mas ofereçam)

Todas as estações o mesmo, não sei como consigo lidar com isto anos a fio (com muito espírito de sacrifício, é o que é), mas há que aceitá-lo (embora desoladíssima com a injustiça): a minha conta bancária não é tão sofisticada como o meu sentido de gosto, o que é uma grandessíssima maçada. Ainda assim, e na esperança de que haja por aí alguém com dinheiro de sobra e muita vontade de me fazer feliz, aqui vai a listinha de desejos de hoje para a estação que se avizinha.

Botas: Burberry Prorsum, 650€ | Reed Krakoff, 1081€ | A.F. Vandevorst, 675€ | Jimmy Choo, 895€

Sapatos: DSquared, 490€ | Alexandro Ingelmo, 895€ | Lanvin, 595€ | Gianvitto Rossi, 495€

Carteiras: Celine, 2835€ | Alexander Wang, 595€ | Hermés, 6000€ | Valentino, 2235€

Casacos: Isabel Marant, 540€ | Marni, 1750€

Beleza: Creme Energizante Chantecaille, 448€ | Loção/Tónico SK-II, 188€ | 
Terrybly Rose de Rose, Trio de Blushes By Terry, 91€ | The Essential Brush Collection, Kevyn Aucoin, 520€

E era basicamente isto, depois o resto comprava eu mesma, boa? Então vá, fico a aguardar.

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

A falácia da (falsa) tolerância

Não é só a minha pele que é reactiva: a personalidade também, tanto a pessoas como a situações que me incomodem, no lazer como no trabalho (ainda que com maior moderação, mas não toda, em situação profissional).
No que toca a situações, as pessoas riem-se muito quando me pego com o anormal que estacionou em cima do jardim, com a badalhoca que não apanha os cocós do cão, com o professor de fitness inconveniente, com a empregada de loja com maus modos, com o nojento do administrador do condomínio que é um negligente, com os putos que vêm fumar ganzas para a entrada do prédio - mesmo porque dá jeito: se me pegar eu, os outros poupam-se a maçadas e são capazes de me aplaudir muito e tal.
Já quando toca a gentes, a conversa acaba por redundar, mais tarde ou mais cedo, sempre no mesmo: que tenho de aceitar os outros como são, dizem-me. Que tenho de ser mais tolerante e blábláblá.
Não acho, de todo. Não tenho de aceitar colegas calões, filhos da p*ta, manipuladores. Não tenho de aceitar injustiças, más formações, tentativas de me fazer de parva. Não tenho de aceitar gente mal formada, preconceituosa, mal educada ou com maus fígados. Não tenho.
Mas mesmo que tivesse, a questão é outra: os defensores da tolerância, da aceitação-do-outro-como-ele-é (balelas!) não estarão a entrar em contradição, quando não me aceitam como sou, isto é, intolerante com o acima citado?
Ora pois. A falta de lógica é tramada.


Em jeito de remate, permitam que acrescenta que não estou à espera que quem quer que seja me aceite como sou. Eu aceito-me (depois de um longos anos de maturação e discussões comigo mesma), o que já não é nada mau. Os outros gostarão mais ou menos, conforme lhes apeteça (tal como eu gosto mais ou menos de coisas nesta ou naquela pessoa - o "all of me loves all of you" é coisa linda de se cantar mas utópica entre seres humanos sãos) - e eu vivo muitíssimo bem com isso (no blogue como na vida).

Charlotte Tilbury | Lápis de olhos, lábios e sombra

Só ontem, quando vi o e-mail da Net-à-Porter a dar conta, entre outras coisas, da prática de portes de envio grátis por um período limitado de tempo, me lembrei de que há pelo menos três publicações sobre produtos da Charlotte Tilbury que devia ter feito há já algum tempo (mesmo porque as fotografias estavam feitas e só faltava o mais fácil: escrever), de modo a que quem por aqui passa pudesse saber mais qualquer coisa (partindo do imodesto princípio de que quem passa aqui pelo estaminé encontra informação que valha a pena) sobre a minha experiência com os produtos da marca que possuo - isto porque os produtos Charlotte Tilbury só se vendem  na loja online própria, no Selfridge's e na Net-à-Porter, sendo que os três cobram £10 (e acima) de portes para Portugal. Tenho a experiência de comprar a marca na Net-à-Porter (sempre que apanhei portes grátis) e na loja da marca e a Net-à-Porter é incomparavelmente mais mimosa em quase tudo: nos tempos de entrega e no modo como as coisas vêm acondicionadas e embaladas (sobretudo se escolhermos a embalagem para presente, que é gratuita) ganha seguramente, pelo que aconselho vivamente a experiência a quem estiver interessada na extravagância (não estamos a falar de uma marca propriamente barata, mas é daquelas de que gosto de tudo quanto tenho): aproveite-se este oásis do envio gratuito.
Já por aqui falei da base Light Wonder ("só" a minha preferida de todo o sempre), da maravilhosa paleta Film Star, com pó bronzeador/de contorno (este é dos poucos que cumpre as duas funções com graça) e dos batons K.I.S.S.I.N.G - faltava, portanto, falar das aquisições mais recentes (que mostrei aqui) sendo que resolvi começar por agrupar três produtos num mesmo post, que a vida não está para esbanjamentos e trálálá.

