terça-feira, 22 de Abril de 2014

Compras da semana #36 | Fragrance Direct

Pronto, volta e meia lá vou eu prevaricar à Fragrance Direct (de resto, desconfio que enquanto não acabarem com o stock da Becca, continuarei a regressar) e desta vez porque me chamou a atenção um blush em creme da Elizabeth Arden que, trabalho de casa feito, veio a parecer-me uma cor lindíssima, daquelas neutras de que gosto muito. À boleia dela, lá vieram mais duas sombras (está para breve um post em que as mostro a todas - é uma família feliz de oito, esta), uma base da Essie também muito barata e um espelho de carteira que minhanossassinhora (cheguei a ter uns dez no carrinho, já a pensar nos complementos dos presentes de Natal, mas depois lá me refreei). Passemos aos pormenores e (a melhor parte) às reduções:
- um Pets Rock Compact Mirror, da Creative Colours , na versão Breakfast | £9.99 £1.95 (já não há a versão Audrey Hepburn que escolhi, mas há muitos outros e adoro o Lagarfeld, o Ozzy, o Snoop Dog, a Lady Gaga e por aí fora;
- o Ceramide Cream Blush, da Elizabeth Arden, na cor Honey | £24 £5.50 (palavras para quê?);
- duas Eye Colour Powder Shimmer, da Becca, nas cores Damask (um pêssego dourado - ou será tão só um damasco e pronto?) e Lame (um cinza alilasado que escolhi porque a Sara  a gabou muito e é lindo!) | £19/cada £2.99/cada (como parar de mandar vir?!);
- a Nourish Me Intense Hydration Base Coat, da Essie | £8.99 £2.99 (tudo porque no outro dia, em troca de cromos com uma leitora aqui do estaminé, partilhei com ela que as minhas unhas eram bastante fortes e, ainda assim, às vezes lascavam; e ela [por isso adoro a troca de cromos, caramba] deu-me a conhecer o caso dela, com sintomas idênticos e que, vai-se a ver, se devia a unhas fortes sim, mas desidratadas - o que é quase irreal, com as doses de cremes que passo, mas não custa tentar, verdade?)

E a sensação, de cada vez que recebo uma encomenda da FD, é invariavelmente a mesma: qual junkie, quero mais e mais - só não para já, já. (Não tenho remédio, sou um caso perdido, atirem-me para a valeta.)

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Filmes #24 | Mr Morgan's Last Love



Mr. Morgan's Last Love (2013) é um daqueles filmes que nunca chego a perceber por que não entrou no circuito comercial, por cá - ou, pior, entrou e eu não dei por nada. Trata-se de uma produção alemã, filmada em Paris, com actores franceses e norte-americanos (e um inglês, Michael Caine, pese embora a personagem seja norte-americana), adaptada do romance Le Douceur Assassine, de Françoise Dorner que, diz quem sabe (porque eu não o li) é bem melhor do que esta realização da germânica Sandra Nettelbeck, autora também do argumento adaptado.
Não se trata de um filme muda-vidas e não quero fazer publicidade enganosa, mas é  uma obra interessante: desde logo porque coloca como protagonista um peso-pesado da arte de representar, um daqueles senhores cujo porte empresta a qualquer personagem uma dignidade absoluta, mesmo que não seja suposto. Depois porque todo o elenco o acompanha: Clémence Poésy está lindamente, a curta passagem de Gillian Anderson é divina e até o (absolutamente desconhecido, para mim) Justin Kirk está muitíssimo bem, no papel do filho que chega a conseguir que o pai seja pai, no final da vida.
Toda a estória me interessa: desde a constatação de que, muitas vezes, é fora da família que encontramos a família (sempre me fez confusão esta coisa de estarmos condenados à família que herdámos e que construímos, como se não fosse possível e até muito lógico adoptarmos, integrando, pessoas que nos dizem coisas nesse conjunto alargado de gente que é o nosso ninho) à eterna busca da figura parental, esteja ela viva (como no caso de Miles) ou morta (como o de Pauline). E depois há a incapacidade de lidar com a morte de quem gostamos - como aceitar que um ser humano que fez parte da nossa vida e que estava ali, inteirinho, de repente deixe de estar, em absoluto. Como raio se pretende que aceitemos o inaceitável? Podemos viver com isso mas, que diabo, não temos de aceitar coisa alguma - e já sei que a coisa mais certa que tenho na vida é a morte, mas a minha não me faz confusão, porque não me sentirei a falta. É a dos outros que me aterroriza. Tanto que percebo que quem perde a(s) pessoa(s) que ama não queira viver mais - não advogo necessariamente o suicídio mas sou capaz de compreender a lógica de quem acha que a vida, assim, não vale a pena (e só nesse sentido a velhice me assusta; quais rugas, quais camandro: ver os amigos, a família e os conhecidos a morrer deve ser das coisas mais duras de viver).

Se o filme em si é genial? Pá, não posso afirmá-lo assim. Mas as temáticas que levanta interessam-me muitíssimo - e se um filme me deixa a pensar e me toca, mesmo que a realização não seja estupenda, mesmo que fique a sensação de que se poderia fazer muito melhor com a matéria prima de que se dispõe, então é um bom filme, tenham lá paciência.

Ajuntamento #16 | Batons em tons de rosa

A minha intenção primordial, quando me dispus a mostrar o ajuntamento de maquilhagem (o de skincare não me parece nada interessante, mesmo porque anda sempre em rotação e o que está em stock hoje já se finou amanhã) e provavelmente o de vernizes, era mesmo o de partilhar cum bós as coisas que para aqui moram (sem necessidade de disclaimers nem nada dessas bullshits porque, que eu saiba, cada um compra o que quer com o dinheiro que ganha ou herda ou lhe dão e ninguém tem nada de opinar sobre o assunto - ou pode opinar, mas é para o lado que durmo melhor - e continuo a dizer que o ajuntamento de roupa, sapatos e carteiras é bem mais caro, deixem estar). Paradoxalmente, isto tem servido para eu perceber melhor de que massa sou feita, no sentido de observar quais as cores predominantes (nos blushes isso é muito claro, assim como nas sombras e batons), os acabamentos privilegiados e por aí fora.
Vai daí, e ao quarto post de batons (depois de 28 vermelhos, 34 cor-de-boca e X mais para o escuro) temos os rosas - que estão claramente em minoria, face aos anteriores, mesmo porque são coisa ainda mais recente: não sou muito de rosinhas, há tons de rosa que não uso e privilegio ou os nudes (já mostrados) ou os mais tcharans. Descobri muito recentemente uma paixão pelos rosy-pinks (como é que isto se traduz em português? É assim a modos que um cor-de-rosa-english-rose, não sei explicar melhor), que já se notava nos cores-de-boca e também estão aqui representados. A eles, portanto.

