quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Espírito de Clã

[Não, não foi o SLB que inventou e significa "de todos um" - ou "um por todos e todos por um", na versão contemporânea.]


O conceito não é de todo meu (é da A. com quem partilhei a faculdade mais o resto da vida que vinha agarrada) mas a ideia do 'espírito de clã' tornou-se nossa (e do F.) e consistia mais ou menos nisto: nos "nossos", quem quer que os nossos fossem, ninguém mexe. Ou mexerá, mas mexer com um nosso é mexer connosco - e, nestas como noutras coisas, tudo é menor, em prol da defesa de um dos nossos, que afinal somos nós (porque há valores maiores do que todos os outros, que nos definem): saltamos para o ringue e a defesa do nosso é a da nossa própria pele.
Mais: os "nossos" não estão necessariamente pré-definidos e podemos descobri-los em qualquer altura: na rua, na televisão, num filme - porque há identificação, passa a haver um nós com que ninguém se mete, que a pessoa vira bicho.
Ainda hoje, não admito a terceiros que digam mal de um "dos meus", mesmo que seja alguém com quem trabalho e por quem não morro de amores. Se é um dos meus, em certa medida e seja em que medida for, ninguém de fora o ataca que eu não deixo, ponto; atacá-lo-ei eu, depois, se for caso disso, mas para fora somos um clã.
Talvez porque use a regra em todas as facetas da vida, fujo das equipas onde é cada um por si e ninguém se atravessa por ninguém. Acho lindo e modernaço, para quem gosta do género, bato muitas palminhas pelo culto do individualismo, se este servir proficuamente quem o professa, mas afasto-me de fininho e a toda a brida - de resto, tendo a gostar pouco de equipas porque raras são as que se dão ao trabalho de merecer o nome.
Eu cá, que sou antiga, gosto de saber que os outros fazem por mim o que eu faria por eles, mesmo que eu não precise de defesa: a atitude, por si só, basta-me - e tenho, como toda a gente, tido surpresas fantásticas e algumas menos boas, sendo que me esqueço destas com dificuldade mas muito empenho, porque há coisas que não me interessa registar.  Deve ser a sensatez da PDI a dar sinal.

Como é que dizia o Luther King, que toda a gente adooooora de paixão pela força e coragem mas que poucos têm os tomates a capacidade de imitar justamente nas caracteríisticas que mais admiram? Qualquer coisa como: o que me assusta não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons - que comece, cada um de nós, a fazer por si o que advoga para o mundo (e prometo que esta porcaria toda dá uma volta para melhor).

Removedores de verniz

Hoje venho só mostrar o meu exército especial e definitivo no que toca a removedores de verniz - até ver, claro: não ando no mercado em busca de nada, mas se me constar que há melhor, e quando puder voltar às compras (seja no final do ano de provação, seja quando se me acabar o stock), evidentemente que o testarei. Para já, e porque quase tudo quanto há por aí (e foi capaz de me despertar a atenção) já me passou (literalmente) pelas unhas, estou em condições de mostrar os produtos que uso regularmente para remover as cores com que as decoro, de dois em dois dias.

Comecemos com o removedor tradicional, que compro em tamanho gigante (que me dura cerca de dez meses): falo do Dissolvant Doux Sans Acétone da Peggy Sage, que uso para remover o que resta nas unhas depois de utilizar os que se seguem, porque sinto que nunca fica tudo absolutamente tirado. Também é o que uso, no Verão, para as unhas dos pés (não o coiso da Sephora não me convenceu) e adoro-o: é suave mas eficaz e tem um aroma muito agradável e nada invasivo. Para não andar com aquele calhamaço de quase meio litro, tenho a embalagem pequena, de 68ml, que vou reabastecendo.

Já para a primeira e quase absoluta remoção de verniz, uso sempre os frasquinhos com esponjinha: a Sephora lançou a coisa, felizmente foi-lhe tudo atrás, mas eu mantive-me fiel ao original (nunca gostei do Bourjois ou, mais recentemente, do L'Oréal) até a Kiko lançar a sua versão que nunca mais larguei e tenho sempre em stock: o Fast & Easy Nail Polish Remover da Kiko é o meu mais usado removedor de verniz - mas confesso que, de quando em vez, o traio com o  Bain Dissolvant Doux Sans Acétone Twist And Remove da Peggy Sage, que é mais caro mas vale a pena (não digo sempre, porque a diferença de preço ainda é de uns 2€, mas pronto), porque a esponja, sendo mais densa e "apertada", faz com que a remoção seja ultra-rápida. Claro que tentei rentabilizar a coisa fazendo um daqueles DIYs que toda a gente gaba quando um dos frascos pereceu: lavei a esponja bem lavada, voltei a encher o frasco com o mesmo produto, recoloquei a esponja e... nada feito, metade da performance vai à vida porque a esponja perde qualidades. Voltei aos Kiko, portanto. [Adenda: há dias vi, na loja, um novo removedor da Kiko, anunciado como sendo "sem acetona": será o próximo a comprar mas confesso a minha perplexidade, já que estava convencida de que o que sempre usei já não tinha acetona, sem nunca sequer lhe ter lido o rótulo. Esperta, eu - e, afinal, ainda gosto mais do Peggy Sage.]