Falo-vos de três produtos sob a forma de lápis, um para os lábios e dois para os olhos, que passo a apresentar:
Lip Cheat Re-Shape and Re-Size Lip Liner, na cor Pillow Talk | Este menino foi badaladíssimo entre as brits, justamente nesta cor, ainda que o facto de a ter escolhido não se prenda com essa badalação mas antes com a circunstância de todos os meus lápis de lápis nude serem mais para o bege ou para o malva, não tinha nada assim rosinha (eu e os rosinhas só muito recentemente encetámos uma relação, a ver se pega) - na verdade, o meu olho grande sentiu-se atraído pelo Iconic Nude, mas preferi manter-me fiel à diversidade. Trata-se de um rosa médio (os "nudes", para mim, nunca são apaga-bocas), do género os-meus-lábios-mas-em-bom (não os meus, que são mesmo mais malva, mas alguns) que fica lindo como contorno (e não, não o uso para dar nova forma aos meus lábios, porque detesto lábios muito contornados por fora, embora possa fazer-se qualquer coisa de muito subtil e aí já aplaudo, mesmo não praticando) ou, como eu prefiro, contornando e preenchendo os lábios todos, como base de qualquer batom rosado ou acastanhado, ou mesmo sozinho, porque tem um acabamento mate divino e uma durabilidade imensa. É macio sem ser manteiga (e é por isso que se mantém tanto tempo) e, evidentemente, faz-me apetecer comprar todas as outras cores (o que me acontece sempre com os produtos da sodôna Tilbury). Custa 18€.

Rock'n'Kohl Iconic Liquid Eye Pencil, na cor Eye Cheat | Estamos na presença do único lápis de olhos nude (ou branco, também cá moram alguns) que se me aguenta na linha de água mais do que uma hora seguida. E olhem que eu tenho muita coisa: Sigma, Sisley, Rimmel London, Kiko, Catrice, Art Deco, Urban Decay - tudo quanto me dizem ou leio que funciona, eu testo, porque adoro aquele efeito de olho mais aberto que uma cor clara na linha de água inferior proporciona (só uso lápis escuro em dias de cerimónia, com um olho muito esfumado, o que é raríssimo). Só que nada se aguenta por cá, ainda não percebi porquê: não sou lacrimejante (a máscara de pestanas aguenta-se lindamente), e também uso lentes de contacto sem precisar de as lubrificar durante o dia, pelo que diria que tenho olhos aproblemáticos (ao menos os olhos...), tirando este problema de só aguentarem eyeliner em gel na linha de água (é o que faço, nos tais momentos de olho-esfumado-tcharam). Mas este rapaz surpreendeu-me: evidentemente que não dura "o dia todo" (acho que o que me induz em erro é este tipo de apreciações maniqueístas), mas no outro dia apliquei-o, fui tomar café à beira mar (há sempre o ventinho maroto de Norte - se não houvesse, estaria no areal, não na esplanada), teremos demorado um pouco mais de duas horas e, no regresso, ainda tinha bastos vestígios deste bege clarinho na minha linha de água - e isto é o melhor que consigo dizer de um produto deste género. Já estou meio transtornada, porque estou a vê-lo desaparecer muito depressa - é bem macio, o que me levou a pensar que não se fixaria, mas a tal consistência tipo gel (que outras marcas também aderiram) explicará o fenómeno. Custa 24€ e é daqueles que recomprarei certamente.