1. Eu avisei que em cada um dos cinco posts de batons haveria um menino destes: o Rouge G L'Extrait de Guerlain, na cor M71-Gourmandise é um rosa coral com muito de vermelho e de tcharam, cor quase néon que adoro nos tempos mais quentes em particular e todo o ano em geral. Já disse  tudo quanto havia a dizer mas repito-o: numa fórmula em creme que se aplica como um gloss, este batom é ultra pigmentado e opaco, dura horas nos lábios sem os secar, é super confortável e não esfarela. Palavras para quê? [Falei deles aqui]
2. O Cream Lip Stain da Sephora, na cor #03 Strawberry Kiss, foi uma recomendação da Maria, depois de perceber que eu tenho uma certa pancada por batons líquidos de longa duração e acabamento mate. Aproveitei um desconto de 20% na Sephora, em Paris e lá veio o rapaz (mas também se vendem por cá, embora o espectro de cores seja algo limitado) - que, posso dizer, é tudo de bom: sobreviveu a dois jantares dos gordurosos e regados (haverá outros?) e ainda voltou comigo para casa (sem quaisquer retoques), sem esfarelar ou transferir muito. Dedicar-lhe-ei um post próprio muito em breve.
3. O Aqua Rouge da Make Up For Ever, na cor #19 veio cá para casa depois de a marca ter reformulado os seus primeiros batons do género - porque esses, sendo de facto de longa duração, também eram impossíveis de usar muito tempo, de tão secos que punham os lábios. Estes foram os percursores de todos os batons que se vêem por aí, dentro do género (nomeadamente os da Kiko, que já apareceram em posts anteriores): de um lado, um batom líquido mate, do outro um gloss transparente, que serve para dar brilho e conforto, segundo quem os vende; na minha opinião, é passo absolutamente inútil, que só compromete a durabilidade do batom (bem como a beleza, mas isso é uma questão de gosto pessoal). Sem gloss, o Aqua Rouge dura aquilo que quisermos, basicamente. [Falei dele aqui]
4. O Apocalips da Rimmel London na cor Apocaliptic foi o meu primeiro batom desta gama e o que motivou a compra de todos os outros (já não os tenho todos, mas mantenho quatro dos seis iniciais, sendo que vai aparecendo quase um por post, também): adoro este magenta capaz de transformar qualquer cara em dia assim-assim numa fonte de luz. A fórmula destes meninos também não é novidade por aqui: trata-se de um batom líquido de acabamento glossy mas absolutamente opaco, que depois de aplicado vai perdendo o brilho mas mantém a cor. A malta queixa-se muito de que eles migram pelas linhas dos lábios, mas nunca me aconteceu (devo ter lábios muito possessivos, só pode). [Falei da família aqui]
5. e 6. Os Color Boost da Bourjois, aqui nas cores #01-Red Sunshine e #02 Fucsia Libre, foram um lançamento do Verão passado que deixou as brits loucas: pois que eram os melhores batons em lápis de sempre, pois que arrumavam a um canto obscuro os Revlon (na altura os Just Bitten Kissable) e os Clinique e mais blábláblá. E creio que foi nesta altura que percebi que há marcas de que as senhoras dirão sempre bem, porque lhes financiam o ajuntamento com tudo o que sai de novo - e entre essas marcas, para além da Bourjois, estão a Soap & Glory e a YSL (eu sei, eu sei...). Não é que estes batons sejam horrorosos, mas não são de todo melhores do que os antecessores ou, quando muito, assemelham-se aos Chubby Sticks originais (que não os Intense), porque não têm grande poder de fixação; são bálsamos labiais com cor e bom pigmento, que só consigo usar no Verão, em dias que não me faz mossa estar sempre a retocá-los. Estas cores, um rosa avermelhado e um rosa-cheguei!, são lindíssimas e por isso vão ficar - também porque me ensinaram a desconfiar muitíssimo das brits e isso nunca poderei pagar-lhes. [Falei deles aqui]

1. e 2. Mais uns meninos que aparecem em todos os posts, nalguns (como neste) a sobrar: estou careca de gabar a qualidade dos Matte Lipsticks da NYX , aqui nas cores MLS18 Bloody Mary e MLS11 Tea Rose - desde logo em termos absolutos, porque concorrem sem medos com batons três vezes mais caros e, definitivamente, em termos relativos, porque da ponderação entre a qualidade e o preço só saem resultados que convêm a quem os compra. Vou repetir a lenga-lenga: a fórmula assemelha-se muitíssimo à dos Mac de acabamento mate, tem uma variedade de  cores cada vez maior, são ultra-pigmentados, opacos, têm um acabamento aveludado e uma durabilidade de lhes assobiar e mandar piropos (dos bons, 'tá?). Em termos de cores, aqui constam duas das minhas preferidas (e se as outras lêem isto zangam-se, porque eu digo o mesmo a todas): a Boody Mary é mais um rosa vivaço avermelhado, enquanto que a Tea Rose (uma aquisição bem recente) é o tal pink-rose ou, como costumo dizer, um rosa neutro de senhoras crescidas. [Falei da família quase toda aqui].
3. Este é um batom muito amado: exactamente quando pensara em comprá-lo, a ML, da Salinha de Estar, oferece-mo (contei a estória e falei dele aqui): o Retro Matte da Mac na cor All Fired Up é mais um rosa avermelhado, mas este tem um gostinho especial porque estava esgotado em todo o lado e eu apanhei-o sem saber ler nem escrever e graças à generosidade alheia. Embora de inicio achasse que não, adoro este acabamento ultra-mate (o do Ruby Woo), bem como o modo como esta cor, tão parecida como o Bloody Mary da NYX, ilumina a cara de quem o usa, sobretudo peles demasiado claras e acinzentadas, como a minha.
4. O Prolongwear da Mac na cor Perpetual Flame é um tom muito parecido com os anteriores, mas tem um subtom ligeiramente mais quente. Estranhamente, e apesar do que nos querem vender, os Prolongwear não têm maior duração do que os Matte ou os Retro-Matte (ou sequer que os Satin coisa nenhuma): são batons de acabamento acetinado e de embalagem ligeiramente diferente de todos os outros, de boa pigmentação e opacidade, mas que tendem a esfarelar se os reaplicarmos loucamente sem retirarmos a camada inferior (estão a ver para que servem as toalhitas desmaquilhantes? Pois, para andarem connosco, com certeza). [Falei dos Mac quase todos aqui]
5. O Femme Rouge da Hourglass na cor Fever foi o meu primeiro rosa-tcharam: se era para ser à maluca, que fosse com muita pinta, que é coisa que estes meninos têm de sobra - desde logo a  começar pela embalagem, que é pesada e requintada (e muito semelhante ao que a Urban Decay veio a fazer com os seus Revolution, de que já falei no post de cores-de-boca e no de batons mais escuros), numa cor de chumbo gravada a dourado. E depois há a fórmula do batom, que é tão cremoso que devemos ter cuidado com ele no Verão, mas é à prova de água ou, pelo menos, de muita coisa; e há a própria bala, onde a ampulheta (símbolo, obviamente, da Hourglass) está gravada; e, caramba, há esta cor fúcsia de subtom frio, que é tudo de maravilhoso. O acabamento é cremoso: há ali aquele brilho acetinado, que pode ser apagado com um lenço de papel mas que acho francamente bonito. [Falei dele aqui.]
6. Finalmente, nesta fotografia, o Color Sensational Vivid da Maybelline, na cor 910-Shocking Coral, cujo nome não traduz o tom rosa quente de que estamos a falar. Ok, há ali qualquer coisa de coral, mas há muito mais de rosa (o que se perceberá melhor pelas fotografias dos batons nos lábios, na publicação que lhes dediquei). Fala-se pouco destes batons por cá, a que não deve ser alheio o facto de não se venderem em Portugal mas, numa época em que toda a gente manda vir tudo de fora, estranho-lhes a ausência. A Maybelline fez um belíssimo trabalho com estes rapazes, de cores fortes e eminentemente estivais, que são mais uns dos milagrosos que conseguem hidratar os lábios e manter-se neles, em simultâneo, apresentando um acabamento que não é mate nem glossy, muito pelo contrário.