Finalmente, o produto que renovou a minha esperança em utilizar vernizes com glitter sem consciência pesada (porque removê-los pode ser um pesadelo e estragar as unhas): o Instant Nail Polish Remover For Glitter da Sephora, de que falei aqui, porque tem incorporada uma "esponja" mais abrasiva, acaba por ajudar muitíssimo na remoção mesmo dos glitters mais chatos - e este, definitivamente, vou reaproveitar, só porque aquela esponja mais grossa não ficará mole só por ser lavada.

Eis, portanto, o meu pelotão, que podem adquirir nas lojas Kiko e Sephora e, no caso da Peggy Sage, ou esperam pelas Expocosméticas da vida (não é coisa a que tencione voltar tão cedo, confesso, apesar do belíssimo enfeiranço do ano passado) ou podem comprar segundo o que digo aqui.
[Acresce que tenho sempre um frasco de acetona "gentil" para limpar os excessos com uma cotonete, só porque a acho mais eficaz nessa função.]
Essas unhas sempre perfeitas, está bom? Então vá.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Gostar de futebol e ter neurónios: sim, é possível.

"Listen Very Carefully: I Shall Say This Only Once"* | 22 pontos nos ii

[* a quem não percebeu o título nem recorda isto com uma gargalhada: há um grande buraco na vossa vida.]

Não me vou alongar em considerações nem voltar a este assunto: falarei disto uma vez, num único post, para que remeterei sempre que alguém menos perspicaz me venha com a conversa que me tem invadido o blogue e o facebook (o verbo "invadir" corresponde ao meu dramatismo a entrar em cena, que volta e meia também apetece), sobretudo desde que anunciei as últimas parcerias do blogue. Ora vamos lá a isto - e por pontos, para ser clarinho e não dar grande lugar a duplas interpretações em que alguma gente é versada.