Colour Chameleon Colour Morphing Eyeshadow Pencil, na cor Smoky Emerald For Hazel Eyes | É que até nisto a sodôna Tilbury (por quem eu não nutria simpatia de maior até lhe experimentar os produtos e ver o cuidado ímpar que ela deposita em cada um deles) facilita as coisas à gente: lança uma série de sombras em lápis e tem o cuidado de as designar de acordo com a cor de olhos que mais irão salientar, que é para ninguém ficar desiludido (se bem que eu defenda que não há regras quanto às cores e ache mesmo que poderia usar qualquer uma das outras, mesmo as destinadas a olhos azuis, a verdade é que há tons que ficam melhor nos meus olhos, e outras noutros). Ora eu sou daquelas que tem olhos castanhos (como a maioria da população portuguesa) com, como quase todos os olhos castanhos da maioria da população portuguesa, uns laivozinhos de verde - os anglo-saxónicos chamam hazel eyes (ou olhos avelã) a algo mais do que este esverdunçado, sob algumas luzes, pelo que não me atrevo a dizer que tenho olhos avelã, embora as cores que os salientam também fiquem bem em olhos castanhos não escuros, como os meus. E este verde tropa escuro vai de facto buscar o verde que os meus olhos têm, sendo que a fórmula é absolutamente divina: cremosa e facílima de esbater antes de assentar, não vai a lado algum depois. É um daqueles produtos para dias preguiçosos, em que basta traçar um risco trapalhão rente às pestanas superiores e esbatê-lo com um pincel, acrescentando-lhe carradas de máscara de pestanas para um esfumado grunge-chic (eu aplico sempre um nadinha junto às pestanas inferiores, mas mais levemente). Quando comprei esta cor, estava convencida de que tinha mandado vir também a Dark Pearl, que é a priori a minha preferida, mas virá na próxima leva. Os Colour Chameleon custam 23€.

E por que é que eu não estou a aproveitar a promoção para enfeirar mais um bocadinho? A pessoa explica: em Agosto e até meados de Setembro pouca maquilhagem uso e, em Setembro, a Charlotte Tilbury tem agendado o lançamento dos seus novos batons mate, que eu quero muito testar, pelo que não valia a pena estar a aproveitar os portes grátis agora (mesmo porque só mandaria vir a Dark Pearl e resistiria estoicamente à tentação de mais uma paleta de sombras e mesmo ao Magic Cream, que acho demasiado caro), para depois ter de os gastar quando mandar vir uma ou duas das novas belezuras que se anunciam apetecíveis. De resto, apetecia-me ter tudo - o que a conta bancária não permite, infelizmente.
(Voltarei, em breve, com os produtos de que me falta falar: o Beach Stick, que adoro, e a Colour Coded Eyeshadow Palette.)

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Pet Peeves* - Parte VI

(continuação)
51. Aquela conversa de que "ai e o tempo passa tão depressa e tal". Pázinhos, please... Todos os dias têm 24 horas, em 41 anos de vida não me lembro de uma hora com menos de 60 minutos (nem com mais, para ser honesta) e isto só fica original de 4 em 4 anos quando em vez de 365 dias por ano, há 366. Fica uma conversa chata, estão a ver?
52. A mania de que as margarinas sabem como a manteiga (é mais ou menos com comparar óleo alimentar com azeite). Manteigas magras. (É a pura contradição.)
53. A Palermo, a Hilton, a Chung, as Kardashian e as Jenner, mais quem se quer parecer com elas. Esta coisa de se ser famoso por se ser "famoso" é tão casa-dos-segredos que me estou nas tintas para o maior ou menor grau de refinamento (se é que ele existe, só porque há mais cifrões): o princípio é reles.
54. Pessoas que falam por cima das outras (e não ouvem, caramba, não ouvem...).
55. Gente que se apresenta sem apelido em situação profissional ou em entrevistas televisivas de rua. Gente que exibe mesmo quando não é necessário um (ou muitos) apelido que não é mérito seu (porque nenhum é, a não ser que se tenha feito um casamento com esse fito, adoptando o nome do cônjuge - e gabo-lhes a pachorra).
56. Malta que tem opinião sobre tudo. Gente sem opinião relativamente a assuntos sobre os quais deveria tê-la.
57. Não poder fazer praia todo o ano (eu sei que poder, posso, mas vá, com tempo de Verão).
58. Malta que não sabe andar de saltos. Ou treinam ou não andam, que não é obrigatório.
59. Comida sem sal. Comida salgada. Comida sensaborona.
60. Coisas penduradas nos retrovisores.
(há-de continuar)

[Parte I aqui
Parte II aqui]
Parte III aqui
Parte IV aqui
Parte V aqui]

*Ou ódiozinhos de estimação, mas em inglês fica mais fofinho
(Nota: escrevo "ódiozinhos" e não "odiozinhos", o que é assumidamente errado (não há palavras mais do que esdrúxulas, vale?) mas custa-me ver aquele O tão fechadinho, caramba - já o justifiquei perante um anónimo, não poderia deixar de o fazer aqui: é errados e/mas consciente, sim?)