1. O Velvetine da Lime Crime na cor Pink Velvet foi desejado assim que saiu, há alguns meses, fazendo uma magnífica trindade com o Suedeberry e o Red Velvet, sendo que também tenho este último (entretanto, foram recentemente lançadas mais três cores, que não me interessam tanto. Haverá pouco a dizer de novo sobre esta fórmula, que inspirou tantas outras (felizmente), mas aqui vai disto: trata-se de uma fórmula líquida e absolutamente opaca, que seca nos lábios com um acabamento aveludado e não sai dali até que o retiremos (seja com desmaquilhante bifásico seja com uma refeição bem gordurosa, que também funciona lindamente). Adoro esta fórmula e gosto ainda mais que as outras marcas tenham tido necessidade de a replicar. [Falei da fórmula aqui]
2. O L'Absolu Velours Liquid Lipstick da Lancôme na cor #385 Velours de Pourpre foi o meu primeiro exemplar de uma fórmula de que sou fã confessa: mais cremoso do que líquido, este produto fica desde logo com o seu acabamento final: acetinado, com um nadinha de brilho. É também ele absolutamente opaco e pigmentado e, curiosamente, algo hidratante, o que proporciona um conforto único no lábios. A sua grande vantagem? Desvanece com uma graciosidade incomparável e só tenho pena de que o leque de cores disponível seja composto apenas por vermelhos (poucos) e rosas/roxos (todos os outros). [Falei dele aqui]
3. O Stay All Day Liquid Lipstick da Stila, aqui na cor #03 Patina (tenho mais dois, um que apareceu no post dos vermelhos e outros que surgirá no dos corais), é um rosa-malva que, se aplicado de determinada forma (leve e esbatida), funciona muito como um cor-de-boca bastante mais escuro, em mim. Como já disse a respeito desta fórmula, em quase tudo igual aos Velvetines (tirando o cheiro, porque este é claramente baunilhado), o segredo é passar uma camada mesmo muito fininha de produto (o que não é fácil, como o aplicador de esponja, tipo gloss), o que se consegue se usarmos um dedo para esbater a cor que vamos depositando e tivermos o cuidado de limpar o aplicador quando formos delinear os lábios. Assim, não só o batom não esfarela como aguenta muito mais tempo (e se este produto aguenta, benzódeus). [Falei da fórmula aqui]
4. O Soft Matte Lip Cream da NYX, na cor Sao Paulo, é outro dos produtos que considero que não tem toda a atenção que merece: sim, é mais um batom líquido que se aplica como um gloss e seca mate (não imediatamente: primeiro fica com ar acetinado, uma ou duas horas depois fica sem brilho algum), cheira a caramelo baunilhado e é ultra confortável de usar (o que não acontece com todos estes babies líquidos). Por outro lado, como não amar a designação destes meninos, todos com nomes de cidades? A cor é, uma vez mais um rosa queimado, que tendo a privilegiar muitíssimo, e é daquelas que agarra e não sai dos lábios tão cedo, sobretudo se nos quedarmos pela aplicação de uma camada bem fina, porque de outro modo, como quase todos os produtos deste tipo, esfarela. [Falei deles aqui]
5. Uma aquisição recente em termos de cor, que não de fórmula (porque tenho outros dois), o Opaque Rouge Lipstick da Hourglass, aqui na cor Rose, é tudo aquilo que eu já disse da cor Icon e direi da Muse: o produto é maravilhoso, a embalagem é elegantésima e original, a fórmula é opaca e facílima de aplicar e, uma vez seca (o que acontece rapidamente) fica mate e não sai. O único cuidado? Mais uma vez, aplicar uma fina camada do produto ajuda a que ele não esfarele de todo (o problema como este tipo de batons é que a malta aplica-os à ganância, como se fossem um gloss, que não são); também ajuda que não se reaplique antes de retirar todo o produto que ainda está nos lábios. A cor Rose é mais um rosinha-queimado-english-rose daquelas que não erram, seja em que tom de pele for. [Falei dos outros dois aqui]
6. e 7. Finalmente, os Pur Couture Vernis à Lévres da YSL, nas cores #23-Fucsia Cubiste e 30-MauveFusain, de que falei tão recentemente que quase parece parvo dizer o que quer que seja, mas ainda assim atrevo-me a relembrar o quanto gosto desta fórmula aquada e bem cheirosa, passível de ser construída, e que tanto pode ser usada como um stain, sem brilho, ou na versão ultra-chique e absolutamente opaca e com o brilho do reflexo de um espelho. A cor Fucsia Cubiste é maravilhosa mas o Mauve Fusain não é tão assustadora e roxa como parece, garanto.

E assim arrumámos mais 19 batons. Seguem-se-lhes os laranjas e corais, que constarão de uma próxima (e última, finalmente) publicação desta imensa série sobre todos os batons que moram comigo, num clima de amor, carinho e compreensão.

domingo, 20 de Abril de 2014

Ó diabo, meio milhão de visitas? (e o meu problema com os sorteios)


Ok, neste momento já são mais (como verificarão na barra lateral), mas confesso que dei por isso às 504.399 visualizações (passava pouco da uma da manhã, já hoje) e demorei um bocadinho até voltar a mim e ser capaz de articular; a verdade é que não sei muito bem o que aconteceu com este blogue, desde Setembro último (marcado com um tracinho vermelho, na imagem acima): as visitas multiplicaram-se, vá-se lá saber porquê (nessa altura, o blogue tinha quase 10 meses e picos) e a escalada foi a pique. Hoje em dia, ter 1389 visitas em 24 horas, como tive hoje, é uma raridade (mas valores mais altos se levantam e fim de semana prolongado não é dado a blogsferas) e a média está nas duas mil e qualquer coisa por dia.
Ora eu não sou uma maçarica na blogosfera: ando por cá desde 2006 e o outro blogue, achava eu, era bem dinâmico, tinha comentários e discussões acesas e haters dos a sério, e eu dava a cara e toda a gente sabia quem eu era e mainãoseiquê - e, ainda assim, nunca tinha mais do que 500 visitas diárias (e para isso tinha de abordar assuntos da ordem do dia, daqueles de que toda a gente ouve falar mas não sabe bem e depois vai para o Google pesquisar e, azar do caraças, lá ia parar à minha chafarica); normalmente, 300 e qualquer coisa e era uma maravilha (para que percebam, no outro blogue tive meio milhão de visitantes ao fim de seis anos e meio; neste, ao ano e meio).
Não vos consigo explicar a sensação que tenho ao verificar que mais de 2000 almas (mesmo que sejam repetidas, o estado da alma não é o mesmo nas duas visitas, tenham lá paciência), ou pelo menos, que 2000 vontades me entrem pela porta (sempre franqueada) adentro, voluntariamente, todo o santo dia, sem serem pagos ou terem direito a mais do que palavras, fotografias más e um humor traçado de coisa estranha - mas é uma sensação para lá de boa, como que de festa, acho.

Claro que, para comemorar, não vou fazer sorteios nem nada dessas mariquices, já sabem que aqui se fala de (f)utilidades mas há cantigas em que não se embarca: um sorteio é um meio de eu ter mais leitores que querem receber o que eu sortearia, e eu (perdoem-me a sobranceria) só quero dos outros, os que só querem trocar cromos e ler (mesmo) o que eu escrevo, porque (vá-se lá saber porquê) lhes interessa - e esses hão-de cá vir, quando  e se um dia calhar e lhes apetecer. Mesmo porque, se eu achasse que tinha alguma coisa para dar a alguém, nunca o deixaria entregue à sorte, que nem sequer considero justa: então ia permitir que se desse a possibilidade de que uma coisa boa fosse parar às mãos de alguém que só aqui veio justamente para ganhar a coisa boa, em vez de a entregar a quem aqui passa diariamente, a quem comenta e troca experiências, a quem faz os alicerces aqui do estaminé? Não, minha gente. A randomness nem sempre é justa, antes pelo contrário. Um dia que me apeteça dar alguma coisa a alguém, dou, não sorteio (não que eu tenha alguma coisa contra eles, só não os faço e dificilmente participo deles) - apenas porque gosto de dar mas abomino jogos de sorte/azar e nem sequer jogo no Euromilhões porque tenho mau perder.