1. Criei este blogue em Outubro de 2012 porque não sei viver sem escrever: para mim, para os outros, para quem aparecer, tanto em termos profissionais como por puro hobby.
2. Quando comecei, não fazia ideia sobre que matérias iriam versar as minhas publicações e daí o espectro alargado do título.
3. Acabei por falar mais sobre maquilhagem e beleza porque, sendo áreas de que gosto, são mais fáceis de fotografar e de referir do que roupa e sapatos e acessórios - o que me permitiria manter o semi-anonimato de que não prescindo e foi uma escolha ponderada.
4. Se ter cem visualizações por dia já me parecia uma loucura, de início, ter três mil parece-me absurdo, mas muito bom.
5. Sempre soube que, se um dia, tivesse de escolher entre aqui o estaminé e o resto da vida, nem hesitaria: a minha carreira não poderia estar mais longe destas temáticas e ela é a minha verdadeira paixão (e fonte de rendimentos, olhem a sorte que tenho).
6. E, no entanto, dá-me imenso prazer manter o blogue, arranjo espaço para ele todos os dias e tenho um ritmo de trabalho, aqui, tão sério como nas coisas que me dão dinheiro a ganhar, só porque não gosto de me meter nas coisas pela metade.
7. Desde muito cedo manifestei surpresa e repulsa pela forma como alguns blogues são geridos: não gosto da forma como não se é claro quanto aos produtos que se recebem, não aprecio a ideia de posts patrocinados camuflados, e detesto (muito, muito) apreciações do género eu-gosto-porque-é-giro-e-fica-me-bem.
8. A minha forma de lidar com isso é deixar de ler os ditos e, sempre que me passa algum pelas mãos cujo conteúdo acho gritante, manifestar, neste espaço, aquilo que considero ser falta de ética - e que me leva a pôr de lado a hipótese de comprar o que quer que seja que se tenta vender assim.
9. Ainda a este respeito, há um punhado de excelentes blogues em Portugal, escritos sobre especialistas de beleza (dos a sério) que não têm metade das borlas e que escreveriam apreciações muito mais abonatórias da ética das marcas que se prestam a ser assim apreciadas - mas essa é a minha opinião, não a das marcas, pelo que me limito a sabotá-las, não as comprando.
10. Nunca  foi meu objectivo (como continua a não ser) ter parcerias com quem quer que fosse, porque nunca me levei a sério neste campo - mas, um dia, a coisa aconteceu: estávamos em Janeiro de 2014, a Face Colours aceitou as minhas condições e estabelecemos, desde então e até quase o final do mesmo ano, uma parceria que consistia na apreciação de produtos que me eram enviados mensal e aleatoriamente, escolhidos pela responsável pela loja, para apreciação. Simultaneamente, havia um desconto de 20% para os leitores deste blogue (e para a autora também), sendo que esse ainda se mantém, tanto quanto sei.
11. Curiosamente, esta parceria nunca causou frisson ou desconforto em quem quer que fosse - giro, não é?
12. Durante os dois anos e meio de vida de este blogue, recusei parcerias que não estavam dispostas a aceitar as minhas condições, a saber: (i) revelar sempre a proveniência dos produtos, porque gosto de destrinçar o que comprei do que me foi oferecido (por lojas, por amigos, pelo diabo em pessoa); (ii) poder emitir uma opinião sem salamaleques e falar do produto com o mesmo à vontade como se tivesse sido comprado por mim.
13. Nunca procurei nem procurarei uma única parceria: aprecio-as mas nunca precisarei delas para manter o estaminé no activo (e, no dia em que precisar, fecho-o, porque já nada terei a dizer): as propostas chegam-me, eu aceito-as ou não e dou conta delas a partir do momento em que passam a existir, para que se acompanhe o processo com clareza. A maioria delas são recusadas com clareza: agradeço mas não estou interessada.
14. No início deste ano aceitei mais três parcerias, porque todas cabiam nas minhas condições, a saber (e por ordem de chegada): La Palomera Farma, ArtDeco e Kitchen Make Up Boutique (conforme anunciado atempadamente).
15. Desde então, tem sido o descalabro: já fui acusada de incoerente; de, mesmo em relação à Face Colours dar "uma no cravo e outra na ferradura" porque "às vezes gostava das coisas e outras nem por isso" (o que, pelos vistos, não é correcto e revela coisas para além do simples facto de eu às vezes gostar das coisas e outras não), já me atiraram com a ideia de que a parceria com a Kitchen era uma farsa porque me enviaram coisas de que eu gosto (sabem mais do que eu: nunca as testara pelo que não sabia que gostava), já me disseram que eu tenho é inveja das pessoas que critico e quero ser como elas (tenho de confessar, o meu sonho sempre foi receber borlas, mentir/omitir e fazer de conta que comprei o que recebi à pala e, sobretudo, escrever mau português) e que o que eu quero é viver à conta disto.
16. Isto tudo seria hilariante (e possível caso de estudo) se não revelasse, sobretudo, uma enorme incapacidade para a leitura (eu percebo, são muitas letras e pensar dói) e uma forte tendência para ver os outros à luz de si mesmo: que as pessoas achem que eu sou o oposto do que defendo, só porque sim, não é só retorcido, é preocupante  - e explica muito do estado a que chegámos, enquanto sociedade.
17. Também fui acusada de me achar "moralmente superior", sendo que o que a pobre que escreveu semelhante queria dizer era "eticamente superior" (insiste-se em confundir coisas diferentes, não entendo), mas vá, não se pode exigir o céu de quem tão depressa manda mensagens de elogio capital (e compra TUDO o que eu acho bom, mesmo sem o saber usar, enviando fotografias sucessivas das aquisições, tipo stalker) e, logo depois, nos acusa do que lhe chega à cabeça confusa. Avancemos.
18. Tenho as parcerias que tenho e não ganho um chavo com elas: recebo produtos para testar e digo o que penso sobre eles (com todo o pormenor - é o mínimo!) - esse é e será o negócio (mais uma vez, cada um define os limites do seu e os meus são estes).
19. Sou anti-sorteios (repito: EU não gosto de jogos de azar e eu própria não participo deles porque tenho mau perder: não jogo em euromilhões nem participo em coisas que não dependem da minha prestação) e não granjearei "likes" desse modo (nem de nenhum outro que não seja a vontade das pessoas que têm a amabilidade de me seguir só porque me querem ler): se um dia me apetecer oferecer algo a algum leitor, oferecerei, por algum motivo, e não de modo aleatório.
20. Não tenho quaisquer planos no sentido de ser blogger profissional ou semi-profissional ou o caraças (sem qualquer demérito para quem é, deve ser uma profissão gira que se farta - pois se eu a pratico por desporto e sem contrapartidas para além da troca de cromos com a malta...) nem de ganhar notoriedade com isto: recuso-me a participar em eventos como blogger e, não sei se já deram por isso, não promovo a minha imagem ou o resto da vida com o estaminé (nada contra, mais uma vez, mas eu não o faço, só porque a minha carreira não passa por aí).
21. Só para que se veja ao ponto a que isto chegou, leia-se o primeiro parágrafo deste post, em que explico por que gosto da Júlia Petit e continuo a segui-la (é das poucas, de resto). Agora atentem no comentário que um inócuo (e claro, creio) parágrafo como este pode desencadear. Cito: «Mas afinal não tens uma profissão que adoras?? E isto da "chafarica" não era só por hobbie [sic] e amor à beleza? Afinal é para ganhar dinheiro, produtos e outras coisas como as outras que criticas? Não gostei. Fiquei desiludida porque achei que eras diferente!» (Maravilha, não? Pois.)
22. Ao dia de hoje e desde que abri o estaminé, a minha forma de estar na blogosfera é esta. Se um dia mudar de ideias, darei conta disso, boa?

Ponto final.
Parágrafo.

E agora vão para dentro e não se constipem, que anda aí um vírus tramado (bem menos perigoso do que o da parvoíce, mas ainda assim.)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Guerlain | O primer de lábios KissKiss Liplift

Se há pessoa capaz de me vender o que quer que seja, é a Júlia Petit: foi a primeira youtuber por que me interessei, foi com ela que aprendi a maquilhar-me sozinha e a inventar de acordo com o que me apetece e fica bem (sem regrazinhas idiotas, para além das do bom senso e juízo auto-crítico), foi ela quem me mostrou que é possível fazer carreira nestas coisas das redes sociais, escrevendo sobre moda e beleza sem perder o humor ou a pessoalidade.
Ainda hoje, os vídeos dela são os únicos que não perco, porque aprendo sempre qualquer coisa, seja sobre um produto, uma técnica ou uma forma de pensar - porque a mulher para além de ser uma quarentona gira, tem neurónios e um humor refinadíssimo.
E foi ela quem me mostrou este primer de lábios da Guerlain, o KissKiss Liplift Smoothing Lipstick Primer, aqui há já muitos meses: até nisso me revejo nela, porque usa o que quer que seja muito, muito, e depois farta-se, sendo que há produtos a que se mantém fidelíssima. (Acho que já deu para perceber que, hoje em dia, há muito poucas opinion makers, nesta coisa da maquilhagem e beleza, em quem confio - sendo que a Julinha é uma delas e, provavelmente, a primordial, não apenas porque sabe do que fala mas porque há cérebro e personalidade própria para além do glitter.)
Assim, quando a vi usar este KissKiss LipLift da Guerlain, um primer de lábios que é suposto apagar ligeiramente a cor dos lábios, por forma a salientar e a não condicionar a cor de batom que se vai usar, aproveitei uma ida à Sephora e trouxe-o para morar comigo - isto depois de saber, pela Muito Pipi (uma das minhas bloggers portuguesas favoritas) que a coisa até se vendia em Portugal e tudo, porque eu convencera-me de que não e nem sequer procurara.