Ajuntamento #29 | Pinceis Preferidos I - Base e Pó

Conforme prometido, e para intervalar com as publicações sobre as minhas paletas de sombras (que já vão na sua quinta edição e ainda vamos a meio do caminho), começamos hoje mais uma saga, esta mais pequenina, sobre os meus pincéis de maquilhagem. Não posso dizer que tenho muuuuiiiitos, mas terei provavelmente mais do que a maioria das pessoas que por aqui passam e certamente muitos mais do que aqueles de que preciso. A questão é que, na vida, precisamos mesmo de muito pouco (comida, ar, abrigo, pouco mais), tudo o resto são necessidades que vamos criando, de tal modo que chegamos a precisar do que é supérfluo - e isso não tem mal algum, como alguns pseudo-intelectuais da nossa praça parecem querer fazer crer (ao menos da boca para fora): o ter não anula o ser, salvo nos casos em que o ser é tão fraquinho que nem precisaria do falso binómio para se desfazer em fanicos.
Serve o intróito para dizer que, como em tudo aquilo de que gosto, procuro sempre mais e melhor: os jeans mais perfeitos, o blusão de pele que é o tal, o verniz vermelho mais perfeito, os scarpins que não tirarei dos pés, a base que assenta melhor, o livro que mais me desafia, a viagem que supera todas as anteriores, o filme que me inquieta, sei lá. No dia em que deixar esta busca, lembrem-me de que morri - e isto a propósito de pincéis de maquilhagem, vão-se lá perceber as voltas que o meu cérebro dá.
Por isso tenho mais do que um pincel (bem mais do que um, para ser honesta) para cada função e gosto de todos os que tenho (pelo menos um bocadinho), porque de outro modo já teriam ido à vida. Mas há uns de que gosto mais do que outros, porque têm melhor performance, porque se adaptam melhor às minhas necessidades, porque sim. E é isso que vos venho mostrar: primeiro, os pincéis que moram comigo e que encaixo em cada categoria; depois, aqueles que elegeria, se tivesse de ficar só com os que amo mesmo de paixão - nunca apenas um, como verão: nisso como no resto, faleceria de tédio se não pudesse variar.
Apresento-vos, portanto, o meu mini-ajuntamento de pincéis de base e pó. (Seguir-se-lhes-ão publicações sobre restantes pincéis de rosto, pincéis de olhos e lábios e, finalmente, pincéis de viagem.) Vamos, assim, a isto que se faz tarde.

Comecemos pelos pincéis que uso para aplicar base. Temos, da esquerda para a direita: Dior | Shiseido | H&M | Kevyn Aucoin | Sigma | Argent Makeup | Nanshy | Zoeva | Zoeva | Real Techniques | Coastal Scents | Kiko | Zoeva | Kiko | ELF