O que tenho para vocês é, como sempre, um até já e um enorme obrigada por estarem desse lado.
Então até já e muito, muito obrigada.

sábado, 19 de Abril de 2014

Filmes #23 | A Late Quartet & Breathe In


A Late Quartet (2012) é um filme que tinha há tanto tempo na lista dos "a ver" que, francamente, já me esquecera dele. Providencialmente, enquanto falava com o senhor da recepção lá do sítio onde trabalho, reparei que, ali mesmo, onde se deixam panfletos sobre tudo, havia um sobre um ciclo de cinema a realizar algures, sendo que esta obra de Yaron Zilberman (curiosamente, um homem dos documentários) seria a que abriria as projecções - e era a oportunidade ideal para ver mais uma vez a excelência de Philip Seymour Hoffman, que me deixou um nadinha viúva de actor favorito (há outros, sou uma poliamorosa do cinema), pelo que nesse mesmo dia, mal assentei arraiais em casa, vi-o de uma penada. A trama não é vulgar: trata-se do drama vivido por um quarteto de músicos clássicos (o Fugue String Quartet), juntos há 25 anos e conhecido nos quatro cantos do mundo, quando um deles, professor de quase todos, descobre sofrer de uma doença física e intelectualmente incapacitante, de modo caprichosamente progressivo. Há ali as tensões naturais de quem se conhece e trabalha muito proximamente há 25 anos: o segundo violino e a viola são casados (e têm uma filha, também ele estudante de violino na Juilliard, que todos frequentaram), mas houve qualquer coisa num passado distante entre ela e o primeiro violino (que agora se envolve com a filha dela e do segundo violino); o quarto membro, o violoncelo, é figura paternal para todo e é sua a condição que vai colocar a continuidade do grupo em cheque. O resto é um filme musicalmente muito rico, bem como pejado de interpretações individuais excelentes, daquelas que também funcionam em grupo e nos fazem acreditar que cada uma daquelas pessoas é mesmo o que vemos no ecrã - e é muito isto o que distingue o bom cinema do que não interessa nada.

Breathe In (2013) tem em comum com A Late Quartet a música - clássica, igualmente. Também há um violoncelo mas, aqui, assume papel secundário: se naquele filme é em torno da música que toda a estória se constrói, aqui ela tem um papel, certamente (que não deve ser escamoteado, mesmo porque a julgo o clique que espoleta tudo o que que se lhe segue), mas fica esquecida muitas vezes porque outras dimensões se lhe sobrepõem. O realizador deste filme é o mesmo de Like Crazy, vencedor em Sundance e com a mesma actriz principal, Felicity Jones (esta ideia de a fazer apaixonar por um norte-americano não é nova, portanto), também premiada. Quem eu já não via há muito tempo era Guy Pearce (que, nas minhas confusões, julguei, durante algum tempo, ser marido de Madonna, quando ela tinha um marido que também se chamava Guy e estava ligado ao cinama - mas depois este fez Memento e nunca mais me esqueci de quem era quem. Aqui, Pearce é o ex-músico profissional, que se vê obrigado a dar aulas de música num liceu dos arredores de Nova Iorque, para manter a vida de classe média (daquela como deve ser, que vive muito razoavelmente e tal - e a explicitação tem de ser feita, num país em que ela se extingue a cada dia), abandonando a City e a banda de que fazia parte, para ser pai de família e marido respeitável. Nos quarentas, com uma filha a acabar o ensino secundário e aquilo que parece um casamento feliz, faz o gostinho ao dedo tocando como músico substituto na Orquestra Metropolitana de Nova Iorque, onde fará uma audição em breve para violoncelista permanente - e é provavelmente porque se sente entediado que a chegada de uma inglesa a sua casa, ao abrigo do programa de intercâmbio de estudantes, sensivelmente da idade da filha, um prodígio do piano que se recusa a tocá-lo a não ser que lhe apeteça muito, desencadeia ali um processo que só não torna o filme absolutamente banal porque está muitíssimo bem realizado: todas as abordagens são elegantes, seja ao nível do argumento seja da fotografia - e é um gosto ver coisas assim.

The Balm | Cindy Lou Manizer: iluminador ou blush?

Quando o Cindy-Lou Manizer saiu, meu coração palpitou, evidentemente: sou uma fervorosa admiradora da The Balm (há coisas que fazem melhores do que outras, mas são especialmente prendados em sombras, das melhores que conheço, e blushes, seja em creme ou em pó) e tenho no Mary-Lou Manizer um dos melhores iluminadores em pó que conheço (como deixei claro na publicação que dediquei a todos os meus iluminadores), pelo que quando se falou na versão rosada do Mary-Lou, eu, que até tenho um subtom neutro e aguento bem o que quer que seja, fiquei imdiatamente interessada (como não?), sobretudo porque na estação fria, em que estou branca-acinzentada, assentam-me melhor os tons frios (os dourados são para esquecer, de tão forçados e ridículos que parecem, na minha pele).
Claro que fiz o TPC e evidentemente que li, como qualquer pessoa que tenha pesquisado sobre o assunto leria, que a opinião geral é a de que o Cindy-Lou não estaria beeeem ao mesmo nível do Mary-Lou, e que havia gente, de pele clarinha, a usá-lo como blush, e que o poder de iluminação não teria nadinha a ver e patati-patatá. O que é que a pessoa faz? Compra e aprecia por si mesma, pois com certeza, que ele há muito poucas coisas que me despertam a atenção e de que desisto graças a opiniões alheias.

A avaliar pela embalagem, tudo estava bem: o toque da The Balm é inconfundível, a embalagem é a delícia do costume e temos uma Cindy-Lou ruiva (particularidade que também me atraíu de início, não nego), presa e condenada por roubar olhares - quem resiste a semelhantes argumentos? Tudo no Cindy-Lou se assemelha ao Mary-Lou, até que, uma vez fora da caixa, abrimos a embalagem propriamente dita: reconhecemos o espelho generoso mas tudo muda quando tocamos o pó, desde logo porque, embora seja macio e amanteigado, é um nadinha mais poeirento do que o seu mano mais velho. A cor, que a marca descreve como um pêssego rosado, é mais um rosa dourado, com qualquer coisa de glitter (honra lhe seja feita: os brilhos são tão fininhos que se mesclam com o resto do pó, como se lhe pertencessem, ao menos até começar a desvanecer-se a cor, porque aí permanecem apenas os brilhos) - ou seja, se a ruiva que dá o nome ao produto indicia que este é um iluminador adequado para as peles muito claras que as ruivas costumam ter (mais leitosas do que o meu cinzentismo, até), então estão a pensar tão mal como eu.
Agora, a verdade é que a The Balm anuncia o Cindy-Lou como um produto multi-funções (como faz, de resto, com todos os seus produtos para dar cor ao rosto, blushes ou bronzers): um iluminador, um blush ou sombra de olhos. Ora sombras de olhos tenho eu ao trambolhão, não pegaria nisto para o efeito (embora seja comum usar bronzers como cores de transição, por exemplo; já enquanto iluminador, admito que fique coisa de estalo em peles de cor média a escura (mas, por outro lado, raramente as peles médias e escuras têm subtons rosados, pelo que a coisa também ficaria estranha)... mas numa cara da cor da minha? A única forma de o conseguir usar é mesmo como bush iluminador - tipo de produto de que gosto cada vez mais, para ser honesta: em vez do tradicional blush+iluminador (de que também gosto e uso as mais das vezes), temos um dois-em-um, que funciona lindamente em quem gosta de peles iluminadas, como eu gosto (ou mesmo por cima de um blush mate, por exemplo, a que queiramos dar uma tonalidade mais rosada). Trata-se de um produto muito pigmentado (como o mano Mary-Lou) pelo que convém ter mão leve com o bicho, mesmo porque, se se aplicar demasiado pó, é menino para acentuar zonas secas ou poros que não se quer propriamente destacar.