Bem sei que a Mac tem qualquer coisa de similar, da linha Prep+Prime, mas aí está outra marca com que tenho uma relação de amor/ódio: gosto muito de umas coisas, acho outras muito pouco interessantes e acabei por preferir gastar mais e agir de acordo com a recomendação.
E o que temos aqui, dentro de uma embalagem absolutamente extraordinária - mas não para a Guerlain, já se sabe - é um produto sob a forma de um batom, que se aplica como um batom e que deixa uma fina película, de textura cerosa mas não escorregadia, que agarra aos lábios neutralizando-lhes o tom (não em absoluto, pelo menos não numa camada fina, mas eu dispenso mais) e fazendo com que o batom que se usa por cima dure muitíssimo mais. E dizem bosselências: mas não lograrias o mesmo efeito com um lápis de lábios transparente? Com certeza, respondo eu, ao menos no que toca à fixação, porque o lápis de lábios é transparente e não produz aquele efeito apaga-lábio. Então e se for um lápis de lábios normal, da cor do batom? Aí apanharam-me: o efeito é o mesmo, no sentido em que há uma primeira camada de cor, dada pelo lápis, que "apaga" a cor dos lábios, preparando-os para o batom, com a vantagem de ser da mesma cor.
Mas, caramba, se eu nunca tivesse comprado este produto não poderia estar aqui a falar nele: a verdade é que é coisa muito prática e, ainda que não seja de todo indispensável, é um luxozinho muito bom de se ter no ajuntamento e de aplicar de quando em vez, para não desperdiçar.
O Kiss Kiss Lipslift Primer custa cerca de 32€ nas perfumarias do costume.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O mundo da beleza e 5 cenas que eu não apanho

(imagem daqui)

1. Se a ideia é (sempre, pelas alminhas!) comprar uma base exactamente da cor da nossa pele (apenas para uniformizar a cor), por que diabo é que a malta insiste em aplicar base no pescoço e orelhas, se estes não tiverem manchas ou descolorações, "para que não se note o risco onde acaba a base", acrescentam, em jeito de esclarecimento? (Só fará sentido se se fizer auto-bronzeador sem ter em conta o rosto ou se a cor da cara for completamente diferente da do pescoço e colo, o que nem sequer é o caso da maioria.)
2. Por que é que algumas youtubers nacionais se referem à YSL como "uaiésséle"?
3. Se temos todos caras diferentes, narizes diferentes, gostos e necessidades diversos, como é que alguém acha que pode dar lições universais de modelação de rosto? (Havia de ficar linda, com a ponta do nariz iluminada, eu.)
4. Do mesmo modo, os produtos de skincare: sinto que sou a única totó que não sabe aconselhar coisas a peles que nunca vi e não consigo achar que as peles secas sejam todas iguais ou que as oleosas precisem todas do mesmo?
5. Make Up Revolution?? A sério que a malta está toda louca por uma marca que é o Fernando Pereira da maquilhagem, vivendo de imitar (mal) tudo o que os outros inventam? (Nada contra os produtos, nunca experimentei um que fosse - mas só o farei quando a marca for ela mesma.)

Pronto, era mesmo só isto.

Essence Soo Glow! | Um iluminador BB&B

Trago hoje perante bosselências um produto que me surpreendeu estupidamente muitíssimo, sendo que o comprei um bocadinho naquela do vamos-ver-o-que-isto-dá-e-se-correr-mal-não-é-grave: comprei o Soo Glow! - Cream To Powder Highlighter, da Essence, na cor #10 Look On the Bright Side (havia uma outra, nesta colecção de edição limitada, a #20 Bright Up Your Life, mais rosinha). Foi uma compra algo à maluca que fiz na Primor, no sentido em que nada lera ou ouvira sobre o que estava a mandar vir e que, no fim de contas, veio a revelar-se bem asisada porque os três produtos que comprei da Essence são surpreendentemente bons (e já estou a adiantar-me, mas não faz mal).