E agora, os meus preferidos - sem prejuízo, mais uma vez, de todos os outros serem utilizados ciclicamente, uma vez que dou todos aqueles pincéis que não uso (que sentido faz guardar aquilo de que não gostamos ou que não nos é útil?:
Dior | Professional Finish Fluid Foundation Brush - Nunca pensei dizer isto (até o comprar, adorava pincéis enormes) mas adoro este menino quando quero  uma aplicação mais precisa da base: na verdade, a densidade das cerdas é muito parecida com a do F80, de que falo já a seguir, mas tem as cerdas mais curtas e fofas. Alás, ganha aos manos Shiseido e H&M justamente por isso (falei dos três aqui). Não é barato (nem sei se os pincéis da colecção Backstage são de edição limitada) mas é um miminho de se ter, mesmo porque é tão preciso que aplica corrector com toda a facilidade.
Kevyn Aucoin | The Foundation Brush - Este rapaz constitui a minha compra mais recente em termos de pincéis de base, é certamente o meu pincel mais caro e vale cada penny que custou. O seu formado arredondado permite aplicar base e esbatê-la ao mesmo tempo e usá-lo é assistir todos os dias a um passe de mágica: "agora vou aplicar base; ai que já apliquei sem dar por isso". Um mimo.
Sigma | F80 Flat Top Kabuki - Este rapaz tinha de contar aqui: é um clássico e, hoje em dia (com excepção da Mac, talvez), todas as marcas de pincéis concorrentes já fizeram qualquer coisa de parecido com este pincel de cerdas sintéticas e densas que, de facto, é um sonho a aplicar base. De resto, "inspirados" nele tenho o Argent, o Nanshy, o Zoeva e o Coastal Scents - e são todos janotas, mas tinha de fazer figurar aqui o original.
Zoeva | 102 Silk Finish - Há quem diga que este pincel é um dupe do F82 da Sigma, mas costumo dizer que quem afirma tais disparates nunca experimentou ou um, ou outro, ou os dois (é o mais certo). Apesar de o formato ser parecido, este menino é muito mais próximo do Buffing Brush da Real Techniques (que não figura aqui porque só o uso para blush e não gostinho nadinha dele para base - disse porquê aqui), mas em bom: as cerdas são igualmente sintéticas mas de algum modo mais firmes, dando à base um acabamento polido que o RT não consegue dar. O meu veio no Rose Golden Luxury Set (mas também se vende individualmente - e falei dele aqui, juntamente com o resto da família.

E agora todos os pincéis que uso para pó finalizador - mais uma vez da esquerda para a direita, temos: Real Techniques | Make Up For Ever | Kiko | Zoeva | Real Techniques | Beauties Factory | Eco Tools | Make Up For Ever | Beauties Factory | Zoeva

E aqueles de que mais gosto para o efeito referido:
Real Techniques | Blush Brush - A verdade é que raramente uso este pincel para aquilo a que a marca o destinou: a aplicação de blush: gosto de pincéis fofinhos para uma aplicação difusa, mas mais localizada - e o diâmetro destas cerdas, apesar de elas serem afuniladas, não ajuda nadinha. Já para pó é bestial, porque agarra-o bem com as cerdas mais compridas e esbate-o lindamente com as mais curtas, permitindo-me aplicá-lo apenas na zona T e até debaixo do olho, para assentar o corrector.
Make Up For Ever | #130 Wavy Powder Brush - Em vez deste MUFE poderia perfeitamente constar aqui o da Real Techniques, já que têm formatos muito parecidos e são igualmente um deleite de passar na cara, de tão fofos. Mas, de facto, para pó são um exagero. Serão perfeitos para quem passa pó em toda a cara, mas eu não o faço - uso-os sim para, sem pó, dar um acabamento final à maquilhagem, de modo a ficar tudo com um ar mais natural, sem linhas visíveis - e beneficio de  uma massagem maravilhosa. (Para este efeito finalizador, uso também o duo-fiber da MUFE, já que sempre perdeu tanto pêlo que jamais me atreveria a usá-lo para base - e foi para isso que o comprei.)
Zoeva | 101 Luxe Face Definer - Tal como o RT, este Zoeva é um dos primeiros pincéis que agarro quando preciso de aplicar pó, exactamente pelos mesmos motivos. (Também o uso para bronzer, quando aplico aplico o produto, o que não é coisa de todos os dias, sobretudo no Inverno, em que ficaria ridícula) - mas falarei nisso na próxima publicação desta nova categoria de pincéis preferidos).
Beauties Factory | pincel de blush de cerdas naturais - Este pincel foi dos poucos sobreviventes de um kit enoooooorme, comprado no eBay, no início deste meu interesse mais exacerbado por maquilhagem (antes disso, tinha meia dúzia - literalmente - de básicos e chegava): sobrou um irmão gémeo deste e um outro de pó, maior, que consta na fotografia mais acima, bem como uma série de pincéis de detalhe/lábios. Gosto dele porque é pequenino mas muito fofinho, no sentido em que as cerdas são flexíveis, e permite-me aplicar pó com uma precisão incrível (e às vezes é mesmo só nas laterais do nariz e debaixo dos olhos).