A cor assenta lindamente numa cinzentinha como eu (na fotografia da direita, vêmo-la à esquerda mais construída e à direita mais esbatida), dando um glow discreto (nada daquela coisa quase metalizada do Mary Lou) às bochechas invernais - e, nesta função, não posso negar que gosto bastante do menino. Mas a verdade é que o comprei como iluminador (verão em breve que não, não preciso de mais blushes - embora também não se possa dizer que sinta falta de iluminadores, a verdade é essa) e só por isso foi um bocadinho uma decepção, daquelas que me levaria a não comprar o rapaz, se pudesse voltar atrás no tempo.
Mas não posso. Por isso vou mas é tratar de o usar, enquanto o tempo quente não se decide e o meu cinzentismo permanece (esta cor não ficará nada bem com o meu dourado estival, isso é certinho).

Comprei o meu Cindy-Lou Manizer da The Balm na Rada mas os interessados podem adquiri-lo, sem portes e com 20% de desconto na Face Colours: basta que refiram o código ACC2013 e os 21,40€ passam miraculosamente a 17,12€.

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Charlotte Tilbury | Os batons K.I.S.S.I.N.G. | Stoned Rose & PenelopePink

Isto até parece mal mas, relativamente aos K.I.S.S.I.N.G. Fallen From The Lipstick Tree, da Charlotte Tilbury isto tem sido mais usá-los do que falar sobre eles; de todo o modo, teci os maiores elogios à base (que é mesmo a minha preferida de todo o sempre) e só não falarei no mesmo tom sobre os batons porque já cá moram fórmulas igualmente interessantes e eu sou mais de me deslumbrar com batons daqueles que duram horrores sem mácula, por uma questão de praticidade, sobretudo quando estamos a falar de cores tcharam. Mas sei reconhecer a qualidade quando a vejo, para além de que quando se trata de cores-de-boca não exijo durabilidade em primeiro lugar, para além de que a verdade é que já usei muito estes dois rapazes que, de entre o tipo a que pertencem são, sim, dos meus preferidos - e a prova disso é que gostei tanto do primeiro que mandei vir, que encomendei um segundo logo depois.

Ms. Tilbury não será (re)conhecida propriamente como figura modesta e a sua atitude bubbly (termo carinhoso e muito anglo-saxónico, para  referir uma personalidade extrovertida, para dizer mínimo) vem bem plasmada nas embalagens dos produtos que lançou em nome próprio, de que fala como sendo pouco menos do que quintessenciais. E a atitude mexe-me tanto com os nervos (porque sou produto da cultura em que me deixei construir, onde só as falsas modéstias são aplaudidas) como me incita a um forte aplauso: ora caramba, se não for a mulher a acreditar na linha de maquilhagem que pôs cá fora há pouco mais de meio ano, quem o fará? Não me é imediato reconhecê-lo, mesmo porque não a considero a figura mais agradável do mundo (talvez por ser um nadinha agressiva e bestialmente blasé), mas há qualquer coisa de muito positivo em Ms. CT, que me parece uma fura-vidas com muito savoir-faire (a mulher trabalhou no desenvolvimento da linha de maquilhagem do Tom Ford, caramba!), capaz de pôr meio mundo a suspirar-lhe pelos produtos, que têm o grande senão (provavelmente pensado para se tornarem ainda mais atractivos - a lei do fruto proibido nunca falha!) se vendem em sítios muito exclusivos: a Net-à Porter, o Selfridges e, mais recentemente  (porque não enviava para Portugal), no site em nome próprio. Claro que os portes de todas estas lojas são absolutamente desencorajadores (cerca de £10), mas a Net-à Porter tem duas semanas por ano em que não os cobra e há sempre a possibilidade de os dividir com uma ou outra amiga que estejam interessadas também. 

Antes de prosseguirmos, podemos, por favor, ater-nos um nadinha na embalagem destas maravilhas? Então está bem: trata-se de um plástico que imita na perfeição metal dourado-rosado, mesmo no peso, que lhe confere um ar requintado, rhico, como diriam as nossas amigas brasileiras. O baixo-relevo que fornece a aparência de riscas fininhas (ou ondulação) verticais é também assaz elegante (para além de que a textura dá um jeitaço a quem tem mãos escorregadias, sobretudo de madrugada, isto é, antes do meio dia) e o símbolo gravado na tampa do batom é discreto e refinado. Na base do batom, a designação que nos permite distingui-los (pelo que os guardo com esta extremidade para cima). Em suma, uma embalagem daquelas bonitas de sacar da carteira e reaplicar em público, pelo ar luxuoso (e não, não acho pindérico retocar a maquilhagem em público - muito pelo contrário, pode ser coisa muito feminina e refinada, se o espelho de que sacarmos não tiver peças em falta nem for dos pirosos que dó). 
Quanto às cores, e depois de algum trabalho de casa, achei que esta fórmula, cremosa e pigmentada, mas de duração média, estava mesmo a pedir uns cor-de-boca - e comecei pelo Stoned Rose, um rosa neutro com algo de castanho muito mais próximo da cor dos meus lábios do que o Penelope Pink, que de «pink» tem muito pouco, é muito mais aquele nude-bege que a giraça da Penelope Cruz fez imagem da sua marca (e daí o nome, sim) e que adoro usar com um olhar mais carregado - porque não me apaga os lábios em absoluto, mas dá-lhes o protagonismo discreto de um bom coadjuvante.

A fórmula destes batons é muito cremosa (deslizam nos lábios que é uma maravilha) e confortável de usar, eu diria que até um nadinha hidratante e, não tendo um acabamento glossy, também não são mate - di-los-ia acetinados, que são, afinal, os que mais se aproximam do aspecto au naturel dos nossos lábios (se não estiverem a desfazer-se de secura, evidentemente). Em termos de fixação, é reconfortante apreciar o modo como estas fórmulas mais clássica se tornam cada vez duradouras, mantendo a hidratação: são meninos para aguentar uma das minhas maratonas de 3h a falar (bebendo água pelo meio, com certeza), sem desaparecer por completo (o que, acredite, é muitíssimo bom).
Em termos de composição, e de acordo com informação da marca, estes batons contêm um ingrediente "secreto" (adoro estes mistérios, a sério...), a que a sodôna Tilbury achou por bem chamar Lipstick Tree, que é um anti-oxidante qualquer que, segundo ela, protege naturalmente os lábios dos danos causados pelos raios UV, ambientes poluídos e assim. Parece que a cremosidade dos meninos se deve a uma mistura de ceras e o brilho a partículas reflectoras de luz (mas sem ponta de glitter, asseguro eu, que o-dei-o purpurinas nos lábios), para além de que não contém parabenos.
Cada um destes rapazes custa £23 (cerca de 28€) e valem, na minha modesta opinião, tudo o que custam - de resto, não me ensaiaria nada para mandar vir mais umas cores das dez que existem: aquele Coachella Coral e o Velvet Underground estão a rir-se para mim que eu bem vejo (mas não me ralava de ter as outras, também).