A cor que escolhi é um pérola que tem um reflexo magnífico (como as fotografias abaixo vos darão a observar - e repare-se que mesmo na de baixo, à direita, no rescaldo de uma crise reactiva que me deixou a pele encarquilhada ali junto ao olho, este menino porta-se bem) e, como a nomenclatura adiante, um acabamento cream-to-powder, o que será provavelmente a pior das suas características, se não percebermos desde logo como funciona. A verdade é que tendo a aplicar iluminadores em creme com os dedos (deixo o pincel para os líquidos e os em pó) só porque acho que o calor da mão ajuda a espalhar a coisa com mais naturalidade; neste caso, é imperativo que se o faça, porque o Soo Glow! seca com uma velocidade louca (ao menos no Inverno, ainda não passámos um Verão juntos) e, se nos pomos como mariquices, já não lhe conseguimos mexer. Outro alerta: o segredo é aplicar o produto com batidinhas, um nadinha de cada vez, construindo a intensidade até que se esteja satisfeito, porque se esbatemos demasiado, ficamos com nada (de resto, acontece o mesmo com o iluminador da paleta Shade and Illuminate, do Tom Ford). A sua textura cerosa pede que esfreguemos o dedo contra a superfície, o que a aquece e nos dá ali uns segundos de folga para o aplicar - talvez uma Beaty Blender também funcione e reproduza o mesmo efeito mas neste caso, vá-se lá saber porquê (odeio sujar os dedos quando me maquilho) vai mesmo à mão.
O resultado é um reflexo bonito, entre o pérola e o champanhe, com uns micro-brilhos dourados, por apenas 3,59€ por 4g de produto (o que é bastante bom), que não vão a lado algum, uma vez aplicados e assentes, e funcionam lindamente para o que custaram.
Olho atento para estas marcas mais baratuchas, é o que vos digo: às vezes, saem-nos perfeitas pérolas - e a maioria é de edição limitada.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

António Zambujo no Coliseu do Porto

Vamos dizer assim: eu queria tanto assistir a este concerto que comprei os bilhetes com mais de quatro meses de antecedência, mal o António Zambujo anunciou a data, em Outubro último. Não que eu não esteja já careca de o ver em palco, mesmo porque esta nova geração de cantautores brilhantes que nós temos fazem carradas de colaborações: foi com os Deolinda, com o Miguel Araújo na Casa da Música e, mais recentemente, no Coliseu; foi também no Coliseu, num espectáculo a duas vozes com a Ana Moura - e será, basicamente, sempre que ele vier para estes lados. Mas, caramba, estava a faltar uma coisa em nome próprio, um espectáculo só seu, mesmo porque, sendo eu admiradora do homem desde quando só o ouvia referido pelo Miguel Araújo (que também era Jorge, nesse tempo) e ninguém conhecia um ou outro, apetece-me sempre ouvir muita coisa desta gente genial que temos por cá (e que o mundo tem por lá, porque muitos são reconhecidíssimos além fronteiras - e Zambujo é um dos casos mais flagrantes).

Ainda por cima, o homem nasceu para estar no palco: não há ali timidez ou comunicação titubeante, só sentido de humor e uma capacidade de agarrar o público com o charme que destila por todos os poros. E depois há aquela voz: ímpar, possante, brincalhona, que nunca se repete, que reinventa cada compasso e desafia a memória auditiva de quem, como eu, lhe conhece os discos de trás para a frente e da frente para trás. 
Evidentemente, é-me muito difícil eleger momentos da noite, porque todos foram bons mas, se me obrigassem, sob tortura, destacaria uma interpretação divina, acompanhada só com viola, da 'Valsinha', do Chico Buarque, e este 'Foi Deus', a capella - coisa de arrepiar.




Outro momento absolutamente genial foi quando Zambujo puxou das suas costelas alentejanas (que são mais do que as minhas, só tenho metade - por parte de pai) e se fez acompanhar dos irmãos Bernardo e Eduardo Espinho e do Grupo coral de Vila Nova de São Bento - numa performance similar a uma outra, nas festas de Lisboa, mas que a que assisti via televisão - e não é, de todo a mesma coisa. Para mim, o Cante Alentejano é assim uma espécie de gospel, mas em bom: emociona-me, arrepia-me, deslumbra-me - e foi um prazer verificar o entusiasmo com que o Coliseu recebeu aquele punhado de músicas, de que escolhi uma, para registar em vídeo (com a falta de qualidade do costume, já se sabe).



Também houve lugar às colaborações de sempre: Miguel Araújo estava na segunda fila, como eu (de resto, para além de nós, só havia Azeitonas & Amigos na zona ímpar da fila 1) e foi num instantinho que subiu ao palco para cantar 'Reader's Digest' e, depois de 'Flagrante' (a solo, com coro a muitas vozes), 'O Pica do Sete' - escolhi gravar a primeira porque a última já deixara em vídeo, em Dezembro, no concerto do Miguel.



Houve lugar para dois encores e, palpita-me, tínhamos ali público para mais um par de horas - que aquilo foi como estar em casa com amigos, num serão que passou demasiado depressa, rai's partam.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O que eu compraria, não fora o ano sem compras #7

Nos últimos meses, é no Pinterest aqui da chafarica que se vão agrupando as coisas interessantes, que apeteceria testar e eventualmente comprar, não fora o ano sem compras de beleza a que me votei - volta e meia, passo algumas delas para aqui, só porque sei que nem toda a gente cedeu ao Pinterest (eu fui tardia, mas já estou agarradíssima, porque sou uma fácil) e porque há que manter a tradição de registar também no blogue os desejos mais prementes - que não posso comprar porque tenho stock de tudo (e já me faltava o tempo para usar o que compro).
Assim, e a bem das prioridades, comecemos pelos cuidados de rosto, que é o que mais me fascina e permite que possa usar maquilhagem por prazer e não por necessidade, e passemos depois às coisas que mais enchem o olho (mas são inúteis, sem uma pele impecável). 
sigamos a ordem mais comum a ocidente: da esquerda para a direita e de cima para baixo, vale?