E nesta categoria estamos conversados. Qualquer dúvida sobre algum dos pincéis dobre que não falei, já sabem: perguntem. Boa? (Também podem googlar a coisa, se forem tímidos e não vos apetecer ler os meus bitaites, é legítimo e seria a minha opção.)

domingo, 17 de Agosto de 2014

Guilty Pleasures - afinal são duas dúzias


13. Adorar as lasanhas pré-cozinhadas do Pingo Doce e do Continente (não as congeladas, as que estão no frio). E gosto de as comer da couvette, à colher. (Eu sei, eu sei...)
14. Usar pulseira no tornozelo quando estou de férias, fora do Porto. (Deslarguem-me, vá.)
15. Comprar porque me faz feliz e não porque preciso.
16. Comédias românticas.
17. Um bocadinho de pão na manteiga. Comer só a côdea da broa, ainda estaladiça.
18. Apanhar sol nas horas de tosta. (Com SPF alto, em minha defesa.)
19. Ouvir conversas alheias (de perfeitos desconhecidos; já as de conhecidos, estranhamente ou nem por isso, interessam-me pouco, se não me dizem respeito.)
20. Duches de duração pouco ecológica.
21. O iPhone. Não passo sem um aparelho que achava, há quatro anos, ser para quem não tem o que fazer ao dinheiro (era esta e aquela conversa do o-telefone-é-para-telefonar-e-fazer-chamadas - silly me...).
22. A secção de livros técnicos da Fnac (enfeiro tudo o que sai da minha área de investigação e o que nem por isso, só pela leitura do índice e contra-capa. Obviamente, nem sempre sou bem sucedida em absoluto, mas tenho conhecido coisa giras).
23. Comer feijoada sem feijão (só as carnes, o molho e pão).
24. Ficar sempre mais não sei quantos minutos na cama, a achar que nesse dia se vai dar um milagre e vou conseguir arranjar-me em cinco minutos. (E não aprendo, apesar de o milagre nunca se ter dado.)

[Rubrica encerrada, que esta nem sequer era para ter sequela.]

Garnier | Os after sun Ambre Solaire

Muito rapidamente e porque ainda há quem esteja de férias e potencialmente venha a precisar de mais um after sun ou outro, aqui ficam as minhas impressões sobre os da Garnier, que comprei ainda na Primavera, numa altura em que o Pingo Doce estava a fazer uma promoção leve-dois-pague-um. Não é meu uso comprar solares de supermercado (por nada em especial, só porque me sinto mais confortável, hoje em dia, com outro tipo de produtos, embora tenha usado os Nívea durante toda a adolescência e, depois, os Garnier e L'Oréal e sempre funcionaram bem), mas achei que o preço era muito bom para ser desperdiçado. Vai daí, trouxe dois Golden Touch - Shimmering Hydrating Lotion Enriched With Monoi Oil (e dei um à mãezinha) e dois Após Sol - Leite Rico Reparador Com Extracto de Cactus (o facto de um produto ter a designação em inglês e o outro em português ultrapassa-me em absoluto mas também não é determinante, vá.
Neste momento, tendo acabado o Golden Touch e estando a meio do azulinho, escrevo esta entrada para que me recorde, para o ano, de que o barato as mais das vezes sai caro (nem sempre, como já dei conta sobejas vezes, por aqui) e voltarei aos meus Collistar e Pizz Buin do costume (também gosti muito de um da Avène, no ano passado) mal acabe esta epopeia (porque detesto ter em stock produtos de que não gosto e, por isso, tento que sejam os primeiros a ir-se).
Então é assim: o da hidratação espectacular com shimmer, que eu julguei que fosse dar um acabamento iluminado (era possível, de o glitter fosse estupidamente fininho), tem partículas tão visíveis de glitter que só saio com aquilo à rua no corpo  em caso de incêndio ou tragédia similar. O que tenho feito é, num frasquinho daqueles comprados na Primark ou na Sephora, misturar uma dose desta coisa amarela purpurinada com dose igual do meu hidratante corporal em uso (o Suppléance Corps da Uriage) e assim lá consegui despachar o frasco, muito a custo - mesmo porque não o acho nadinha hidratante, e atenção que a minha pele do corpo é normalíssima, nada seca.
Já o azulinho é mais simpático: é refrescante, acalma a pele depois de umas horas ao sol (eu não sofro de escaldões mas uma pele que esteve ao sol e em contacto com a água - do joelho para baixo, que ainda não me atrevi a mergulhar cá em cima) mas, mais uma vez, não é tão hidratante como eu gostaria, pelo que uma pele seca jamais se satisfará com ele - a minha fica normal, mas eu gosto de a nutrir com o Suppléance, dia sim, dia não, só para garantir a coisa. De resto, o melhor pós-solar que podem dar ao vosso corpo é um produto estupidamente hidratante, para que a pele não escame - é que isso fará com que o bronze por que trabalharam com tanto afinco se vá num si, porque é justamente a pele morena que esfarela.