Stoned Rose

Penelope Pink

Vivemos em estado de graça desde que fomos apresentados e não tenho qualquer pejo em afirmá-los, de entre todos os meus vários cor-de-boca, como membros do meu top 10 - que me desculpem os outros, mas há qualquer coisa nestes K.I.S.S.I.N.G. da Charlotte Tilbury que me apaixonou irremediavelmente, mesmo não tendo eles o tipo de acabamento que costumo privilegiar.
Well done, Ms. T (yet again).

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

O Regresso | Unhas da semana #26

Pois temos que há boas notícias: os meus problemas de pele, já vastamente documentados por aqui, não têm absolutamente nada que ver com o verniz (ou, pelo menos, não em exclusivo), porque a meio das três semanas de repouso (tanto do verniz como dos tratamentos de pele costumeiros) que relatei aqui, a coisa voltou em força, e exactamente nas mesmas zonas da cara em que aparecera antes - o que não se coaduna (mesmo que eu estivesse a usar verniz, que não estava), creio, com a explicação de que se trataria de uma alergia de contacto, que sucederia durante o sono - o meu inconsciente teria de ser muito regradinho para levar as mãos à cara exactamente da mesma forma, de cada vez que me dá um achaque.
Claro que isto implica partir para os testes de detecção de alergias (partindo do princípio de que isto é uma alergia, algo de que não estou de todo convencida), que já estão marcados, e aguentar o barco (com o corticóide do costume) até lá. Ou seja: a única boa notícia é mesmo a de que voltei a usar vernizes (porque tudo o resto é uma chatice pegada) mas, acredite quem quiser, quem não usa as unhas nuas há dez anos tende a não reconhecer as mãos quando as tem por pintar, sobretudo em situações profissionais (e se eu falo com as mãos, minha nossa!). Portanto, fixemo-nos nisto, que o resto há-de resolver-se, a seu tempo.
Os cachopinhos que marcaram o regresso das minhas mãos foram:

O Special Effects- Mirror Metallics da Nails Inc, na cor Swiss Cottage foi comprado nos saldos do Verão passado e só agora teve oportunidade de brilhar: trata-se de um tom duochrome, eminentemente verde mas com reflexos tília e dourados, consoante lhe bate a luz. É uma cor linda e perfeita para um regresso primaveril.

O Pro Professional Finish da Rimmel London, na cor #378 Posh Trash, foi o último verniz que comprei (tenho resistido aos Formula X da Sephora só porque não os podia usar, mas irei em breve colmatar a lacuna, aproveitando o desconto de 20% para cartões Gold - ou 23%,em compras acima de 120€) e confesso que o que me atraiu foi o nome, sendo que a cor lhe corresponde: ok, há qualquer coisa de requintado neste rosa dourado acastanhado com acabamento metalizado, mas não deixa de estar ali presente qualquer coisa de grunge - o que me agrada muito mais do que eu esperava.

E se o Posh Trash foi o último verniz que comprei, o #333 Madness da Chanel foi um dos últimos que recebi: a minha querida MV deu-me esta espécie de Rouge Noir mais acastanhado (e um outro, mais primaveril, que mostrarei em breve) porque o tinha repetido e evidentemente que aqui a louca por coisas novas foi imediatamente experimentá-lo, mesmo porque estes tons escuros são os meus preferidos a maior parte do ano, enquanto as minhas mãos estão muito brancas. Adorei também a fórmula (a Chanel é muito heterogénea, em termos de pigmentação, sobretudo, e este é dos bons), quase absolutamente opaca, numa primeira passagem.

[Não imaginam como é bom estar de volta às lidas, mesmo que a cara continue por descortinar]

Skincare | Noite | Primavera'14

Bom, a única coisa que temos certa, para além da morte e do Quim Barreiros nas Queimas das Fitas, é a imposição de escrever um post sobre a rotina de cuidados de rosto nocturna, uma vez tendo publicado a diurna. Podem chover notas de quinhentos euros, que a coisa não falha - e verifique-se a segurança da hipérbole, como que a testar uma entidade sobrenatural em que não se acredita mas, ao mesmo tempo, desafiando-a, não vá ela existir: anda lá, pá, mostra que és omnipotente e põr-me à prova, a ver se eu escrevo ou não o segundo post, com uma catrefada de notas roxinhas na mão. E olhem, só para nós que ninguém nos lê, provavelmente até escreveria, mas temos que os produtos não fossem exactamente os mesmos (digo eu, armada em visionária).
Bom, mas façamos a fogueira com a lenha que temos, que nem se porta nada mal.


Desmaquilhagem/Limpeza
O acto de tirar da cara aquilo que lhe coloco, antes de sair de casa, reveste-se de um prazer tão grande como o que tenho ao brincar com bases, cores e pincéis: é a primeira coisa que faço quando chego a casa e sei que o dia lá fora terminou e não vou receber ninguém, logo depois de tirar as lentes e imediatamente antes de vestir o pijama (já teci o devido elogio a estas vestes por que tenho tanto carinho). É uma tarefa que empreendo conforme os meus apetites e de acordo com a maquilhagem que estou a usar, sendo que posso partir directamente para uma arma infalível, como o Perfect Cleansing Oil Face & Eyes, da Nude (de que falei aqui), que arruma de vez com qualquer resquício de maquilhagem, mesmo a de longa duração e à prova de água, mas também posso optar por algo como o Pureté Thermale 3 in 1 - Desmaquilhante Integral Para Peles Sensíveis da Vichy, uma loção de facto muuuuuiiiiito (demasiado!) suave, que demora um nadinha a arrancar da cara o que não lhe pertence e que, diga a Vichy o que disser, não tira maquilhagem de olhos a não ser que estejam a usar uma máscara fraca e as sombras sejam uma miséria. Uso-o porque não me agride a pele e funciona para tirar uma grande parte do que está na cara mas jamais confiaria nele como desmaquilhante único - a verdade é que confio em nenhum, mas este em particular é visivelmente pouco poderoso. Na maioria das vezes, contudo, começo com uma água micelar, sendo que uso comummente as da Bioderma (e usei recentemente uma Eucerin de que gostei muitíssimo) e estou agora (há cerca de uma semana) a testar a Bio & Me Eau Micelar de Beauté da Peggy Sage, que me está a deixar muito bem impressionada, pese embora o facto de, em vez de água, parecer mais um chá, pela coloração - o que de início me pôs de pé atrás, mas já me venceu o preconceito, graças à sua evidente eficiência e eficácia (não, não são sinónimos), de que falarei a seu tempo, em publicação exclusiva (como faço com todos os produtos que me são enviados para o efeito pela Face Colours).
Chova ou faça sol, isto é, use que produto usar para retirar a maquilhagem, é certinho que depois disso uso um produto para lavar a cara com água: neste momento, tenho de serviço o Leite de Limpeza Desmaquilhante Com Aveia e Vitamina E, da Barral, para peles sensíveis, de que já falei na rotina de rosto de Inverno e de que gosto muitíssimo. Normalmente, uso-o com a Skincare Cleansing Massage Brush da Shiseido (que não consta da fotografia mas que já mostrei na rotina de Verão), uma amiga indispensável, macia e perfeita para a minha pele mariquinhas.
Quando não uso o óleo da Nude, que remove mesmo a maquilhagem à prova de água dos olhos, peço sempre a ajuda a um desmaquilhante de olhos bifásico, sendo que o que está agora em funções é o Clear Magic Lip & Eye Remover, da Tony Moly, uma marca de skincare coreana; ora este menino (ao contrário do antecessor da Étude House, de que não gostei particularmente) não fica atrás de nenhum dos melhores bifásicos que usei até agora (Clarins, Lancôme e Clinique, definitivamente), sendo que custou uma fracção do que eles custam: 6,50€ por 150ml, como dei conta quando me chegou às mãos: não arde nos olhos (como o da Sephora uns e outros que por aí andam) e é muitíssimo bem sucedido na tarefa a que se propõe.
Nesta altura, já devo ter a minha pele absolutamente livre de maquilhagem, mas gosto de a borrifar generosamente com água termal, absorvendo o excesso com uma tolha turca ou um disco de algodão e estamos prontas (eu e a pele) para nova etapa).