1. De-Puffing Eye Cubes, da Peter Thomas Roth | $50 | Testei recentemente a máscara facial da mesma linha, para pele stressada e irritada, e amei, pelo que não me pareceria disparatado que estes meninos se portassem igualmente bem.
2. Infusion de Rose Nourishing Oil, da Laura Mercier | £44 | Pensado para pele seca, este óleo destina-se a ser usado antes da maquilhagem.
3. Luna Sleeping Night Oil, Sunday Riley | £99 | Adoro o Juno e queria muito testar este novo óleo da marca, com retinol.
4. Pure Truth Melting Cleanser, Ole Henriksen | £24 | Porque adoro bálsamos/óleos de desmaquilhagem e esta geleia estranha chama por mim.
5. Stress Repair Concentré, Chantecaille | £150 | Preço algo absurdo para 15ml de produto, mas eu ainda não cessei a demanda pelo creme de olhos perfeito, e garanto que, a encontrá-lo, este preço absurdo seria de algum modo justificado (mas se puder ser por menos, agradeço).
6. Flawless Skin Repair Duet For Face And Eyes, Laura Mercier | £85 | Nunca usei skincare da LM e estava disposta a ver como era.
7. Advanced Anti-Aging Repairing Oil, Algenist | $79 | Tenho tido os meus altos e baixos com esta marca mas este óleo parece-me muito bem formulado e, apesar de se dizer não gorduroso (e eu adoro gordura na pele), etra menina para lhe dar uma oportunidade diurna.
8. Sérum Precieux, Anne Sémounin | £96 | Pensado para pele seca e apagada, este sérum/óleo é aconselhado para uso nocturno e promete viço.
9. Natural Rest Sleep Remedy, H. Gillerman Organics | £36 | Embora seja mais caro, era mesmo só para experimentar uma alternativa ao meu Deep sleep Pillow Spray, que está nas últimas (e sim, vou recomprá-lo ou optar por qualquer coisa similar, embora esteja disposta a esperar por um daqueles eventos-maravilha da Space.NK para comprar tudo o que está em falta, inclusivamente protectores solares).

1. Skin Veil Bottle, Ellis Faas | £55 | Base iluminadora que promete disfarçar rugas e maleitas afins e, por consequência, creio, agirá elegantemente sobre zonas secas (que são o que mais me preocupa, de quando em vez). Promete.
2. Contour Kit, Cover FX | £40 | Porque se trata de mais uma paleta de contorno, mas em creme (e é difícil encontrar bons cremes de contorno), e de uma marca famosa em termos de preparação de pele, que finalmente chegou à Europa.
3. Surrealiste Skin Concealer, Surratt | £36 | Mais uma marca tramada de encontrar por cá, coisa de nicho sobre que já li maravilhas.
4. Artistique Blush, Surrat (aqui na cor Guimauve) | £23 | Porque gosto de descobrir marcas e um produto só nunca chega para nada.
5. Lip2Cheek, RMS Beauty (aqui na cor Smile) | £28 | Só porque sou louca por produtos em creme, sobretudo se tiverem dupla função (mesmo que eu nunca use senão uma); e porque estou tão fã do Living Luminizer da mesma marca que quero experimentar mais coisas.
6. The Celestial Skin Liquid Highlighter, in Candlelight, Kevyn Aucoin | £42 | O Candlelight em fórmula de gel cremoso - é preciso argumentar?
7. Skin Glow, Topshop (aqui em Ignite) | 13€ | Um iluminador que eu usaria como primário ou misturado com uma base mais mate (tem um tom bronzeado que me faz lembrar o Shimmering Skin Perfector na cor Opal, que adoro de paixão).
8. Cashmere Lip Cream, Bite Beauty (aqui na cor Crianza) | $28 | Mais um batom líquido de acabamento mate e cores fortes deliciosas.
9. Instamarc Light Filtering Contour Powder, Marc Jacobs (aqui na cor Mirage Filter 40) | $49 | Porque o pó de contorno parece-me suficientemente frio e a textura promete ser sedosa e macia (e sobretudo porque, em teoria, quero testar tudo, vá).

Encontram os links para as lojas onde encontrei estes produtos lá no meu Pinterest, boa? Então até à próxima.