Portanto, querida Garnier, não posso dizer que foi um prazer, mas valeu o esforço.

sábado, 16 de Agosto de 2014

Experiência sociológica ao sol


Experimente-se ser das primeiras (do turno dos vespertinos) a chegar a um desses areais onde, daí a umas horas (aí pelas 14h30, mais coisa menos coisa) começa a chegar todo o tipo de agrupamentos (para além das pessoas sozinhas, mas essas dificilmente constituirão bom objecto de estudo, salvo se forem daquelas que se pespegam ao telefone a tarde toda e falam numa altura decente para que a vizinhança - eu - oiça).
Aproveite-se o tempo em que se está de papo para o ar e não dá jeito ler e oiça-se. Com atenção e em stéreo (para quem pode). Os de pior memória levem um caderninho.

Há ali material para uma infinidade de abordagens. Só hoje, em cerca de três horas, tive:
- o casal de meia idade que deu dinheiro aos filhos para irem de férias com os amigos, ficando eles confinados à Invicta; estiveram pegados a tarde toda, forte e feio.
- as duas amigas trintonas (no máximo, no início dos quarenta) e giras, que trazem um bronze de meter nojo a branquelas e os filhos pré-adolescentes à tiracolo: um magrinho, vai ser um galã; outro talvez se faça lá mais para os vintes; curiosamente, o líder era o gordinho, apesar de ser uma nódoa no vólei que tentou jogar (com a mãe, porque o outro garoto não quis passar vergonhas).
- o conjunto de três mães e três filhas, as primeiras nos cinquentas, as últimas nos trintas, todas com a mesma cor de pele e cabelo (tudo ali pelo dourado escuro) e igual micro-tamanho de biquini (mas desigual tamanho de banhocas a suspirar por mais espaço), cuja conversa era tão desinteressante que nem eu aguentei.
- o casalinho que esteve sempre debaixo do guarda-sol e a quem tive vontade de mandar para o motel mais próximo, que a areia é um incómodo e há-de haver um limite para o grau de alienamento que a paixão provoca (mas eles estavam ainda muito longe - do limite, quero dizer.).
- o grupo de amigos trintões, todos comprometidos e com conversas muito familiares, mas sem as caras-metade presentes; o último a chegar foi o primeiro a ter descendência: uma menina de meses, que derreteu os homenzarrões e andou de toalha em toalha;
- os eternos grupos de adolescentes (já a roçar a adultez, ao menos no BI, ou já nela), de índole variada: os que têm a mania que jogam vólei/ futebol/ futvólei (ou uma coisa que nem eles sabem o que seja) e têm de ser corridos porque eu sempre fui íman para bolas na praia; os grupos de casalinhos que agem como se fossem superiores aos outros; os outros, que ainda não são casais mas gostavam de ser e acham que os anteriores estão efectivamente num degrau acima; os só masculinos ou só femininos, que passam a vida a controlar os de género oposto...

Passar o dia na praia não é só ócio, é também um manancial de projectos de trabalho, para quem se interessa por esta coisa de ser humano. (P.S.: se se rumar ao Parque da Cidade para terminar o dia entre amigos, para comemorar mais uns 41, a coisa já não dá para a observação, mas fica-se com um dia daqueles em bom gravado.)
Maravilha.

Unhas da semana #43 | Kiko, Estée Lauder e Dior

Esta semana, uma mescla de marcas de de tons.

Estreei o #525 da Kiko, comprado recentemente, um azulinho-céu de fundo cinzento e ar perolado muito bonito, que adorei ver nas mãos mas não nos pés - não por causa da cor mas porque se trata de uma fórmula nada simpática para as rídulas que as minhas unhas dos pés fazem (não todas, algumas). A maior parte dos vernizes disfarça-as, este (e outros, sobretudo de tons mais pastel) salientam-nas, pelo que não voltarei a usá-lo na pedicura. Ficou opaco em duas camadas, e portou-se muito bem em geral.