Tonificação e Hidratação
Já disse aquando da rotina de cuidados de pele diurna que o Serozinc de La Roche Posay se tornou um amigo inseparável desde Janeiro: este tónico, que é tão bom para pele oleosa e acneica como para pele sensível como a minha, embora não tenha resultados avassaladores no meu rosto, faz exactamente aquilo de que eu preciso: mantém-me a pele exactamente como está e pode ser usado mesmo (e sobretudo) quando tenho os meus achaques dérmicos (a ver se no dia 6, data da próxima consulta, a boa da médica me ouve de facto e percebe que se isto fosse uma alergia ao verniz as lesões não apareciam sempre nos mesmos sítios, durante meses a fio). Às vezes, tenho saudades da minha Lotion Douce Tonifiante Aloé Vera, da Clarins, pensada para peles sensíveis, e lá a aplico (mesmo porque adoraria acabá-la - mas só em dias de pele boa, não vá o diabo tecê-las.
Depois do tónico, os séruns: começo com o de olhos, (quase) invariavelmente o Liftactiv Serum 10 Yeux & Cills da Vichy, carregadinho de áciso hialurónico, que serve como preparação da área periocular para que receba na sua plenitude a hidratação que se lhe segue - este produto tem sido protagonista dos meus cuidados de rosto no último ano e meio e só o interrompo para testar coisas similares (palpita-me que dentro em brece será substituído pelo da Caudalie, que está ali em fila de espera, uma vez que o Dr. Brandt não deixou memórias). Depois uso alternadamente dois séruns da Sesderma, isto é, uso três ou quatro dias o C-Vit Liposomal Serum, um produto hidratante e anti-oxidante (logo, anti-envelhecimento), adequado até à pele mais sensível e bestial para pele seca, com um magnífico odor a citrinos; uma vez de quatro em quatro dias, mais coisa menos coisa , e se a pele estiver boa e sem achaques, uso o Acglicolic Liposomal Serum, também ele com propriedades anti-oxidantes e regeneradoras, que combate ao envelhecimento com ácido glicólico (a 6%), que também tem propriedades esfoliantes (e daí eu preferir não abusar dele), entre uma enorme quantidade de outras coisas boas. Falarei de ambos mais lá para a frente, uma vez que estou a usá-los há pouco mais de duas semanas.
Um produto que uso ora como sérum (em dias de pele má, é o que me sabe melhor) ora como óleo, por cima dos séruns anteriores (porque assim o indica a marca, ainda que haja óleos que devem usar-se por cima do hidratante, de modo a "trancar" a hidratação anterior) é o Stemcell Super-Food Facial Oil da Rodial, portador de um complexo de vitaminas(A, B5, D e E) que são tudo de bom que comprei ao preço da uva mijona na Showroom Privé e que está em uso há coisa de um mês. Falarei dele, obviamente, a seu tempo, mas para já posso gabar-lhe a fórmula pouco oleosa, que se funde como um sonho com a pele, o cheiro discreto e muitíssimo agradável e o modo como conforta imediatamente a pele desidratada, para além de que é bestialmente elástico e umas gotas dão para todo o rosto (o que lhe torna o preço menos disparatado). Para além disso, juraria que a minha pele acorda mais lisa e luminosa, menos descaída e, decididamente, menos acinzentada, quando o uso, mesmo sem máscaras especiais.
Depois, os hidratantes: nos olhos, tenho em uso há duas semanas uma compra muito recente, o Advanced Renewal Eye Complex, da Nude, indicado para usar tanto à noite como de dia (mas que reservo para a noite já que de dia estou a ver se acabo com os outros desgraçados que estão quase no fim) e do qual não consigo dizer ainda nada de definitivo, para além do que a marca promete, que se prende com a nutrição e firmeza da área periocular, o que fundamenta na belíssima formulação, que contem ácido hialurónico, omegas 3, 6 e 9, os belos dos peptídeos para atenuar as rugas e mais umas coisas boas de que não fazem parte os malditos silicones, pelo menos tanto quando eu consigo detectá-los na lista de ingredientes. A ver como nos damos. Na cara, quando não estou a Atoderm ou Ictyane (que significam que a coisa está má), de que falei no post diurno, adoro  mimar a pele do meu rosto com o Regenerative Anti-Aging Ultra Rich Cream da Algenist, uma maravilha para qualquer pele seca, comprada em saldos por uma pechincha (25€ em vez de 85€) e que me deixa a pele confortável, elástica e, sobretudo, maravilhosa ao acordar (há ali magia a suceder, durante o sono). A sua textura amanteigada afastará as peles mistas ou oleosas, mas também não é a elas que o produto se destina (aqui a malta não pode ficar só com rugas precoces, também tem de ter coisas boas exclusivas): a fórmula contém manteiga de karité, ácido algurónico (o tal que a marca diz que é só dele, seja lá o que for) e vitaminas C e H - tudo combinado para hidratar e, sobretudo regenerar a tal barreira hidro-lipídica de que falo a cada passo, porque tendemos a desejar aquilo de que sentimos falta. Escrever-lhe-ei em breve uma ode mesclada de prece, no sentido de assegurar que a Sephora faz o favor de voltar a vender esta coisa boa em saldos, no Verão.