Esfoliação Química e Enzimática | Caudalie, Ren e Nude

Este é daqueles posts que estão em espera há tanto tempo que chega a doer: há uma das meninas que já se finou há meses e tirei esta fotografia ainda ela estava em uso (já no fim mas em uso) - ora se eu vos disser que a menina acabou em Maio do ano passado (como consta do post de finados correspondente) os caríssimos leitores começarão a compreender a minha necessidade de agendamento para a quantidade de entradas que me lembro de escrever - e o ano sem compras serve também para isso: para que escreva sobre tudo quanto tenho (sendo que a tarefa não estava fácil, com a quantidade de coisas novas que estava permanentemente a entrar), sem deixar escapar nada.
Lembrei-me de ir buscar este post (ainda fotografado com o telefone antigo e impossível de refazer, porque a REN já abalou há muito) porque esta semana devo ter recomendado esfoliação química ou enzimática a meia dúzia de pessoas que me pediram conselhos de cuidados de pele - e que eu dou sempre com a ressalva de que não sou, de todo, uma especialista e que aquilo que funciona comigo (porque só posso falar do que conheço) pode não funcionar noutras peles. Na verdade, não podemos pretender uma pele bonita se não trabalharmos no sentido de remover as células mortas que são justamente o que nos apaga o viço e nos dão aquele ar cansado - e isto vale tanto para peles oleosas como secas e assim-assim. Ou seja, aplicar nem que seja os melhores produtos do mundo em cima de células mortas não permite que eles actuem sobre as vivas - o que é parvo e um desperdício. Claro que a maioria da malta agarra naqueles esfoliantes físicos, que têm grânulos maiores ou menores e, sobretudo se têm a pele oleosa, aquilo é esfregar até arrancarem a oleosidade até do cérebro, deixando a pele agredida (mesmo que não se veja) e, sobretudo, mal esfoliada, porque estas coisas limitam-se a fazer umas festinhas, porque nunca penetram nas camadas superficiais da pele e limitam-se a ter um efeito abrasivo sobre a sua superfície - e quem explica isso muito bem é a minha querida Szofi, do Bola de sabão, num post já com quase três anos mas sempre actual, que vale a pena ler e arquivar (porque eu não sou especialista, mas ela é).

Portanto, colocando de lado os esfoliantes físicos (que também tenho, e sou bastante picuinhas a seu respeito, sendo que sabe-me bem usá-los depois de um ataque de reactividade, quando me fica a comichão da secura), restam-nos os químicos e os enzimáticos que, para o que nos interessa, funcionam mais ou menos do mesmo modo: devoram as células mortas. Conceptualmente, há uma diferença: a esfoliação química é feita por meio dos alfa hidróxi-ácidos (AHAs, solúveis em água), como o ácido láctico e o glicólico,  e dos beta hidróxi-ácidos (BHAs, mais pujantes do que os anteriores e solúveis em gordura), como o ácido salicílico; Por sua vez, a esfoliação enzimática (também chamada de biológica) usam-se as enzimas provenientes de frutos, que se pensam ser menos agressivas do que os ácidos porque provocarão menos irritações. Mas enfim, a acção, que é o que se pretende, é similar - e eu, que tenho pele seca e reactiva, nada propensa à acne (nunca foi, nem em adolescente, apesar de já ter sido oleosa, mista e normal) fico-me pelos peelings com alfa Hidróxi-ácidos e enzimas, muito obrigada - e mesmo assim só ataco com eles quando sei que não vou apanhar sol (paro com eles no Verão) e quando não tenho a cara em pantanas, porque a pele fica naturalmente mais sensibilizada (afinal, retiramos-lhe a "protecção" da camada morta e fica só o que é pele "nova" a enfrentar o mundo. Mas vamos às meninas de hoje, diferentes entre si.

Caudalie | Vinoperfect Enzimatic Peel Mask | 50ml | 20-25€(?)
Esta é, como o nome indica, uma máscara enzimática (segundo a marca, o viniferine é o ingrediente-estrela e é, naturalmente, extraído das uvas) que contém também ácido glicólico, que diz adaptar-se a todos os tipos de pele e promover a redução dos poros, enquanto reduz o sebo e, esfoliando, fomenta a iluminação da pele, renovando a sua textura. Simultaneamente, porque contém triglicerídeos (ácidos gordos) e óleos de plantas, reclama o efeito de hidratação simultâneao - e, na minha opinião, não faz bem qualquer das coisas. Antes de mais, tem um aroma forte e não natural, que me incomoda em qualquer produto de tratamento, mas aguentaria a coisa se se desse o caso de ver qualquer resultado depois de a aplicar - coisa que também não é fácil, porque se trata de um produto tão espesso que é chatíssimo de fazer sair da embalagem. Depois dos dez minutos de pose, a tez renovada e iluminada que a Caudalie promete oferecer não passa disso mesmo: uma promessa - não noto que opere melhor do que uma máscara de argila, sequer. Assim, estou deserta para a acabar (tendo a não desistir mesmo do que não gosto e acho que para o mês que vem a despacho) e não, não  voltarei a comprar, apesar de a coisa nem sequer ser cara - se é que alguma vez é barata uma coisa de que não gostamos. E sim, eu tenho uma implicância com a Caudalie, acho que tem demasiada fama para o que de facto oferece, mas a verdade é que me tenho deparado com uma maioria de produtos que são (literalmente) muita parra e pouca uva (desculpem, é um trocadilho demasiado fácil mas não resisti) - silicones nesta formulação para quê, gentes minhas?
Ingredientes | Aqua (Water), Glycerin, Isononyl Isononanoate, Sorbitan Stearate, Glyceryl Stearate SE, Glycolic Acid, Cetearyl Alcohol, Vitis Vinifera (Grape) Seed Oil, Hydroxyethyl Acrylate/Sodium Acryloyldimethyl Taurate Copolymer, Panthenol, Squalane, Bisabolol, Dimethicone, Sodium Hydroxide, Ci 77891 (Titanium Dioxide), Benzyl Alcohol, Parfum (Fragrance), Polysorbate 60, Sodium PCA, Caprylyl Glycol, Arginine, Palmitoyl Grapevine Shoot Extract, Tocopherol, Carbomer, Dehydroacetic Acid, Carbomer/Papain Crosspolymer, Cetyl Palmitate, Sodium Phytate, Acrylates/C10-30 Alkyl Acrylate Crosspolymer, Cetyl Alcohol, 1,2-Hexanediol, Algin