O #17 Fuchsia Flame da Estée Lauder é assim a modos que um verniz que era capaz de usar dias a fio, se eu conseguisse repetir cores amiúde. Saiu na Primavera de 2011 e foi comprado nos últimos saldos, a preço simpático: é um rosa vivo muito próximo do vermelho, que fica lindo em qualquer tom de pele, mas brilha sobretudo quando já se morenou. A fórmula, como já disse repetidas vezes é, sem margem para dúvidas e juntamente com a Anny, a minha preferida em termos absolutos: nenhuma marca é tão opaca à primeira camada ou resiste tanto como estas.

O #602 Lime da Dior é já um velho amigo (mentira, é o segundo Verão que faz, foi-me oferecido no Natal de 2012) que adoro de paixão. Depois dos verdes-menta, que já não aguento, virei-me para estas tonalidades menos vistas (mesmo porque este rapaz nunca chegou a vender-se por cá), com fundo mais amarelado (e há que ter cuidado porque alguns tons podem passar um ar adoentado), que adoro com a pele morena ou nem por isso.

Para a semana há (certamente) mais!

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Filmes #42 | Labour Day & The Immigrant


Labour Day (2013), inabilmente traduzido como Um Segredo do Passado (!), não sendo um filme daqueles que são da vida, é coisa muito aprazível de ser vista. Trata a estória de uma mulher abandonada pelo marido (que entretanto construiu uma nova família), depressiva e com um filho pré-adolescente (que toma conta dela com uma maturidade rara), cuja vida dá uma volta de 180 graus quando um dia, se vê compelida a dar boleia a um fugitivo de uma prisão próxima que, no espaço de um fim de semana prolongado (e daí o título original)  lhe devolve a vontade de andar por cá (porque às vezes é só isso: a espoleta que está onde menos se espera e pode ou não chegar a tempo de salvar quem parece, afinal, já morto-vivo). A crítica não foi meiga com este filme estreado no Festival de Toronto (lá está, só por isto vê-lo-ia, que aquela gente não selecciona qualquer coisa) mas, que diabo, os actores são bons (dizer que Kate Winslet é boa actriz é quase pecado, que aquilo é mulher que até com um piscar de olhos faz arte; e mesmo Josh Brolin, no papel do que parece o de um previsível machão, está muito credível quando assume o seu lado mais carinhoso e feminino) e a forma como vamos conhecendo o passado daqueles dois seres (e daí o inspiradíssimo título em português) muito bem encaixada . Ok que o final é um nadinha delico-doce de mais para quem gosta de outro género de cinema, mas não é por aí. A ver, sim senhores - porque até podemos tomar a lamechicezinha como o final que o filho gostaria que e trama tivesse e não o fim que a trama teve (e, desta perspectiva, tudo muda).

The Immigrant (2013), recentemente chegado aos cinemas, conta a estória de duas irmãs polacas católicas, Ewa (Marillon Cotillard) e Magda, que chegam a Nova Iorque de barco, em 1921, fugidas da pobreza de uma Europa devastada pela guerra e em busca do sonho americano. Contam ser albergadas por uns tios que lá moram, quando uma série de revezes lhes transtorna os planos: Magda, com indícios de tuberculose, fica retida em Ellis Island e Ewa, acusada de comportamento imoral durante a travessia, corre o risco de ser deportada. E é aqui que surge Bruno (o sempre intrigante Joaquin Phoenix), uma espécie de empresário teatral cruzado de chulo, que a "salva" da situação ingrata, recolhendo-a e prometendo-lhe cama e trabalho. Claro que (está bom de ver) o emprego rapidamente passa de uns trabalhos de costura para actuações de tipo cabaret; evidentemente que, por meio da pressão psicológica, Ewa é incitada a prostituir-se de modo a ganhar mais dinheiro, por forma a pagar os cuidados médicos da irmã e, em última análise, libertá-la e trálálá. Mas há mais do que isso: à partida, tudo indicaria Bruno como o vilão e Ewa como a vítima - e não deixam de sê-lo, não é isso. O que acontece é que a dada altura, no entanto, foi claríssimo para mim que Ewa tinha a sua dignidade, a sua crença, os seus valores a escudá-la da realidade que não quer viver; já Bruno é um desgraçado que controla não sei quantas mulheres mas mal sabe de si - e o final é algo inesperado (ou foi-o, para mim) e agradou-me. O resto é uma Nova Iorque de há cem anos muitíssimo bem esgalhada: até as cores (tudo parece ter um tom de sépia), o guarda-roupa - tudo está bem pensado. E, ainda assim, há algo (ou não há, é mais isso) em The Immigrant que me fará esquecê-lo a breve trecho. Só não sei exactamente o quê.