Mãos, pés, lábios e aleatórios
Desta feita, decidi introduzir uma nova categoria, porque há cuidados que tenho diariamente que, embora não digam respeito ao rosto, prendem-se claramente com a preocupação de utilizar o sono (ou o tempo de ócio antes dele, porque eu não sei adormecer se não tiver relaxado primeiro) para tratar de zonas do corpo que, durante o dia, não merecem tanto cuidado. Assim, nos lábios estou a usar o Rêve de Miel Baume Lèvres, da Nuxe - na verdade, este era o bálsamo labial eleito para andar comigo na carteira, porque tem acabamento mate, mas o facto de ser em pote torna-o pouco higiénico para usar em qualquer lado, pelo que sofreu uma requalificação e é agora o tratamento que aplico nos lábios, antes de dormir (o meu cuidado em ter os lábios sempre hidratados e sem peles - sendo que raramente os esfolio - deve-se também à minha preferência por batons mate, que ficam um pavor se aplicados em lábios em más condições.
Depois, o bom do Homeoplasmine em pomada, o produto de culto, baratinho (que actualmente só se encontra nas farmácias francesas ou nos eBays e Amazons desta vida (porque a Cocoon Center não o disponibiliza) que é um bocado pau para toda a obra: não o uso muito nos lábios, só porque há produtos que funcionam melhor comigo, mas já usei e usarei se necessário for; uso-o sim em tudo quanto é zona mais seca, que precisa de recuperar depressinha - nomeadamente, as minhas mazelas pós ataques do-que-quer-que-seja-que-eu-tenha: o Homeoplasmine amacia tudo e, no dia seguinte, a pele escamada está mais lisa e recuperada (claro que antes já levou com o Algenist, mas vá).
Já o Fletagex Pommade é (imagine-se) uma pomada arraçada de gel e de mau cheiro (não é mau-nojento, é mau-estranho, o que creio dever-se ao óleo de fígado de bacalhau que lá mora) mas carregadinha de vitamina A, que a Sara me recomendou e que aplico amiúde, mesmo depois de toda a rotina preparada e imediatamente antes de apagar a luz: passo-a em camada generosa (não façam isto se tiverem lençõis de seda ou um namorado novo, boa? Também convém apanharem o cabelo) na zona onde tenho linhas de expressão mais vincadas (os chamados pés de galinha e as nasolabiais) e nos sítios onde há mais linhas fininhas (zona periocular, sobretudo) - e pode ser efeito placebo e tal (que não é) mas juro que esta ranhoca faz qualquer coisa por mim durante a noite e de manhã sinto a zona dos olhos mais lisa e como que repulpada. Infelizmente só se vende nas Franças, em lojas físicas (a minha veio da City Pharma, claro).
Em seguida, o creme de mãos: este é um produto que, como os bálsamos labiais em bastão, tenho espalhados por todo o lado: mexo muito em papel e sinto as mãos secas amiúde, pelo que tenho sempre umas mini-embalagens nas carteiras e uma, religiosamente, na mesa de cabeceira. Este Hand Cream da Florabelle para Space.NK era coisa exclusiva da loja, e arrematei um punhado de embalagens de aromas vários a £2.50 (o preço original era £10) nos saldos de Inverno do ano passado. Também comprei umas loções corporais e essas não eram estupidamente hidratantes, mas os cremes de mãos são muito bons: hidratam sem deixar as mãos gordurosas e têm cheirinhos maravilhosos (este tem aroma de bergamota, violeta, jasmim e frutos vermelhos) e muito suaves. Passo-o sempre insistindo na zona das cutículas.
Finalmente, o creme de pés, que é coisa que uso todo o ano (e por isso, creio, nunca tenho calos, mesmo passando a vida em cima de saltos de dez centímetros, em média). Este Cheese Release Me Minty Foot Cream da Anatomicals é melhor para o Verão, porque a sensação de frescura que a menta proporciona é o melhor do mundo depois de um dia de praia, por exemplo; mas estava aberto deste o Verão passado e quero mesmo acabar com ele antes de abrir outros. Gosto especialmente, porque durmo de meias nove meses por ano, de empestar os pés com um creme bem nutritivo (e este não o é especialmente), calçar as meias e dormir sobre o assunto. É que não falha, para pés sempre impecáveis e sequer sem zonas secas inestéticas (o que significa que posso usar sandálias quando me dá na real gana, sem ter de ir a correr à pedicura primeiro).

Finalmente, as máscaras nutritivas ou os peelings nocturnos, que uso de quando em vez (quando a pele está eufórica, evito, mas no resto do tempo, uso e abuso): das máscaras que uso durante a noite falei aqui (de quase todas, vá); do Liquid Gold falei acolá - e já não o uso há tempo demais (mais uma vez por causa do estado esquizofrénico da idiota da minha pele), estou cheiinha de saudades de acordar depois de uma noite sob o seu efeito.

E é muito isto, minha gente. Voltarei no Verão, com o que se estiver a usar por cá, à época.

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Pincéis da semana #12

Qualquer pessoa que me conheça bem sabe que não sou nada de stressar com um bocadinho de pó em cima dos móveis ou com uns pelos da bicharada armados em tufos de feno dos filmes de cowboys passados no Far West norte americano: a empregada há-de vir no dia seguinte, ou uns dias depois e tratará do assunto - não que me caiam os parentes na lama se tiver de limpar mas a alergia ao pó, (só) neste caso, é providencial. Não tenho a mania das limpezas nem das arrumações, o meu estado ideal é o do caos organizado e, ainda assim, sei onde tenho cada peça de roupa, cada par de sapatos e até cada elemento de maquilhagem (só com o skincare me baralho um nadinha, porque vou acumulando as maravilhas que compro e, como demoro até abrir o próximo produto para determinada função, às vezes baralho-me).
Só há uma coisa com que sou quase obsessiva: os pincéis de maquilhagem, que têm de estar imaculados (se não lavados, ao menos desinfectados) e tenho-me visto grega para mesmo assim, prolongar o tempo de uso de uma família por mais de uma semana, como disse pretender fazer na passada semana.
Mas não vou cumprir, ah pois não: os babies da passada semana foram a banhos e no fim de semana e nos dias úteis que se lhe seguiram, escolhi mais um magote, que pensei ir usar pouco, mas eis que o ócio se revelou mais externo do que caseiro, como quase sempre, e apesar dos meus planos. Vamos a eles.


- O Powder Brush da ELF tem sido, esta semana, o pincel de base em funções: tem o formatdo de um kabuki mas as cerdas não são tão densas ou firmes, o que torna a aplicação mais levezinha. Não o uso muito mas às vezes gosto de lhe recorrer.
- O pincel língua de gato da Barbara Hoffman (basicamente, um pincel de base tradicional) foi usado para corrector: com um dos lado dou batinhas para esbater o creme, com o outro recolho um nadinha de pó para o assentar e está feito.
- O 55N da Make Up For Ever (linha antiga) já foi o meu pincel de base (há muitas luas), mas sempre largou tanto pêlo que o reformei precocemente, usando agora para aplicar pó ou tão só para uma passagem final, que uniformiza tudo e esbate linhas chatas.
- O #964 da Bdellium Tools é um dos meus pincéis de blush preferidos: de cerdas sintéticas, é ultra-macio, agarra e esbate lindamente o produto, é ligeiramente achatado (também dá para contorno, por isso) e, caramba, é verde alface - como não amar?
- O #C404 Small Duo Face Brush da Crown foi o menino de serviço para esbater blushes e contorno em creme.
- Ainda ando a brincar com este Fan Brush do eBay (sem marca nem coisa alguma) e esta semana utilizei-o para contorno e iluminador. É um nadinha grande mas creio que será uma questão de jeito (as cerdas são tão macias que apetece estar sempre a usá-lo).
- Ando em fase Beauty Blender outra vez (a nossa relação de amor/ódio tem pernas para andar) e tem havido (muitos) dias em que não quero outra coisa para aplicar base e corrector (e até mesmo para esbater blush em creme).
- o pincel duplo Naked 3 da Urban Decay (que veio com a paleta)  é daqueles que tinha para ali, sem saber o que lhe fazer (porque acho-o sofrível para sombras em pó, santa paciência, mesmo as UD), até que me lembrei de o usar para esbater corrector (a ponta mais fofinha), aplicar primário de sombras (a mais achatada) e, sobretudo, para aplicar e esbater sombras em creme - e é craque nisso.
- o #C208 da Crown foi o escolhido para aplicar sombra por toda a pálpebra superior (às vezes só na móvel, que eu tenho os meus dias) - e está fartinho de aparecer por aqui.
- O BK43 Large Pointed Crease Brush da Crown é outra estrela repetida - e foi preciso começar a fazer este tipo de publicações (mais ou menos) semanais para perceber que recorro mais a este pincel (baratíssimo) do que pensava - o que é bestial.
- O #C200 Deluxe Crease da Crown (sem querer, temos marca dominante, esta semana) foi usado para o esfumanço final, nos olhos.
- Dois pinceis sem designação da Beauties Factory: o mais pontiagudo foi muito usado para aplicações detalhadas (iluminação no canto interno do olho, sombra rente às pestanas inferiores, etc); o outro, usei para esbater lápis ou aplicar eyeliner (sobretudo com sombra).

E é isto, numa semana em que a maquilhagem se esperava quase nula, mas sê-lo-á sobretudo a partir de... agora (iei!).