REN | Glycolactic Radiance Renewal Mask | £30
Esta menina, que tem a consistência de uma geleia grossa e cor de marmelada (o que não me agrada minimamente, aviso já, que isto não pode ser só dizer bem), deve ser um dos produtos de skincare em geral e de esfoliação química em particular mais consensuais que conheço, desde logo porque tem uma formulação livre de tudo o que é mau e dispensável (parabenos, silicones, óleo mineral, fragrância e coloração artificiais e tal) e, depois porque beneficia, de facto, a diferentes tipos de pele, fazendo a sua magia em todos eles. Também aqui o ácido láctico (um AHA) se alia a enzimas de frutos, com objectivos ainda mais ambiciosos, a saber: renovar a textura da pele, combater linhas e rugas, bem como poros congestionados e outras borbulhagens, e promover aquele aspecto radiante que só uma pele bem esfoliada tem. E a maravilha é que, tirando a parte das borbulhas, que não posso confirmar, a verdade é que noto efeito a todos os outros níveis, depois dos dez minutos de pose aconselhados. De todo o modo, a marca desaconselha o seu uso a peles sensíveis e eu nunca me atrevi a usá-la se a meio ou no rescaldo de um ataque reactivo (mesmo porque esta é daquelas cujo efeito se sente, pica um nadinha). Já não a uso há quase um ano, pelo que tudo o que digo advém da memória que o produto me deixou: gostei desta cachopinha, mesmo porque deixa a pele nutrida e jamais repuxada, e só não sei se a voltarei a comprar porque há inúmeros outros produtos para o mesmo efeito que ainda não testei. Ah, comprada em Portugal, esta menina atira-se facilmente para os 60€.
Ingredientes | Aqua (Water), Polysorbate 60, Glycerin, Lecithin, Lactic Acid, Vitis Vinifera (Grape) Seed Oil, Ribes Nigrum (Black Currant) Seed Oil, Vaccinium Macrocarpon (Cranberry) Seed Oil, Citrus Medica Limonum (Lemon) Fruit Extract, Xanthan Gum, Maltodextrin, Sodium Lactate, Carica Papaya (Papaya) Fruit Extract, Passiflora Quadrangularis Fruit Extract, Ananas Sativus (Pineapple) Fruit Extract, Vitis Vinifera (Grape) Fruit Extract, Alcohol Denat., Limonene, Phenoxyethanol, Parfum* (Fragrance), Hippophae Rhamnoides Fruit Extact, Tocopherol, Sodium Hydroxymethylglycinate, Linalool, Citrus Nobilis (Mandarin Orange) Peel Oil, Citral, Citrus Aurantium Dulcis (Orange) Flower Oil, Citrus Tangerina (Tangerine) Peel Oil, Citrus Grandis (Grapefruit) Seed Oil, Potassium Sorbate, Sodium Bisulfite 

Nude Skincare | Miracle Mask | 50ml | £38
Aqui estamos perante uma coisa um nadinha diferente: esta é uma máscara mista, que contém simultaneamente agentes de esfoliação física (pérolas de arroz muito pequeninas) e química (ácido glicólico, um AHA). Desde logo, uma nota: a esfoliação física aqui é extremamente gentil e a ideia é que ela actue enquanto se aplica o produto (e tudo depende da pressão que imprimimos nessa aplicação, sendo que eu limito-me a depositar o produto sem esfregar muito), para que o agente químico funcione durante o tempo de pose, que a Nude (marca que adoro, não poderia deixar de o dizer) aconselha ser de cerca de cinco minutos. Esta é, portanto, uma máscara que opto por aplicar quando, de manhã, a minha pele parece clamar por mais qualquer coisa para além da limpeza normal: a aplicação não é confusa e o efeito é rápido - obviamente, não vamos esperar milagres (apesar da sugestão do nome): a minha compleição fica notoriamente diferente mas não atribuo a essa máscara mais do que esse papel, o de me proporcionar uma pele mais viçosa naqueles dias em que me sinto mais acinzentada, sem a prensão de grandes tratamentos a longo prazo. Equiparo-a a um gel de limpeza mais profunda - e, nesse sentido, não poderia estar mais satisfeita. De resto, tenho-a na casa de banho: aplico-a, lavo os dentes e tal, retiro-a com um paninho humedecido em água quente e temos bom ar. Ah, esta menina esteve recentemente nos saldos da Space.Nk a metade do preço: a marca está a renovar toda a sua imagem e beneficiou quem a comprou na antiga, porque o produto é o mesmo.
Ingredientes | Water, Oryza Sativa (Rice) Germ Powder, Citric Acid, Butylene Glycol, Glycerin, Glycolic Acid, Sodium Hydroxide, Sclerotium Gum, Hibiscus Sabdariffa Flower Extract, Saccharomyces Lysate Extract, Jasminum Officinale (Jasmine) Flower Extract, Sodium Hyaluronate, Ruscus Aculeatus Root Extract, Hydrolyzed Rice Protein, Phenoxyethanol, Xanthan Gum, Alpha Glucan Oligosaccharide, Dipotassium Glycyrrhizate, Fragrance, Pentylene Glycol, Tocopherol.

E é muito isto, minha gente: finalmente inaugurei aquilo que será uma série de publicações sobre as máscaras que tenho em uso (neste caso, até com uma já falecida, a pobre), porque é um tipo de produto sobre que, injustamente, pouco escrevo.